Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/312413
Type: TESE
Title: Estomas de proteção das anastomoses coloanais : estudo comparativo entre ileostomias e colostomias
Author: Ayrizono, Maria de Lourdes Setsuko, 1962-
Advisor: Fagundes, João Jose, 1943-
Abstract: Resumo: A utilização de estoma protetor nas operações de anastomose coloanal primária constitui um dos fatores de diminuição de complicações principalmente de ordem séptica em caso de deiscência de suturas. Nenhum estoma é perfeito, ocorrendo controvérsia na literatura quanto a superioridade de um ou outro. O objetivo do trabalho foi comparar as complicações da confecção, permanência e fechamento das ileostomias e colostomias de proteção nas anastomoses coloanais. Foram estudados retrospectivamente 56 doentes, operados entre 1979 e 1995, no Serviço de Coloproctologia da Disciplina de Moléstias do Aparelho Digestivo da UNICAMP, sendo o câncer do reto a principal indicação cirúrgica em ambos os grupos. Em 21 a variante de coloanal empregada foi anastomose primária sem reservatório e nos outros 35, anastomose primária precedida de reservatório célico em jota. As derivações de proteção constaram de 33 ileostomias e 23 colostomias. A idade média verificada foi 51,2 (27-80) anos entre as ileostomias e 55,5 (26-71) anos nas colostomias. No grupo das ileostomias 18 pacientes (54,5%) eram do sexo feminino, enquanto entre as colostomias predominou o sexo masculino com 12 doentes (52,2%). O tempo médio decorrido entre a confecção e o fechamento do estoma no primeiro grupo foi de 6,9 (2-23) meses e de 5,0 (2-17) meses no segundo. Prévio ao fechamento dos estomas, -foi realizado enema opaco em todos os pacientes para demonstração da integridade das suturas e de ausência de estenoses. Utilizou-se preparo intestinal mecânico e antibioticoterapia profilática. A maioria dos fechamentos foi feita por abordagem local; laparotomia mediana foi necessária em três doentes, dois para a realização concomitante de colecistectomia, sendo um em cada grupo e uma correção de hérnia incisional, no grupo das ileostomias. Nas colostomias todos os fechamentos foram executados sem ressecção intestinal, enquanto entre os ileostomizados, cinco doentes necessitaram de enterectomia de curto segmento de íleo. Não houve mortalidade relacionada à confecção ou fechamento dos estomas. Em relação à permanência das derivações, observou-se apenas uma complicação no grupo das ileostomias. Um paciente apresentou desidratação e insuficiência renal aguda (3,0%), decorrente do alto débito do estoma, necessitando de reinternação. Pode-se concluir que ambas as técnicas se equivaleram quanto às complicações Quanto ao fechamento dos estomas, verificou-se um total de 12 complicações em 11 doentes (19,7% da casuística), sendo seis (18,2%) do grupo das ileostomias e cinco (21,7%) das colostomias, não havendo diferença estatística. Ocorreram três complicações gerais em dois doentes sendo um do grupo das ileostomias (3,0%) e outro das colostomias (4,3%), também sem diferença estatística. No grupo das ileostomias, foi observada fibrilação atrial aguda em um paciente, enquanto no outro grupo, um mesmo doente apresentou infecção do trato urinário e descompensação de insuficiência cardíaca. Complicações locais precoces foram verificadas em três doentes, todos do grupo das ileostomias (9,1 %), sendo duas obstruções intestinais e um caso de peritonite por lesão inadvertida de alça do delgado. Entretanto, essa diferença não foi estatisticamente significativa. Os pacientes com obstrução foram submetidos' a laparotomia no nono e décimo dia pós-operatório enquanto o outro com peritonite foi reoperado no oitavo dia, evoluindo satisfatoriamente. Em relação às complicações locais tardias, ocorreram em seis doentes (10,7%) sendo dois no. grupo das ileostomias (6,1 %) e quatro das colostomias (17,4%). Entre os primeiros ocorreram duas obstruções intestinais, após quatro e oito meses do fechamento e entre as colostomias, duas obstruções com 17 e 35 meses e duas hérnias incisionais do fechamento, diagnosticadas após dois e 24 meses da cirurgia, necessitando de correção cirúrgica. Não houve diferença estatística entre os dois grupos. O tempo médio de internação foi 6,5 (3-24) dias nas ileostomias e 7,1 (5-17) dias nas colostomias, também sem diferença estatística. verificadas

Abstract: Ilestomy or colostomy have been utilized to protect coloanal anastomosis and have also been associated with a decreasing rate of sepses and other complications. However, the choice between ileostomy and colostomy remains controversial. The purpose ofthis study was to compare the complications rate to perform and to close the stomas used as the protection of coloanal anastomosis. Fifty six patients were retrospectively analysed between 1979 and 1995, operated on by the GíOup of Coloproctology, Division of Digestive Disease, UNICAMP, mainly for the treatment of rectal cancer. Surgeries performed were: straight coloanal anastomosis in 21 patients and colonic pouch-anal anastomosis in 35. Thirty three ileostomy and 23 colostomy were performed and meam age was 51,2 (27-80) years for the ileostomy and 55,5 (26-71) years for the colostomy. Eighteen patients (54,5%) in the group of.ileostomy were female and 12 patients (52,2%) were male in the group of colostomy. The mean time between construction and closure of the stoma was 6,9 (2-23) months for the ileostomy group and 5,0 (2-17) months for the other. AlI patients were submitted to radiographic studies previously to the closure of the stoma: to confirm integrity and permeability of the sutures. AlI patients had mechanical cleasing and profhilatic antibiotics were used. The majority of the patients had the closure of the stoma performed by direct approach but laparotomy was needed for three patients (to perform cholecistectomy in two and to repair an incisional hemia in one for the ileostomy group). Some extend of stoma resection was necessary only in the ileostomy group, in five patients, to complete the closing perform. Complication related to the constructioq Gf the stoma was observed in one patient (3,0%) in the ileostomy group, presenting ,:",ith severe dehidration and acute renal failure due to high output of the stoma. Twelve complications in 11 patients (19,7%) related to the closure ofthe stoma were observed, similarly for both groups, being six (18,2%) for the ileostomy group and five (21,7%) for the colostomy group. Three complications were general ones, with two in the colostomy group in only one patient (4,3%) ( urinary tract infection and heart failure) and one in the ileostomy group (acute atrial fibrilation). Ear1y local complications were observed only in the ileostomy group (intestinal obstruction (2 - 6,1 %) and peritonitis (1 3,0%)). Intestinal obstruction was treated by laparotomy at the nineth and tenth postoperative day, and peritonits was treated on the eighth day. Late local complications were observed in six patients (10,7%), being two patients (6,1%) for the ileostomy group (intestinal obstruction) and four patients (17,4%) in the colostomy group (intestinal obstruction (2 - 8,7%) and incisional hernia (2 - 8,7%)). The mean admissional time was 6,5 (3-24) days for the ileostomy group and 7,1 (5-7) for the colostomy. In conclusion, both the ileostomy and colostomy group had the same complication rates without statistical significance
Subject: Enterostomia
Cancer
Reto
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 1999
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

Files in This Item:
File SizeFormat 
Ayrizono_MariadeLourdesSetsuko_M.pdf4.74 MBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.