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Type: TESE
Title: Concentração dos marcadores séricos e presença de sintomas específicos em mulheres com ou sem massas anexiais = Concentration of serum markers and presence of specific symptoms in women with or without adnexal masses
Title Alternative: Concentration of serum markers and presence of specific symptoms in women with or without adnexal masses
Author: Moraes, Denise da Rocha Pitta Lima de, 1961-
Advisor: Derchain, Sophie Françoise Mauricette, 1959-
Abstract: Resumo: Objetivo: Avaliar a acurácia da mesotelina, CA125, HE4 e índice ROMA na diferenciação de mulheres brasileiras com tumores malignos de ovário daquelas com tumores benignos e ou mulheres saudáveis, e avaliar se os sintomas específicos relatados pelas mulheres podem ser usados em associação à expressão desses marcadores séricos, na diferenciação pré-operatória de neoplasia maligna de ovário. Sujeitos e Métodos: Neste estudo de corte transversal foram incluídas 199 mulheres com massa anexial (67 com tumores malignos e 132 com tumores benignos) e 150 mulheres saudáveis. Todas as mulheres com massa anexial, atendidas no hospital do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da UNICAMP, foram convidadas a participar do estudo. Um grupo-controle, de mulheres saudáveis atendidas nos ambulatórios de menopausa e planejamento familiar no mesmo hospital, foi selecionado. Após uma explicação sobre os métodos e objetivo da pesquisa, todas as mulheres responderam o questionário com relação aos sintomas específicos. Foram coletados dados sobre a idade e índice de massa corpórea e sangue periférico para quantificação da mesotelina, o CA125 e a HE4. Foi usado o algoritmo de particionamento recursivo baseado no modelo de regressão linear para verificar a contribuição da idade e de cada marcador sérico no diagnóstico de tumores malignos. Foram comparadas as áreas sob as curvas (AUCs) obtidas através das curvas ROC (Receiver Operator Characteristics) de cada marcador sérico e índice ROMA, para diferenciar mulheres com tumores malignos. Foi calculada a proporção de mulheres com cada um dos 22 sintomas específicos nos grupos com tumores malignos de ovário, tumores benignos e mulheres saudáveis. O sintoma foi considerado positivo quando ocorria mais que 12 vezes ao mês e por até um ano. A proporção de sintomas foi comparada utilizando teste de qui-quadrado ou teste exato de Fischer, quando apropriado. Os 16 sintomas específicos aplicáveis a toda a coorte e para o qual a periodicidade foi verificada foram submetidos à análise pelo Método de Ward para agrupamento hierárquico. Os agrupamentos de sintomas e sintomas isolados identificados foram: abdômen (abdômen inchado e/ou aumento do volume abdominal); dor (dor pélvica, costas e/ou abdominal); pernas inchadas; digestão (estômago cheio e/ou náusea /vômito); alimentação (dificuldade para comer e/ou empachada); sente alguma massa abdominal; diversos (fadiga e/ou dificuldade para respirar); bexiga (urgência em urinar e/ou urinar frequentemente). Foi avaliada a proporção de mulheres com cada agrupamento de sintomas ou sintomas isolados em mulheres com tumores malignos, tumores benignos e saudáveis, através do teste qui-quadrado para tendências. Utilizou-se um algoritmo de particionamento recursivo para verificar a contribuição da idade da mulher, de cada agrupamento de sintomas ou sintomas isolados, estado menopausal, perda de peso e marcadores séricos no diagnóstico de tumores malignos. Resultados: O CA125 foi o marcador sérico com maior capacidade para discriminar mulheres com tumores malignos (p<0,001). Entre as mulheres com tumores benignos e CA125 positivo, a HE4 foi positiva em apenas um caso e a mesotelina foi positiva em outro. Em mulheres com CA125 negativo, a idade, a mesotelina e a HE4 não contribuíram para a diferenciação entre mulheres com tumores malignos, tumores benignos e saudáveis. Em contrapartida, em mulheres com CA125 positivo, a HE4 contribuiu significantemente para detecção de mulheres com tumores malignos (p<0,01). A AUC da mesotelina foi menor que das AUC dos outros marcadores. O ROMA e o CA125 apresentarm melhores AUCs do que o HE4. A proporção de mulheres com cada um dos agrupamentos de sintomas ou sintomas isolados foi significativamente maior em mulheres com tumores malignos, quando comparadas àquelas com tumores benignos e, destas, comparadas com as mulheres saudáveis (p tendência em todas as comparações <0,01). Após a análise multivarida, as associações mais significativas para detecção de tumores malignos de ovário foram as do agrupamento abdômen (p<0,001), expressão do CA125 (p<0,001), agrupamento dor (p=0,01) e perda de peso (p=0,03). Conclusões: Em mulheres com CA125 negativo, a mesotelina e HE4 não contribuíram para detecção do carcinoma de ovário. Entretanto, em mulheres com CA125 positivo, a HE4 contribuiu para diferenciar aquelas com tumores malignos. Em mulheres com tumores malignos de ovário, os sintomas específicos, abdômen e dor foram significantemente mais frequentes. Podem ser utilizados em associação ao CA125 na diferenciação de tumores malignos em mulheres com massa anexial

Abstract: Objective: To evaluate the accuracy of mesothelin, CA125, HE4 and ROMA index in the differentiation of Brazilian women with ovarian malignant tumors from those with benign tumors or healthy women; and to evaluate whether the prevalence of specific self-reported symptoms can be used in association to the expression of serum markers for the preoperative differentiation of ovarian malignant tumors. Study Design: For this cross sectional study, 199 women with adnexal mass (67 with malignant tumors and 132 with benign tumors) and 150 healthy women were included. All women with adnexal masses, attending the hospital of the Department of Obstetrics and Gynecology of the Unicamp School of Medicine were invited to participate in the study. A control group of healthy women attending menopause and family planning clinics at the same hospital were selected. After an explanation about the study research methods and purpose all women answered a survey regarding specific symptoms. There were also collected data on age and body mass index. Peripheral blood was collected for serum measurements of mesotelina, CA125 and HE4. A recursive partitioning algorithm, based on a linear regression model was used to confirm the contribution of age and each of the serum markers to the diagnosis of malignant tumors. Comparison of Area Under the Curve (AUC) obtained through Receiver Operator Characteristics (ROC) curves for each of the serum markers and ROMA index were used to differentiating women with malignant tumors. We next calculated the proportion of women with each of the 22 specific symptoms in the groups of women with ovarian malignant tumors, benign tumors and healthy women. We considered a symptom positive if it occurred more than 12 times per month and for less than one year. The proportions were pairwise compared using chi-square or the Fisher exact test where appropriate. The 16 specific symptoms which applied to the entire cohort and for which the periodicity had been ascertained were further subjected to the Ward's Hierarchical Clustering Method. Clusters of symptoms and isolated symptoms were: abdomen (abdominal bloating and/or increased abdomen size); pain (pelvic, back and/or abdominal pain); leg swelling; digestion (indigestion and/or nauseas /vomiting); eating (unable to eat normally and/or feeling full quickly); able to feel abdominal mass; miscellaneous (fatigue and/or difficulty breathing); bladder (urinary urgency and/or frequent urination). We evaluated the trend in proportion of women with each cluster of symptoms in the groups of women with malignant tumors, benign tumors and healthy women using the chi-squared test for trend in proportions. Another recursive partitioning algorithm was used to confirm the contribution of patient age, clusters of symptoms, menopausal status, weight loss and the serum markers to the diagnosis of malignant tumors Results: CA125 was the serum marker that had the greatest capacity to discriminate women with malignant tumors (p<0.001). Among the women with benign tumors and positive CA125, HE4 was positive in only one case and mesothelin in another case. In women with negative CA125 neither age nor mesothelin nor HE4 contributed any further to the differentiation between women with malignant, tumors benign tumors and healthy women. In contrast, for women with positive CA125, HE4 contributed significantly to the detection of women with malignant tumors (p<0.01). The AUC for mesothelin was smaller than that for all the other curves, and ROMA and CA125 had better AUC than HE4. The proportion of women with each of the clusters of symptoms and isolated symptoms decreased significantly from the group of women with malignant tumors to that with benign tumors and from this group to the healthy women (p for trends in all comparisons= <0.01). After a multivariate analysis the association that contributed the most to the detection of malignant ovarian tumors was that of the abdomen cluster (p<0.001), CA125 expression (p<0.001), pain cluster (p=0.01) and weight loss (p=0.03). Conclusion: In women with negative CA125 neither mesothelin nor HE4 contributed to detect ovarian carcinoma. HE4 was helpful to differentiate malignant tumors when CA125 is positive. Specific symptoms, abdomen and pain were significantly higher in women with malignant ovarian tumors and may be used along with the CA125 to select women with ovarian malignancy among those with adnexal masses
Subject: Neoplasias ovarianas
Marcadores biológicos
Semiologia (Medicina)
Language: Multilíngua
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2012
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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