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Type: TESE
Title: Avaliação e treinamento de alcance com restrição de tronco em pacientes hemipareticos pos acidente vascular cerebral
Title Alternative: Evaluation and reaching trainning with trunk restraint in post-stroke hemiparetic patients
Author: Oliveira, Roberta de
Advisor: Borges Neto, Antonio Guilherme, 1947-
Neto, Antonio Guilhermo Borges
Abstract: Resumo: O acidente vascular cerebral (AVC) é reconhecido como uma das maiores causas de morbidade e mortalidade. Seqüelas decorrentes deste evento podem levar à incapacidade motora e déficits de leves a severos. Para classificar melhor a disfunção sensitivo-motora, o equilíbrio e as habilidades para as atividades de vida diária (AVD's), escalas de avaliações quantitativas e qualitativas estão sendo amplamente utilizadas. O objetivo do Artigo 1 foi verificar a correlação existente entre a Escala de Fugl-Meyer (FM), Escala de Equilíbrio de Berg (EEB) e Índice de Barthel (IB). Foram recrutados 20 pacientes com diagnóstico de AVC crônico, que passaram pelas avaliações por cerca de uma hora. Os resultados demonstraram que a FM se correlaciona positivamente com o IB e a EEB, mostrando que, quando utilizadas em conjunto, classificam de forma esclarecedora o quadro físico geral do paciente com AVC. Após o AVC, o comprometimento da função do membro superior é a seqüela mais comum, podendo ser permanente. Os movimentos de alcance feitos com o membro superior hemiparético são freqüentemente acompanhados por movimentos compensatórios de tronco e cintura-escapular. O uso da terapia de restrição de tronco visa evitar a movimentação compensatória de tronco, propiciando o desenvolvimento de padrões motores mais próximos do normal no braço afetado. Através do uso de escalas de mensuração clínica, foram observados os benefícios da terapia de restrição de tronco em 11 sujeitos com seqüela de AVC que passaram por 20 sessões de treinamento (Artigo 2). Em um segundo estudo (Artigo 3), 20 sujeitos foram recrutados e divididos em dois grupos de treinamento (20 sessões): Grupo com Tronco Restrito (GTR - treinamento de alcance com o tronco restrito) e o Grupo com Tronco Livre (GTL - treinamento de alcance sem restrição de tronco, enfatizando o uso da orientação verbal). O objetivo foi verificar os benefícios a longo prazo do treinamento de alcance tarefa-específica associado à terapia de restrição de tronco, utilizando como instrumentos de medida as escalas clínicas (Escala Modificada de Ashworth, FM, IB e EEB) e a avaliação cinemática do movimento (deslocamento, velocidade, angulação). As avaliações foram divididas em três momentos: a primeira foi realizada na admissão (PRÉ); a segunda, no final do período total de treinamento (PÓS) e a terceira, três meses após o término do tratamento (RET). O treinamento tarefa-específica associado à terapia de restrição de tronco (GTR) mostrou-se eficaz a longo prazo para a melhora dos movimentos articulares ativos de ombro e cotovelo, além de propiciar melhora no planejamento interno do movimento. Em contrapartida, o uso contínuo da restrição provocou dependência aos pacientes e não foi eficaz na redução dos graus adicionais de liberdade (tronco) a longo prazo. Apesar do treinamento baseado em orientações verbais (GTL) ter sido mais eficaz na retenção do tronco, não houve melhora significativa nas amplitudes articulares voluntárias de membro superior. Acredita-se que os pacientes que passaram por este tipo de tratamento ficaram mais atentos ao recrutamento anormal de graus adicionais de liberdade e não exploraram de forma efetiva as combinações multiarticulares presentes membro superior.

Abstract: Stroke is recognized as one of the major causes of morbidity and mortality. Sequels deriving from this event may lead to motor disability and from mild to severe deficits. In order to better classify sensory-motor dysfunction, balance and ability to perform activities of daily living (ADL), quantitative and qualitative evaluation scales have been used. The aim of Article 1 was to verify the correlation between the Fugl-Meyer Assessment Scale (FM), Berg Balance Scale (BBS) and Barthel Index (BI). Twenty chronic stroke patients were submitted to an evaluation that spent approximately one hour. The results demonstrated that the FM was positively correlated with the BBS and BI, showing that when they are employed together, make it possible to design the general clinical performance of the stroke patient. After stroke, upper limb function impairment is the most common sequel that could lead to permanent dysfunction. Reaching movements made with hemiparetic upper limbs are often followed by compensatory trunk and shoulder-girdle movements. The use of the trunk restraint therapy aims at avoiding the compensatory trunk movement providing the development of normal motor patterns in the affected upper limb. The benefits of the trunk restraint therapy could be observed through the clinical measures scales in eleven stroke subjects that performed twenty training sessions (Article 2). In another study (Article 3), twenty patients were recruited and divided into two training groups (20 sessions): Trunk restraint group (TRG - reaching training with trunk restraint) and trunk free group (TFG - reaching training without trunk restraint, providing emphasis in the verbal cue). The aim was to verify the long term benefits of the task-specific training with trunk restraint using the clinical scales (Modified Ashworth Scale, FM, BI and BBS) and the kinematic analysis (displacement, velocity, angles) like evaluation tools. The evaluations were performed in three phases: the first, in admission time (PRE test); the second, after the end of the treatment (POST test); and the third, three months after the completed treatment (retention test - RET test). Task-specific training associated with the trunk restraint therapy (TRG) proved to be a long-term effective treatment in the enhancement of shoulder and elbow active joint range, as well as in the improvement of the internal planning of the movement. However, the continuous use of restraint may have caused dependence to the patients and was not efficient in long term reduction of the additional degrees of freedom (trunk). Although the verbal cue training (TFG) was more effective in the trunk retention, there was no significant improvement in the upper limb joint ranges. Therefore patients who sustained this type of treatment developed more attention in the abnormal recruitment of the additional degrees of freedom, and did not efficiently explore the multi-joint combinations presented in the upper limb.
Subject: Reabilitação
Membros superiores
Cinemática
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2008
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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