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Type: DISSERTAÇÃO
Degree Level: Mestrado
Title: Qualidade de vida do adulto jovem sobrevivente de leucemia linfóide aguda pediátrica
Title Alternative: Quality of life young adult survivor of pediatric acute lymphoblastic leukemia
Author: Ortolan, Paula Elias, 1983
Advisor: Brandalise, Silvia Regina, 1943-
Abstract: Resumo: INTRODUÇÃO: As leucemias são os tipos mais comuns de câncer em crianças e adolescentes e correspondem a 25% - 35% de todos os casos de câncer na faixa etária pediátrica. De acordo com o Registro de Câncer de Base Populacional dos Estados Unidos (SEER)2, desde 1970, tem ocorrido aumento das taxas de cura e sobrevida, sendo que aproximadamente 80% das crianças são curadas3. Apesar do elevado índice de cura da LLA, os sobreviventes podem desenvolver problemas relacionados à saúde ou efeitos tardios decorrentes do tratamento. Diversos estudos demonstraram que, neste grupo, os sobreviventes podem apresentar comprometimentos psicossociais relacionados à saúde mental, relacionamentos interpessoais, escolaridade, inserção profissional e qualidade de vida (QV)4,5,6,7,33,34. OBJETIVOS: Avaliar e correlacionar a percepção da QV de adultos jovens sobreviventes de LLA com aspectos psicossociais e clínicos, em relação ao sexo, nível de escolaridade, renda familiar mensal, vida conjugal, religião, atendimento psicológico, idade ao início do tratamento e atual, tempo desde o término do tratamento, modalidade do tratamento utilizado, índice de massa corporal (IMC) atual, estatura atual e efeitos tardios. MÉTODOS: Estudo observacional, analítico, do tipo corte transversal, realizado de maio a novembro de 2011, com 71 adultos jovens sobreviventes de LLA, com idade mínima de 18 anos, fora de terapia há no mínimo 3 anos, em seguimento na Clínica Após o Término da Terapia (CATT), no Centro Infantil Boldrini, avaliados através do questionário genérico de QV Short-Form Health Survey SF-36. RESULTADOS: Os sobreviventes do sexo feminino apresentaram escores inferiores em capacidade funcional, dor, vitalidade (p < 0,001), aspectos sociais (p = 0,013) e saúde mental (p = 0,001). Sobreviventes com filhos registraram escores menores em capacidade funcional (p = 0,043), dor (p = 0,022) e vitalidade (p = 0,025). Sobreviventes que realizaram atendimento psicológico durante o tratamento, demonstraram resultados inferiores em aspectos sociais (p = 0,049). Os adultos jovens que afirmaram realizar atendimento psicológico atual na cidade de origem apresentaram comprometimento em vitalidade (p = 0,047), aspectos emocionais (p = 0,008) e saúde mental (p = 0,047). Associações entre menor nível de escolaridade paterna e QV dos sobreviventes foram identificadas em capacidade funcional (p = 0,041), aspectos emocionais (p = 0,043) e saúde mental (p = 0,041). A modalidade do tratamento quimioterapia e radioterapia craniana foi associada com capacidade funcional (p = 0,010), dor (p = 0,006), vitalidade (p = 0,018) e saúde mental (p = 0,031). Sobreviventes com efeitos tardios registraram escores inferiores em aspectos físicos (p = 0,011) e aspectos sociais (p = 0,013). Sobreviventes com IMC alterado apresentaram resultados inferiores em aspectos físicos (p = 0,002) e dor (p = 0,023). Observou-se correlação inversa estatisticamente significativa entre capacidade funcional e dor e maior idade no momento da entrevista (rs = - 0,39, p < 0,01; rs = - 0,30, p = 0,01, respectivamente). Adicionalmente, observou-se correlação inversa estatisticamente significativa entre dor e maior tempo fora de terapia (rs = - 0,27, p = 0,01). Observou-se correlação direta estatisticamente significativa entre aspectos físicos e maior valor de renda familiar mensal (rs = 0,26, p = 0,02). CONCLUSÕES: Os resultados do presente estudo sugerem que os sobreviventes de LLA demonstram comprometimentos na QV, relacionados à saúde física e mental. Com base nos dados obtidos neste estudo, as variáveis associadas a escores inferiores no questionário SF-36 foram: sexo feminino, menor nível de escolaridade paterna, menor valor de renda familiar mensal, realizar atendimento psicológico, maior idade na entrevista, maior tempo desde o término do tratamento, modalidade do tratamento utilizado quimioterapia e radioterapia craniana, IMC alterado e presença de efeitos tardios

Abstract: BACKGROUND: Leukemias are the most frequently childhood cancer and correspond 25% - 35% of all cases of cancer at the pediatric ages1,2. According to Surveillance Epidemiology and End Results (SEER)3, since 1970, the cure and survival rates has increased. Currently and approximately 80% of them are cured4. Despite the high cure rate of leukemia, the survivors may develop health related problems or late effects from the treatment. Researches have shown that in this group, survivors may experience psychosocial impairment related to mental health, interpersonal relationships, education, employability and quality of life (QoL)5,6,7,8,33,34. PURPOSE: To evaluate and correlate the perception of QoL in adult survivors of ALL with psychosocial and clinical trials, in relation to sex, education level, family income, marital life, religion, psychosocial treatment, age at diagnosis and at interview, time off therapy, treatment modality, current body mass index (BMI), current height and late effects. METHODS: Observational, analytical and transversal study, with 71 ALL young adult survivors, for 7 months, aged at least 18 years, off therapy for at least 3 years. The study group consisted of ALL survivors in follow-up at the Off Therapy Clinics (CATT) at the Centro Infantil Boldrini, using the questionnaire Short-Form Health Survey SF-36. RESULTS: Female survivors had lower scores in physical functioning, pain, vitality (p < 0,001), social functioning (p = 0,013) and mental health (p = 0,001). Survivors with children reported lower scores in physical functioning (p = 0,043) and vitality (p = 0,025). Young adults who underwent in psychological care during treatment, showed lower results in social functioning (p = 0,049). Survivors who reported receiving psychological care in the city of origin, showed an impairment in vitality (p = 0,047), role function-emotional (p = 0,008) and mental health (p = 0,047). Associations between lower level of paternal education and QoL of the survivors were identified in physical functioning (p = 0,041), role function-emotional (p = 0,043) and mental health (p = 0,041). Treatment with chemotherapy and cranial radiotherapy was associated with physical functioning (p = 0,010), pain (p = 0,006), vitality (p = 0,018) and mental health (p = 0,031). Survivors with late effects reported lower scores in physical functioning (p = 0,011) and social functioning (p = 0,013). Survivors with BMI modified had lower scores in physical functioning (p = 0,002) and pain (p = 0,023). There was statistically significant inverse correlation between physical functioning and pain and current older age (rs= - 0,39, p < 0,01; rs = - 0,30, p = 0,01, respectively). Additionally, we observed statistically significant inverse correlation between pain and longer time off therapy (rs = - 0,27, p = 0,01). There was a statistically significant direct correlation between role function-physical and higher value of family income (rs = 0,26, p = 0,02). CONCLUSIONS: The results of this study suggest that survivors of ALL showed impairments in QoL related to physical and mental health. Based on data obtained in this study, the variables associated with lower scores on the SF-36 were: female gender, lower level of paternal education, lower family income, psychological care, older age at interview, longer time since off therapy, treatment with chemotherapy and cranial radiotherapy, BMI changes and late effects
Subject: Questionário SF-36
Leucemia
Impacto psicossocial
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2012
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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