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Type: TESE
Title: Detecções moleculares de infecções herpéticas em pacientes imunocompetentes com disfunções neurológicas
Title Alternative: Molecular detection of herpetic infections in immunocompetent patients with neurological disorders
Author: Rimerio, Carla Aparecida Tavares, 1981-
Advisor: Bonon, Sandra Helena Alves
Abstract: Resumo: Atualmente, pacientes imunocompetentes e idosos estão recebendo maior atenção em relação às infecções virais. A reativação dos herpesvírus pode ocorrer eventualmente no sistema nervoso e a ausência de tratamento adequado pode causar sequelas. O teste padrão para a confirmação laboratorial da presença do DNA dos herpesvírus no sistema nervoso é a PCR no líquor e, neste trabalho utilizamos também o plasma como amostra-teste. Nosso objetivo foi determinar a incidência dos herpesvírus em pacientes com suspeita de infecções no sistema nervoso utilizando a nested PCR no líquor e comparar os resultados obtidos com a nested PCR realizada em DNA extraído de plasma, verificando a concordância entre eles. Foram incluídos no estudo 52 amostras de líquor e 52 amostras de plasma de pacientes imunocompetentes com sintomas clínicos de distúrbios no sistema nervoso. Os dados clínicos foram obtidos a partir das informações constantes dos prontuários médicos. Como resultados, em 27/52 (52%) pacientes, o DNA dos herpesvírus foi detectado pelo menos uma vez nas amostras de líquor pela nested PCR. Destas amostras 15/27 (55%) tinham hipótese diagnóstica inicial de encefalite. A ocorrência de monoinfecção foi de 10/27 (37%) dos pacientes. Coinfecção ocorreu em 17/27 (63%) dos pacientes positivos. Os vírus mais encontrados foram o Epstein-Barr e o citomegalovírus humano, com 12/27 (44%) e 15/27 (55%), respectivamente. Um paciente com hipótese inicial de encefalite que apresentou positividade para estes dois vírus foi a óbito por insuficiência aguda respiratória, epilepsia e encefalite. O Herpesvírus 1 foi observado em 5/27 (18%); herpesvírus 2 em 2/27(7%); varicela-zoster, 3/27 (11%); herpesvírus 6, 10/27 (37%) e herpesvírus 7, 9/27 (33%). O Herpesvírus 8 não foi detectado. Nas amostras de DNA extraído de plasma, a positividade para os herpesvírus foi de 32/52 (61%). Monoinfecção ocorreu em 13/32 (41%) e coinfecção ocorreu em 19/32 (59%). Herpesvírus tipo 1 ocorreu em 1/32 (3%); herpesvírus 2 em 2/32 (6%); Epstein-Barr em 5/32 (16%); citomegalovírus humano em 11/32 (34%); herpesvírus tipo 6 em 7/32 (22%); herpesvírus 7 em 5/32 (16%) e herpesvírus 8 em 1/32 (3%). Utilizando o teste de McNemar para análise de concordância entre os exames realizados com amostras de DNA extraídas de líquor com as de plasma, observamos que para os herpesvírus 1, 2, Epstein-Barr, citomegalovírus, herpesvírus tipos 6 e 7 positivos estudados, não houve diferença estatisticamente significativa entre os testes. Para os herpesvírus VZV e HHV-8, não foi possível avaliar, devido ao baixo número de casos positivos. A detecção qualitativa do DNA dos herpesvírus no plasma por nested PCR pode ser tão útil quanto a detecção do líquor ao longo do tempo para identificar os pacientes que apresentam distúrbios neurológicos causados por esses vírus, tanto imunocompetentes quanto imunodeprimidos. Sendo assim, neste estudo verificamos o papel que os herpesvírus humanos desempenham nas infecções do sistema nervoso em pacientes imunocompetentes, com foco nas hipóteses diagnósticas de infecção viral no sistema nervoso central e periférico. Com a detecção do DNA viral, o tratamento antiviral precoce poderá ser instituído para os vírus ao qual existem antivirais disponíveis. Avaliando a eficiência dos métodos de diagnóstico laboratorial baseado na detecção do DNA dos herpesvírus no plasma, os valores obtidos podem ser considerados em relação à especificidade, assim como os valores verdadeiros negativos podem ser detectados e o tratamento empírico pode ser evitado. Esses achados sugerem que mesmo ocorrendo resultados falso negativos, este teste poderá ser utilizado nos pacientes que enfrentam problemas relacionados à coleta do líquor

Abstract: Currently, immunocompetent and elderly patients are receiving more attention in relation to viral infections. Reactivation of herpesviruses may eventually occur in the nervous system and the absence of adequate treatment can cause sequels. The standard for laboratorial confirmation of the presence of herpesvirus DNA in the nervous system is PCR in the cerebrospinal fluid (CSF). In this study, it was also used plasma as a sample test. The aim was to determine the incidence of herpesviruses in patients with suspect of virus infections of the nervous system using nested PCR in cerebrospinal fluid and compare the results with nested PCR performed on DNA extracted from plasma, by checking the correlation between them. The study included 52 samples of CSF and plasma from 52 immunocompetent patients with clinical symptoms of disorders in the nervous system. Clinical data were obtained from the information contained in the medical records. As a result, in 27/52 (52%) patients, herpesvirus DNA was detected at least once in CSF samples by nested PCR. These samples, 15/27 (55%) had initial diagnosis of encephalitis. The occurrence of monoinfection was 10/27 (37%) patients. Coinfection occurred in 17/27 (63%) positive patients. The most prevalent viruses found were Epstein-Barr virus and human cytomegalovirus, with 12/27 (44%) and 15/27 (55%), respectively. A patient with initial hypothesis of encephalitis that was positive for these two viruses died due to acute respiratory failure, epilepsy and encephalitis. Herpesvirus simplex 1 was observed in 5/27 (18%); herpesvirus simplex 2 in 2/27 (7%); varicella-zoster, 3/27 (11%); herpesvirus 6, 10/27 (37%) and herpesvirus 7, 9/27 (33%). Herpesvirus 8 was not detected. In DNA samples extracted from plasma, herpesviruses were positive in 32/52 (61%). Monoinfection occurred in 13/32 (41%) and coinfection occurred in 19/32 (59%). Herpesvirus simplex 1 occurred in 1/32 (3%); herpesvirus simplex 2 in 2/32 (6%); Epstein-Barr 5/32 (16%); human cytomegalovirus in 11/32 (34%); herpesvirus 6 in 7/32 (22%); herpesvirus 7 in 5/32 (16%) and herpesvirus 8 in 1/32 (3%). Using McNemar's test for analysis of agreement between the tests performed with DNA samples extracted from CSF with the plasma were observed that for herpesvirus 1, 2, Epstein-Barr, cytomegalovirus, herpesvirus type 6 and 7 positive studied, there was no statistically significant difference between the tests. For VZV and HHV-8 herpesvirus, could not be assessed due to the low number of positive cases. The qualitative detection of herpesvirus DNA in plasma by nested PCR can be as useful as the detection of CSF over time to identify patients with neurological disorders caused by these viruses, both immunocompetent as immunocompromised. Therefore, in this study it was seem the role human herpesvirus infections play in the nervous system in immunocompetent patients, focusing on diagnoses of viral infection in the central and peripheral nervous system. With the detection of viral DNA, early antiviral therapy may be institute for the virus that are antivirals available. Evaluating the efficiency of laboratorial diagnostic methods based on detection of DNA of the herpesvirus in the plasma, values obtained can be considered in relation to specificity, as well as the true negative values can be detected and empiric treatment can be avoided. These findings suggest that even occurring false negative results, this test can be used in patients who have problems related to the collection of CSF
Subject: Herpesviridae
Reação em cadeia da polimerase
Líquido cefalorraquidiano
Sistema nervoso
Plasma
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2015
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