Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/311603
Type: DISSERTAÇÃO
Degree Level: Mestrado
Title: Identidade, discriminação e saúde mental em estudantes universitários
Title Alternative: Identity, discrimination and mental health in undergraduate students
Author: Santos Júnior, Amilton dos, 1983-
Advisor: Dalgalarrondo, Paulo, 1960-
Abstract: Resumo: Objetivos: Pesquisar, em uma amostra de estudantes de graduação da Universidade Estadual de Campinas, se relatos de diferentes tipos de experiências de se sentir discriminado podem se relacionar a piores indicadores de qualidade de vida e a repercussões psicopatológicas, identificando possíveis fatores sociais, étnicos, demográficos e culturais com possível modulação sobre essas percepções. Métodos: Estudo de corte transversal, entre outubro de 2.005 a novembro de 2.006, incluindo estudantes de ambos os sexos, regularmente matriculados em diversos cursos dos períodos diurno e noturno e dos campi Barão Geraldo (Campinas) e Limeira, no qual foram analisadas respostas a um questionário anônimo, de autopreenchimento, aplicado em sala de aula, utilizando-se um tipo de amostra proporcional por áreas dos cursos de graduação. Foram utilizados instrumentos quantitativos para a avaliação de qualidade de vida (WHOQOL-Bref: World Health Organization Quality of Life assessment - forma abreviada), saúde mental (M.I.N.I.: Mini International Neuropsychiatric Interview); uso de risco de álcool (AUDIT: The Alcohol Use Disorder Identification Test); e uso de outras substâncias psicoativas (questionário baseado no método do Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas Psicotrópicas - CEBRID). Respostas quantitativas de estudantes brancos, negros e pardos foram comparadas por análise bivariada simples e respostas abertas de perguntas aplicadas apenas a negros/pardos foram estudadas por grupamentos temáticos. Seguiu-se um pareamento do banco de dados primário em dois subgrupos: "brancos" e "negros/pardos", estratificados de acordo com características socioeconômicas deste último e analisados tanto descritivamente quanto por testes não paramétricos (qui quadrado e Mann-Whitney) e modelos de regressão linear e logística (univariadas e multivariadas). O nível de significância adotado para a análise estatística foi de 5%. Resultados: 1.174 alunos foram incluídos no banco de dados primário (89,8% dos respondedores, sendo 1.001 brancos, 144 pardos e 29 negros) e 346 no banco secundário, pareado. Negros/pardos foram o grupo com mais desvantagens socioeconômicas, pior qualidade de vida e com diferenças internas em termos de assunção de identidade étnica ou racial, com negros referindo mais discriminação, porém demonstrando mais orgulho e exploração da cultura afro que pardos. Nos dois grupos, em conjunto, houve predomínio de alunos menores de 26 anos, do sexo feminino e provenientes de famílias de baixo e médio nível socioeconômico. Indicadores de possíveis transtornos mentais e relatos de experiências de discriminação foram frequentes, principalmente os ligados à aparência física e ao nível socioeconômico. Houve correlações entre determinadas características sociodemográficas, tipos referidos de discriminação e respectivas influências sobre qualidade de vida, grupamentos de queixas psicopatológicas e uso potencialmente de risco de substâncias psicoativas. Conclusões: Categorias de discriminação e características pessoais sugestivas de mais sentimentos de inferioridade se relacionaram predominantemente a queixas psicopatológicas afetivas, internalizadas, e a pior qualidade de vida, enquanto aquelas sugestivas de sentimentos de estar à parte da maioria, por características pessoais específicas, relacionaram-se mais a queixas ansiosas e a potencial uso de risco de álcool e de outras substâncias psicoativas

Abstract: Objectives: To research, on a sample of undergraduate students from the University of Campinas, if reports of different kinds of experiences of feeling discriminated can be related to worse indicators of quality of life and to psychopathological repercussions, identifying possible social, ethnic, demographic and cultural factors which can exert modulation on these perceptions. Methods: Cross-sectional study, with data collected from October 2,005 to November 2,006, including students of both genders, regularly enrolled in various courses of daytime and nighttime periods from the campuses of Barão Geraldo (Campinas) and Limeira, in which there were analyzed answers to an anonymous self-administered questionnaire, applied in the classroom. Sample was proportional to the areas of the courses. Quantitative instruments were used to assess quality of life (WHOQOL-Bref: abbreviated World Health Organization Quality of Life assessment), mental health (M.I.N.I.: Mini International Neuropsychiatric Interview); potentially hazardous use of alcohol (AUDIT: The Alcohol Use Disorders Identification Test), and use of other psychoactive substances (an inventory based on the method of the Brazilian Center for Information on Psychotropic Drugs - CEBRID). Quantitative answers of White, Black and Brown students were compared by simple bivariate analysis and open answers to questions applied only to Black/Brown students were analyzed by thematic groupings. Secondly, it was performed a sample pairing procedure, with two groups ("Whites" and "Blacks/Browns"), matched according to socioeconomic characteristics of the latter. Subsequent analysis consisted of descriptive frequencies, non-parametric tests (chi-square and Mann-Whitney) and linear and logistic regressions models (both univariate and multivariate). The level of significance for the statistical analysis was 5%. Results: 1,174 students were included in the initial sample (89.8% of the respondents: 1,001 Whites, 144 Browns and 29 Blacks), and 346 in the matched sample. Black/Brown students were the group with more socioeconomic disadvantages, less quality of life and with internal differences in terms of assumption of ethnic or racial identity, with Blacks reporting more discrimination, but showing more pride and exploration of Afro culture than Browns. Considering the two groups together, there was a predominance of under than 26 year-old students, females and individuals from families of low and middle socioeconomic income. Indicators of possible mental health disorders and experiences of discrimination were common, mostly those related to physical appearance and to socioeconomic status. There were correlations between certain social and demographic characteristics, specific reports of discrimination and influences on quality of life, on groups of psychological complaints and on potentially hazardous use of psychoactive substances. Conclusions: Categories of discrimination and personal characteristics suggestive of feelings of inferiority were mainly correlated to affective and internalized psychological complaints and to worse quality of life, while those suggestive of being apart from the mainstream, by specific personal characteristics, were more related to anxious complaints and potentially hazardous use of alcohol and other psychoactive substances
Subject: Crise de identidade
Preconceito
Drogas ilicitas
Intoxicação alcoólica
Qualidade de vida
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2011
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

Files in This Item:
File SizeFormat 
SantosJunior_Amiltondos_M.pdf13.36 MBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.