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Type: TESE
Title: Aspectos clínicos e eletrencefalográficos das epilepsias rolândicas
Title Alternative: Clinical and electroencephalographics aspects of rolandic epilepsy
Author: Capelatto, Lívia Lucena de Medeiros, 1979-
Advisor: Guerreiro, Marilisa Mantovani, 1955-
Abstract: Resumo: A Epilepsia focal benigna da infância com paroxismos centro-temporais (EBICT), ou epilepsia rolândica (ER), é a forma mais frequente de epilepsia idiopática da infância. Os objetivos deste estudo foram aprofundar o exame neurológico através da detecção de sinais menores e avaliar criteriosamente as anormalidades neurofisiológicas de pacientes com ER. Para atingirmos o primeiro objetivo aplicamos o QNST II e WISC III em um grupo de pacientes com ER que foram comparados a um grupo-controle composto por crianças normais. Para atingirmos o segundo objetivo, analisamos os EEGs de um grupo de pacientes com ER que foram comparados a um grupo de pacientes com epilepsia sintomática e descargas na área rolândica. A primeira parte do estudo incluiu 40 sujeitos durante o período de Março de 2007 a Dezembro de 2009. As crianças eram de ambos os gêneros e faixa etária de 9 a 15 anos (média de idade de 12 anos) e foram subdivididos em dois grupos: G1 (Grupo 1) - 20 pacientes com ER (8 meninas), 85% controladas; G2 (Grupo 2) - 20 sujeitos do grupo controle (10 meninas), sem queixas neurológicas e pareados por idade e sexo. Os resultados demostraram que entre os grupos quanto ao QI de execução e total houve com melhor desempenho das crianças com epilepsia rolândica (p = 0,001 e p = 0,004, respectivamente). Houve proporcionalidade entre dados obtidos do QNST II e o WISC III pela análise de correlação de Spearmann, tanto diante do QI total (p=0,015), QI execução (p=0.045) como do QI verbal (p=0.031). Concluímos que crianças com epilepsia rolândica em fase de controle de crises podem não apresentar sinais neurológicos menores, sendo o QNST II uma instrumento confiável para este tipo de avaliação. Na segunda parte do estudo, foram selecionados e analisados 45 EEGs de pacientes, sendo subdivididos em dois grupos: G1 (Grupo 1) - 21 pacientes com ER (13 meninas), com idade média de 9,2 anos ( + 2,6); G2 (Grupo 2) - 24 pacientes com epilepsia sintomática (16 meninas), com idade média de 10,7 ( +3,5). Os traçados foram realizados entre Janeiro de 2001 e Março de 2009. Em relação à atividade epileptiforme, as variáveis estudadas e comparadas foram dipolo horizontal, fenômeno de dupla ponta, extensão das descargas além da área rolândica e atividade de base. Os resultados não mostraram diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos, a não ser em relação à atividade de base (p=0,008). Concluímos que as características eletrencefalográficas avaliadas neste estudo refletem, na realidade, um distúrbio elétrico da área rolândica

Abstract: The benign epilepsy of childhood with centrotemporal spikes (BECTS), or rolandic epilepsy (RE), is the most frequent form of idiopathic epilepsy of childhood. The aims of this study were to deep the neurological examination by searching for soft signs and to evaluate carefully the neurophysiological abnormalities of patients with RE. To achieve the first aim we applied the QNST II and WISC III in a group of patients with RE that were compared to a control group composed of normal children. To achieve the second aim we analyzed the EEGs of a group of patients with RE that were compared to a group of patients with symptomatic epilepsy and discharges in rolandic area. The first part of the study included 40 subjects during the period of March 2007 to December 2009. Children of both genders and aging from 9-15 years were included and divided into two groups: G1 (Group 1) - 20 patients with RE, 85% were controlled; G2 (Group 2) - 20 subjects in the control group without any neurological complaint, and matched with G1 by age and sex. Results showed that a significant difference between the groups against the run and total IQ with better performance in children with rolandic epilepsy. There was correlation between the data obtained QNST II with WISC III (total IQ, verbal and executive), both compared to the total IQ (p = 0.015), executive IQ (p = 0.045) and verbal IQ (p = 0.031). We conclude that children with rolandic epilepsy under control seizures may not have neurological soft signs, QNST II being a reliable tool for this type of evaluation. In the second part of the study we selected and analyzed EEGs of 45 patients, divided into two groups: G1 (Group 1) - 21 patients with RE, G2 (Group 2) - 24 patients with symptomatic epilepsy and rolandic discharges. The tracings were performed between January 2001 and March 2009. The studied variables in epileptiform activity were horizontal dipole, double spike phenomenon, extent of the discharges beyond the rolandic area and background activity. The results showed no statistically significant difference between the two groups, except in relation to background activity (p = 0.008). We concluded that the neurophysiological features assigned to the RE reflect in fact an electrical disturbance of rolandic area and they can be found in any form of epilepsy that involves this region
Subject: Epilepsia
Infância
Eletroencefalografia
Language: Multilíngua
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2013
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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