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Type: TESE
Title: Reprocessamento de artigos criticos em unidades basicas de saude
Title Alternative: Reprocessing of critical items at basic healthcare units
Author: Costa, Lidiana Flora Vidoto da
Advisor: Freitas, Maria Isabel Pedreira de, 1948-
Abstract: Resumo: O reprocessamento de artigos críticos é realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). A complexidade desse processo e suas implicações, exigem que o responsável faça-o com habilidades e conhecimento técnico-científicos, dentro de métodos e critérios preestabelecidos para controle e monitorização de cada etapa, seguindo diretrizes norteadoras e legais. Quando realizado sob condições adversas, pode colocar em risco a saúde dos usuários submetidos aos procedimentos invasivos comprometendo, portanto, a qualidade e segurança ao usuário do Sistema Unificado de Saúde (SUS). Objetivos: Identificar como o reprocessamento dos artigos críticos vem sendo realizado nas UBS. Método: Estudo descritivo-exploratório, com dados obtidos pela aplicação de um questionário previamente testado, aos responsáveis pelo reprocessamento de artigos críticos nas UBS. Resultados: A coleta de dados ocorreu entre março e dezembro 2006. Das 46 UBS foram estudadas 34, das quais os responsáveis pela realização do reprocessamento dos artigos críticos foram entrevistados e as áreas físicas, destinadas a esse processo, observadas. Dos procedimentos invasivos que utilizavam artigos reprocessados nas UBS encontram-se: odontológicos e curativos (100%), ginecológicos (97%), suturas (94%), pequenos procedimentos cirúrgicos (76%) e drenagens de abscessos (59%). Os ocupacionais responsáveis pela realização do reprocessamento eram na maioria, auxiliares de enfermagem (88,23%). Além de realizarem o reprocessamento de artigos críticos, exerciam concomitantemente atividades como: imunização (11,74%), curativos (26,4%) e coletas de exames (23,52%). Desses ocupacionais, 32,4% receberam treinamentos no início das atividades com reprocessamento e 8,82% durante o exercício dessas atividades, há menos de um ano. Durante a limpeza desses artigos, todos os ocupacionais realizavam a limpeza manualmente com água, solução detergente neutra e esponja e nenhum fazia uso de todos os EPI recomendados. O agente usado para a esterilização tem sido o vapor saturado sob pressão (88,24%). O invólucro usado para os artigos, foi o papel Kraft (100%), os campos duplos de algodão (21%), caixa metálica aberta (11,76%) e papel alumínio (11,76%). Os métodos usados para a monitoração da qualidade do processo de esterilização, era o indicador químico classe I (97,06%) e o indicador biológico autocontido (91,18%), sendo esse de forma sistemática em 55,8% das UBS. Houve referências ao uso do teste de Bowie e Dick em 5,24% das UBS. Observou-se que todas as UBS possuíam uma área destinada à limpeza dos artigos críticos sendo que dessas: 70,59% exclusivas, 2,94% compartilhadas a área de limpeza e com a do preparo de artigos para a esterilização e 26,47% compartilhadas entre a área de limpeza, com a do preparo e com a da esterilização dos artigos críticos. 52,95% possuíam uma área para a limpeza desses artigos igual ou maior o recomendado (4,8m2). Das UBS estudadas, 70,59% possuíam barreira física entre a área de limpeza e de esterilização. Das áreas destinadas à limpeza, todas possuíam cubas com torneira e água fria, bancada, ponto para escoamento de resíduos líquidos, 91,17% possuíam janelas sem telas, porém não havia, em nenhuma, instalação de água quente. Sobre o acabamento das áreas destinadas à limpeza: 76,47% dos pisos eram do tipo granilite, 14,7% de cerâmicas vitrificadas, 2,95% pintados e 2,95% de cerâmicas rústicas; das bancadas, 85,3% eram constituídas de pedra, 11,75% de alvenaria revestida por azulejos, e 2,95% de aço inoxidável; as paredes, 91,17% eram revestidas por azulejos rejuntados, 5,88% pintadas e 2,95% revestidas de azulejo do piso até a parede central e pintadas do centro até o teto. Sobre a área destinada à esterilização, todas as unidades possuem este local, porém todas compartilham essa área com outras etapas do reprocessamento de artigos: 23,53% compartilhavam com o preparo dos artigos, 50% compartilhavam com a do preparo e com a de armazenamento dos artigos e 26,47% compartilhavam com a área de limpeza, com a área do preparo e a de armazenamento dos mesmos. Sobre a dimensão das áreas de esterilização, 81,18% era igual ou maior que o recomendado (3,2 m2). Das instalações dos ambientes destinados à esterilização, 70,59% das UBS possuíam barreira física entre a área de limpeza e de esterilização, 88,24% possuíam água fria e escoamento de resíduos líquidos, 8,82% apresentaram ponto para água quente, 91,18% com janelas sem telas e 8,82% sem janelas. Dos acabamentos utilizados no ambiente destinado à esterilização, o piso, 79,41% eram em granilite, 14,7% em cerâmicas vitrificadas, 5,9% em cerâmicas rústicas; as bancadas, 85,3% eram feitas em pedra e 14,7% em alvenaria revestidas por azulejos; as paredes, 91,17% eram revestidas por azulejos rejuntados, 5,88% pintadas e 2,95% revestidas de azulejo do piso até a metade da parede e do centro até o teto com tinta. Da área destinada ao armazenamento, 8,82% possuíam uma área exclusiva. Conclusão: Nas UBS estudadas, o reprocessamento de artigos críticos vem sendo realizado de forma assistemática, necessitando de revisão, avaliação processual e de intervenções para capacitação profissional dos ocupacionais responsáveis. As áreas físicas destinadas ao reprocessamento devem contemplar critérios mínimos recomendados á fim de se assegurar a qualidade desse processo. O reprocessamento de artigos críticos não deve se tornar fator limitante e de interferência no controle de infecção cruzada nesses locais, devem porém contribuir com a segurança da população usuária do sistema de saúde.

Abstract: The reprocessing of critical items is conducted at Basic Healthcare Units (Unidades Básicas de Saúde - UBS). The complexity and implications of such processes demand that the person responsible conducts it with technical and scientific skills and knowledge, according to pre-established methods and criteria, for control and monitoring of each stage, following procedural and legal guidelines. When done under adverse conditions, reprocessing may endanger the health of the users who undergo invasive procedures, thus compromising the quality and safety of the services provided to National Healthcare System (Sistema Unificado de Saúde - SUS) users. Objectives: Gather data to identify how the reprocessing of critical items is being conducted at UBS and compare to existing legislation, as well as scientific criteria. Methodology: Descriptive study, exploratory, with data obtained through the application of a previously verified questionnaire, to those responsible for reprocessing critical items at UBS. Statistical analysis of data was done with the help of Minitab 15® software. Results: Data collection occurred between March and December 2006. Among the 46 existing UBS, 34 were surveyed; where the individuals responsible for reprocessing critical devices were interviewed, and the areas, designated for processing, observed. Invasive procedures that used reprocessed items at UBS were as follows: dental and dressings (100%), gynecological (97%), sutures (94%), small surgical procedures (76%) and abscess drainage (59%). The majority of staff responsible for conducting reprocessing was nursing auxiliaries (88,23%). Besides reprocessing critical devices, they executed concurrently activities such as: immunization (11,74%), dressing (26,4%) and collection of exam samples (23,52%). Among these staff members, 32,4% had undergone training when they started conducting reprocessing activities and 8,82% during the conduction of such activities, at least, during the previous year. During the handling of such devices, all staff members conducted cleaning manually, with water; inert detergent solution and cleaning pad, and none used all the PPE recommended. Sterilization agent was saturated vapor under pressure (88,24%). Containers used for all devices were Kraft paper (100%), double cotton fabric (21%), open metallic box (11,76%) and aluminum foil (11,76%). Methods employed for monitoring sterilization process quality, were class I chemical marker (97,06%) and biological selfcontained marker (91,18%), the latter being systematically used in 55,8% of UBS. There were references to use of Bowie & Dick in 5,24% of UBS. We were able to observe that all the UBS had an area designated for cleaning of critical devices, among which 70,59% were exclusive, 2,94% shared the cleaning area with the area for preparation of items for sterilization and 26,47% shared areas for cleaning, preparation and sterilization of critical devices. 52,95% had an area for cleaning such items, which was equal or larger than recommended size (4,8m2). 70,59% of UBS had a physical barrier between the cleaning and sterilization areas. All the cleaning areas had sinks with cold water, bench and a drain for outflow of liquid residue, 91,17% had windows without nets, however there wasn't any hot water line. Floor finishing in the cleaning areas was as follows: 79,41% had granolith flooring, 14,7% had vitrified ceramic, 2,95% had rough finish ceramic and 2,95% were painted. The benches were as follows: 85,3% made of stone, 11,75% were made with bricks covered with tiles, and 2,95% in stainless steel. 91,17% of the wall finishing was done with grouted tiles, 5,88% were painted and 2,95% were covered with tiles halfway to the ceiling, and the remaining surface was painted. In relation to the sterilization area; all of the units have a designated sterilization area, but all shared this areas with other reprocessing phases: 23,53% shared it with the preparation of devices, 50% shared with preparation and storage of devices, and 26,47% shared the cleaning area, with the areas for preparation and storage, as well. The dimensions of sterilization areas are as follows: 81,18% was equal or larger than recommended (3,2 m2). In 70,59% of UBS facilities, the areas designated for sterilization had physical barriers between the cleaning and sterilization areas, 88,24% had cold water and drainage of liquid residue, 8,82% had a hot water line, 91,18% had windows without nets and 8,82% had no windows. Finishing used in the areas destined for sterilization, was as follows: 79,41% had granolith flooring, 14,7% vitrified ceramics, 5,9% rustic ceramic; benches: 85,3% were made in stone, 14,7% brick covered with ties; walls: 91,17% were covered with grouted tiles, 5,88% were painted and 2,95% were covered with tiles halfway to the ceiling, and the remaining surface was painted. 8,82% had specific areas designated exclusively for storage. Conclusion: In the UBS surveyed, reprocessing of critical devices is being conducted in an unsystematic manner. This calls for a revision and reevaluation of procedures, and an intervention for professional capacitation of the staff involved. Areas designated for reprocessing must comply with minimum required criteria in order to ensure the quality of the process. Reprocessing of critical items, in these locations, must not become a limiting factor or interfere in cross infection control, but must contribute for the safety of the population who uses the healthcare system.
Subject: Enfermagem
Esterilização
Serviços de saúde
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2008
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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