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Type: TESE
Title: Incontinencia urinaria no ciclo gravidico-pueral e impacto na qualidade de vida
Title Alternative: Urinary incontinence in the pregnancy-perperium cycle and impact in the quality of life
Author: Lima, Junia Leonne Dourado de Almeida
Advisor: Lopes, Maria Helena Baena de Moraes, 1959-
Abstract: Resumo: Objetivos: avaliar a incontinência urinária (IU) no ciclo gravídico-puerperal; verificar em qual fase do ciclo inicia-se a IU, a característica da perda urinária, os tipos de IU e a associação com fatores considerados de risco, e avaliar a qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) de puérperas incontinentes. Método: tratou-se de estudo transversal do tipo correlacional, no qual 220 puérperas foram entrevistadas, no período entre 30 a 180 dias de pós-parto, por meio de um formulário construído e validado para esse estudo e dois instrumentos de avaliação de QVRS, um genérico, o SF-36 e outro específico para mulheres incontinentes, o King's Health Questionnaire (KHQ). Resultados: a IU foi observada desde o início da gravidez, porém foi mais freqüente no último trimestre. É mais comum na gestação (43,6%) do que no puerpério (10%). A maioria das mulheres apresentava perda pequena tanto na gravidez como no puerpério e, 13% referiram perda de grande volume. A IU mista foi o tipo mais frequente na gravidez (20%) e a IU de esforço, no puerpério (4,5%). A presença de IU na gravidez foi associada com o aumento da idade materna, multiparidade, parto normal em gravidez anterior e ocorrência de perda de urina na gravidez anterior. Em relação ao puerpério, a IU foi associada com a multiparidade, índice de massa corpórea atual e IU na gravidez atual. Quanto à QVRS as puérperas incontinentes apresentaram menor pontuações nos domínios Capacidade Funcional (p=0,0046) e Estado Geral de Saúde (p=0,0241) do SF-36, quando comparadas às puérperas continentes. As puérperas incontinentes apresentaram ainda escores mais elevados nos seguintes domínios do KHQ: medida de gravidade, percepção geral de saúde e impacto da incontinência, indicando pior percepção da QVRS. Conclusões: a IU geralmente inicia no final da gestação e sua frequência diminui no puerpério. Os tipos de IU variam, conforme a fase do ciclo gravídico-puerperal e, no geral, a perda urinária é pequena. Com exceção da multiparidade, fatores de risco associados à IU na gravidez não estavam associados à IU no puerpério. A QV de mulheres continentes e incontinentes foi semelhante, com exceção dos domínios capacidade funcional e estado geral de saúde do SF-36, mais comprometido entre mulheres incontinentes. Ao se usar o KHQ observou-se que o impacto em todos os domínios foi pequeno, quando se compara com outros estudos, mas, para algumas mulheres o problema afetou de forma importante sua QV, atingindo o escore máximo de alguns domínios.

Abstract: Objectives: to evaluate the urinary incontinence (UI) during the pregnancypuerperium cycle; to verify in which phase of the cycle UI onset occurs; to verify the characteristics of urine loss, the types of UI, and the association between UI and risk factors; and to evaluate the health-related quality of life (HRQOL) of the puerperas with incontinence. Method: this cross-sectional and correlational study, in which 220 puerperas were interviewed in the period between 30 and 180 days postpartum. The interviews were performed using a form that was designed and validated specifically for this study and two instruments that evaluate the HRQOL: one generic, the SF-36; and one disease-specific: King's Health Questionnaire (KHQ). Results: UI occurred since the beginning of pregnancy and, but more frequent in the last trimester. It is more common during pregnancy (43.6%) than puerperium (10%). Most women presented small urine loss during pregnancy as well as during puerperium, but 13% reported having large urine loss. The mixed UI was the most frequent kind in the pregnancy (20%) and the Stress UI in the puerperium (4.5%). The occurrence of UI during pregnancy was associated to mothers' older age, multiparity, spontaneous vaginal delivery, and the occurrence of urine loss in a previous pregnancy. Regarding the puerperium, the occurrence of UI was associated with multiparity, current body mass index, and having UI during the current pregnancy. In relation to the HRQOL, puerperas with incontinence obtained lower scores for the SF-36 domains of Functional Capacity (p=0.0046) and Overall Health Condition (p=0.0241) compared to puerperas without incontinence. Puerperas with incontinence presented even higher scores in the following KHQ domains: severity rate, overall health perception, and incontinence impact; showing a worse perception for HRQOL. Conclusions: UI generally begins in the final pregnancy and reduces during puerperium. The types of UI range according to the pregnancy-puerperium cycle phase and urine loss is usually small. Except for multiparity, the risk factors associated with UI during pregnancy were not associated with UI during the puerperium. The QOL of women's with and without incontinence was similar, except for the SF-36 domains of functional capacity and overall health condition, which are worsened among incontinences women. Using the KHQ it was observed that the impact on all domains was lower when compared to others studies; however, some women's QOL was strongly affected, reaching the maximum score in some domains.
Subject: Incontinência urinária
Prevalência
Gravidez
Período pós-parto
Fatores de risco
Qualidade de vida
Questionários
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2009
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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