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Type: DISSERTAÇÃO DIGITAL
Degree Level: Mestrado
Title: Pressão de pulso e febre aferida predizem a sepse em pacientes afebris com suspeita de infecção = Pulse pressure and self-measured fever predict sepsis in afebrile patients with suspected infection
Title Alternative: Pulse pressure and self-measured fever predict sepsis in afebrile patients with suspected infection
Author: Martins, Fernanda de Souza, 1988-
Advisor: Carvalho Filho, Marco Antonio de, 1974-
Abstract: Resumo: Introdução: O reconhecimento precoce da sepse é crucial para o tratamento adequado e a melhora no desfecho clínico. O diagnóstico de sepse é estabelecido quando um paciente com infecção suspeita ou comprovada apresenta pelo menos dois sinais de síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SRIS) - taquicardia, taquipnéia, alteração da temperatura, ou alteração na contagem de leucócitos (leucocitose, leucopenia ou percentual de formas jovens acima de 10%). Em pacientes afebris a sepse pode ser subestimada, mesmo em pacientes com um critério de SRIS. Objetivo: O objetivo deste estudo foi identificar a presença de sinais e sintomas capazes de predizer a sepse, em pacientes afebris admitidos no departamento de emergência, com suspeita de infecção e apenas um critério de SIRS (taquicardia ou taquipnéia), e que, portanto, dependiam da contagem de leucócitos para o diagnóstico da sepse. Materiais e métodos: Avaliamos prospectivamente pacientes afebris, admitidos no departamento de emergência, com suspeita de infecção e taquicardia (frequência cardíaca acima de 90/minuto) ou taquipnéia (frequência respiratória acima de 20/ minuto). Todos os pacientes foram submetidos a contagem de leucócitos, e foram considerados sépticos se apresentassem leucócitos acima de 12.000 células/mm3 ou abaixo de 4.000 células/mm3 ou formas jovens acima de 10%. Resultados: Setenta pacientes foram incluídos no estudo. Trinta e sete (52.86%) apresentaram os critérios de sepse. Na análise univariada, o relato de febre aferida apresentou razão de chances (RC) de 5.4 (IC 95% 1383-21215; P=0.0153), e o relato de febre percebida uma RC de 2.5 (IC 95% 0.977-6.746; P=0.0559). Na análise multivariada, o relato de febre aferida apresentou uma RC de 5.9 (IC 95% 1.450-24.295; P=0.0133), e valores maiores da pressão de pulso (PP) uma RC de 1.4 (IC 95% 1.004-1.964; P=0.0471). Observamos aumento exponencial da probabilidade da sepse de acordo com o aumento da frequência cardíaca, e quando a frequência cardíaca foi incluída na análise univariada (RC=1.5; IC 95% 1.130-1.178; P=0.0072) e na análise multivariada (RC=2.1; IC 95% 1.400-3.188; P=0.0004) houve aumento do risco de sepse associado a intensidade da taquicardia. Todos os achados clínicos apresentaram baixa especificidade (16.2%-59.3%). O relato de febre aferida e a pressão arterial menor que 70 mmHg apresentaram ambas altas especificidades (90.9%) e altas razões de verossimilhança positiva (RV) de 3.86 e 2.08, respectivamente. Os outros achados apresentaram RV de aproximadamente 1. O nomograma da relação entre o relato de febre aferida e a sepse demonstrou aumento na chance de sepse de 53% (pré-teste) para aproximadamente 80% (pós-teste). Conclusões: O reconhecimento do relato de febre aferida, o aumento da PP e a intensidade do aumento da frequência cardíaca em pacientes afebris que se apresentam no departamento de emergência, pode melhorar o reconhecimento da sepse em pacientes com suspeita de infecção com taquicardia ou taquipnéia. Esses resultados são particularmente de interesse em serviços de saúde onde o hemograma não esteja prontamente disponível, como em áreas remotas, no atendimento ambulatorial, em departamentos de emergência lotados e com poucos recursos, ou em países subdesenvolvidos

Abstract: Introduction: Prompt sepsis recognition is crucial to adequate treatment and improved clinical outcomes. Sepsis diagnosis is stablished when a patient with suspected or proven infection presents at least two systemic inflammatory response syndrome (SIRS) signals - tachycardia, tachypnea, altered temperature, or changes in leukocyte count (leukocytosis, leukopenia or percentage of young forms above 10%). In afebrile patients, sepsis may be underestimated, even in patients with one SIRS criteria. Objective: The objective of this study was to identify the presence of signs and symptoms capable of predicting sepsis, in afebrile patients admitted to the emergency department, with suspected infection and only one SIRS criteria (tachycardia and tachypnea), and therefore, depended on leukocyte count to diagnose sepsis. Materials and methods: We prospectively evaluated afebrile patients admitted to the emergency department, with suspected infection and tachycardia (heart rate above 90/minute) or tachypnea (respiratory rate above 20/min). All patients were subjected to leukocyte count, and were considered septic if they presented leukocyte count above 12,000 cells/mm3 or below 4,000 cells/mm3 or young forms percentage above 10%. Results: Seventy patients were included in the study. Thirty-seven (52.86%) met sepsis criteria. On univariate analysis, self-measured fever showed an odds ratio (OR) of 5.4 (95% CI 1383-21215; P=0.0153), and self-reported fever an OR of 2.5 (95% CI 0.977-6.746; P=0.0559). On multivariate analysis, self-measured fever showed an OR of 5.9 (CI 95% 1.450-24.295; P=0.0133), and increased pulse pressure (PP) an OR of 1.4 (CI 95% 1.004-1.964; P=0.0471). It was observed an exponential increase of sepsis probability according to the increase of heart rate, and when heart rate was included in univariate (OR=1.5; 95% CI 1.130-1.178; P=0.0072) and multivariate analysis (OR=2.1; CI 95% 1.400-3.188; P=0.0004) there was an increased risk of sepsis associated to the intensity of tachycardia. All findings performed low sensitivities (16.2%-59.3%). Self-measured fever and MAP less than 70 mmHg performed both high specificities (90.9%) and high positive likelihood ratios (LRs) of 3.86 and 2.08, respectively. Other findings performed positive LRs close to 1. The nomogram of the relationship between self-measured fever and sepsis showed an increase of sepsis chance from 53% (pre-test) to approximately 80% (post-test). Conclusions: The recognition of self-measured fever, increased PP and the intensity of the increase in heart rate in afebrile patients presenting to the ED, may improve sepsis recognition in patients with tachycardia or tachypnea. These results are of particular interest to health facilities where white blood cell counts are not readily available, such as in remote areas, ambulatory settings, crowded and low-resources emergency departments, or in low income countries
Subject: Sepse
Diagnóstico
Frequência cardíaca
Febre
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2016
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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