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Type: TESE
Degree Level: Doutorado
Title: Diferentes tipos de reconstrução da veia cava supra-hepatica no transplante ortotopico de figado pela tecnica de piggyback
Author: Zanotelli, Maria Lucia
Advisor: Leonardi, Luiz Sérgio, 1937-
Abstract: Resumo: Introdução: A preservação da veia cava retro-hepática durante a hepatectomia do receptor no transplante hepático é uma modificação da técnica clássica, tendo sido empregada pela primeira vez por Sir Roy Calne em 1968. Porém veio a ser difundida posteriormente, em 1989, por Andreas Tzakis com o nome de piggyback. As vantagens desse procedimento são inúmeras. Entretanto parece haver uma potencialidade para causar obstrução da drenagem venosa hepática, sendo discutida na literatura a melhor forma de reconstrução da veia cava supra-hepática quando essa técnica é adotada. Objetivos: Comparar três diferentes tipos de anastomose da veia cava suprahepática no transplante hepático pela técnica depiggyback. Métodos: Foram estudados prospectivamente, de forma randomizada, 29 pacientes adultos portadores de hepatopatia crônica e submetidos ao transplante hepático no período de agosto/98 a outubro/99. Os receptores foram distribuídos em três grupos de acordo com o tipo de anastomose da veia cava supra-hepática realizada: 1 - término-terminal com o óstio comum entre as veias hepáticas direita, média e esquerda - 10 pacientes; 2 - término-terminal com o óstio comum entre as veias hepáticas média e esquerda - 9 pacientes; 3 - cava-cava látero-lateral - 10 pacientes. Os cuidados perioperatórios foram realizados de maneira semelhante entre os grupos. Foram estudados o tempo de cirurgia e isquemia total do enxerto, consumo de hemoderivados, comportamento hemodinâmico intra-operatório em quatro fases distintas - durante a hepatectomia, na fase anepática, após a reperfusão e no final do procedimento e pós-operatório até 48 horas, evolução laboratorial nos dois primeiros dias após o transplante, assim como complicações venosas relacionadas à formação de ascite. Resultados: A técnica de piggyback pôde ser empregada em todos os casos. As reconstruções da veia cava supra-hepática foram de acordo com as propostas pelo estudo, com exceção de um paciente sorteado para a anastomose com as três veias e que foi excluído por ser inviável a realização da mesma sem o clampeamento total da veia cava inferior, devido à localização anatômica da veia hepática direita. Os três grupos foram homogêneos em relação às características demográficas e clínicas, embora tenha ocorrido um predomínio de mulheres na anastomose com as veias hepáticas média e esquerda. Os tempos cirúrgico e de isquemia total do enxerto foram maiores nos pacientes com anastomose com as três veias, mas sem relevância clínica. O consumo de sangue e derivados foi similar. Independentemente da técnica adotada, os distúrbios hemodinâmicos foram toleráveis, entretanto os pacientes submetidos à anastomose com as três veias apresentaram pressão arterial média diminuída na fase anepática. Após a reperfusão, a pressão venosa central foi menor no grupo cava-cava, permanecendo em níveis mais baixos até o término do transplante. A pressão da artéria pulmonar mostrou-se elevada na fase final do procedimento nos pacientes que fizeram anastomose com as três veias. No pósoperatório, ascite volumosa foi mais freqüente nos receptores com anastomose cava-cava e com as três veias. Um paciente do grupo cava-cava necessitou tratamento cirúrgico para resolução da ascite. Conclusão: Os três tipos de reconstrução da veia cava supra-hepática tiveram resultados semelhantes, embora não tenha sido possível incluir a veia hepática direita na anastomose em um caso. Apesar do clampeamentoparcial da veia cava inferior, a manutenção hemodinâmica foi adequada entre os grupos, no entanto os pacientes com anastomose com as veias hepáticas média e esquerda que permaneceram com a veia cava inferior livre apresentaram menos distúrbios hemodinâmicos. Ascite volumosa foi mais freqüente nas anastomoses cava-cava e com as três veias, apesar do diâmetro maior

Abstract: Introduction: The retrohepatic vena cava preservation during the recipient hepatectomy on liver transplantation is a variant of the classical technique. It was reported at the first time by Sir Roy Calne in 1968 but was popularized by Andreas Tzakis in 1989 with the name of piggyback. There are many advantages to use this technique. However the best way to reconstruct the recipient suprahepatic vein is still discussed due the potentiality of the procedure cause obstruction to the hepatic outflow. Purpose: Comparison of three different types of vena cava reconstruction in piggyback technique Methods: Twenty nine adults patients with chronic liver disease were prospectively studied and randomized at the moment of the surgery in 3 groups according to different types ofvena cava reconstruction during the period of august/98 to october/99: 1 - donor suprahepatic vena cava end-to-end to the recipient right, middle and left suprahepaticvein cuff - 10patients; 2 - donor suprahepatic vena cava end-to-end to the recipient middle and left suprahepatic vein cuff - 9 patients; 3 - donor retrohepatic vena cava side-to-side to the recipient inferior vena cava - 10patients. All patients had the same care during the perioperative course. The groups were compared in relation to the surgical and total graft ischemic time, blood component requirements, hemodynamic alterations, laboratories files and venous complications with ascites presentation. Results: Piggyback technique could be used in alI cases. Except in one patient of group 1 the vena cava reconstruction was possible according to previous selection. The recipients were similar in relation of demography and clinical characteristics excluding the majority of women in group 2. Surgical and total graft ischemic time was higher in the patients with three veins anastomosis but without clinical significance. The blood components requirements were homogeneous between the groups. The hemodynamic alterations were tolerable but the recipients with three veins anastomosis had median arterial pressure decreased at anhepatic phase. The central venous pressure was lower in the ( cavacaval reconstruction at the time of reperfusion and kept this until the end of the transplant. The pulmonary arterial pressure was higher at the end of the surgery in the group 2. Voluminous postoperative ascites was more frequently in the three veins and cavacaval reconstruction. One patient of Group 3 had to be operated to treat ascites. Conclusions: The three types of vena cava reconstruction had similar results. One patient randomized to three veins anastomosis was exc1udedbecause the right hepatic vein couldn't be use due anatomicallimits. The hemodynamic alterations were acceptable in all recipients despite partial inferior vena cava occ1usion during the anhepatic phase. However the patients ofmiddle and left hepatic vein group had more stability. Voluminous ascites was more often in the cavacaval and three veins anastomosis despite of the bigger size of them
Subject: Veias
Transplante de orgãos, tecidos, etc
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2000
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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