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Type: TESE
Title: Investigação sobre a ocorrencia de eaquistossomose mansonica medular autoctonse em uma região com baixa endemicidade (Campinas - SP)
Title Alternative: Study on the occurence of spinal cord neuroschistosomiasis mansoni in a low prevalence area (Campinas, SP, Brazil)
Author: Freitas, Andre Ricardo Ribas
Advisor: Silva, Luiz Jacintho da, 1949-2013
Abstract: Resumo: Os programas de controle da esquistossomose têm obtido relativo sucesso ao controlar a morbidade relacionada a altas cargas parasitárias desta doença, sem, no entanto, diminuir a área de transmissão no Brasil. Como a neuroesquistossomose medular á uma forma grave de esquistossomose não relacionada a altas cargas parasitárias existe risco teórico de ocorrer em áreas de baixa endemicidade. O objetivo deste estudo foi estudar a ocorrência da NE (neuroesquistossomose) medular em uma região de baixa endemicidade, região de Campinas, estado de São Paulo. Foi feito um estudo retrospectivo, descritivo de base hospitalar com busca ativa em múltiplas fontes de informação. Utilizou-se como base os dois maiores hospitais públicos da região de Campinas. Os pacientes com diagnóstico de NE medular tiveram seus diagnósticos ratificados por critérios padronizados e baseados em quadro clínico típico, comprovação da infecção por Schistosoma mansoni e exclusão de outras causas de mielopatia. Os pacientes foram classificados como autóctones, importados, sem informação e indeterminado. Após esta classificação os dados clínicos e epidemiológicos foram analisados. Foram identificados 27 pacientes com NE medular dos quais 19 (85,2%) homens e 4 (14,8%) mulheres, as idades no momento do diagnóstico foram de 13 a 57 anos (média=31,2; desvio padrão=12,8 e mediana=29). Os pacientes foram classificados quanto ao local provável de infecção da seguinte forma: 14(51,9%) autóctones, 11(40,7%) importados e 2(7,4%) sem informações, não houve paciente classificado como indeterminado. Todos os pacientes importados se infectaram em municípios de áreas de alta endemicidade. A clínica deste grupo de pacientes não foi diferente do encontrado na literatura, nem foi diferente quando comparados os pacientes autóctones com os importados. Houve uma demora média de 70,6 dias (mediana=19; dp=166,9) entre a primeira consulta e o diagnóstico. A demora foi em média 88,1 dias maior entre os pacientes autóctones (média=112 dias; mediana=26; dp=224,3) do que entre os importados (média=23,9 dias; mediana=9; dp=42,7) e esta diferença foi estatisticamente significativa p=0,0247. A sensibilidade da sorologia foi de 87,5%, da imunologia de LCR 93,8% e dos exames parasitológicos foi de 40,0%. Apenas 4 (14,8%) tiveram evolução com melhora completa, 6 (22,2%) apresentaram melhora sem limitações, 13 (48,1%) apresentaram melhora com limitações e 4 (14,8%) não apresentaram melhora alguma. Apenas 11 pacientes (41%) com NE medular incluídos neste estudo estavam notificados à vigilância epidemiológica e a informação de que estes pacientes tinham quadros neurológicos não constavam no banco de informações do SINAN. Concluiu-se que a NE medular ocorre mesmo em áreas de baixa endemicidade e nestas áreas existe uma demora muito grande no diagnóstico, principalmente entre os pacientes autóctones. O exame de fezes não se mostrou sensível para diagnóstico e rastreamento de pacientes vulneráveis a NE medular por se tratarem de pacientes com baixas cargas parasitárias. Portanto métodos diagnósticos mais sensíveis deveriam ser utilizados pelos programas de controle de esquistossomose

Abstract: Programs for schistosomiasis control have enjoyed relative success in controlling death associated to high parasitary loads for this illness, without, however, decreasing the area of transmission in Brazil. Since spinal neuroschistosomiasis is a grave form of neuroschistosomiasis unrelated to high parasitary loads, there is a theoretical risk of its occurrence even when not in a particularly endemic area. The goal of this study was to study the occurrence of spinal NE (neuroschistosomiasis) in a non-endemic area, the region of Campinas, in the Sate of São Paulo. A retrospective, descriptive, hospital-based study was carried, with information actively sought after from various sources of information. The two largest public hospitals in the region of Campinas were used as bases. The patients diagnosed with spinal NE had their diagnoses ratified according to standard criteria and based on typical clinical status, proof of infection by Schistosoma mansoni and the exclusion of other causes for myelopathy. Patients were classified as autochthonous, imported, without information and undetermined. After this classification, the clinical and epidemiological data were analyzed. A total of 27 patients with spinal NE were identified, of which 19 (85.2%) were men and 4 (14.8%) women. The ages on diagnosis ranged from 13 to 57 (average=31.2; standard deviation=12.8 and median=29). The patients were classified as to their probable location of infection the following way: 14(51.9%) autochthonous, 11(40.7%) imported and 2(7.4%) without information. No patients were deemed undetermined. All imported patients were infected in municipalities located in highly endemic areas. Clinical evaluation of this group of patients was no different from that found in the literature, nor was it different when autochthonous patients were compared to imported patients. There was an average period of 70.6 days (median=19; sd=166.9) between the first consultation and diagnosis. The period was on average 88.1 days longer for autochthonous patients (average=112 days; median=26; sd=224.3) than for imported patients (average=23.9 days; median=9; sd=42.7) and this difference was statistically significant p=0.0247. Sensitivity of the serology was 87.5%, LCR immunology 93.8% and for parasitological exams it was 40.0%. Only 4 (14.8%) had evolution with complete recovery, 6 (22.2%) presented improvement without limitations, 13 (48.1%) presented improvement with limitations and 4 (14.8%) did not present improvement. Only 11 patients (41%) with spinal NE included in the study had been notified to epidemiological surveillance and the information that these patients had neurological patterns of symptoms was not present in the SINAN data base. It can be concluded that spinal NE occurs even in non-endemic areas and that diagnosis in such locations can take excessively long, especially for autochthonous patients. Feces exams were not shown to be sensitive for diagnosis and tracing of patients vulnerable to spinal NE since such patients presented low parasitary loads. Therefore more sensitive means of diagnosis should be utilized by schistosomiasis control programs
Subject: Neuroesquistossomose
Medula espinhal - Doenças
Mielite
Diagnóstico
Esquistossomose
Morbidade
Vigilância epidemiológica
Epidemiologia
Infecções parasitarias do sistema nervoso central
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2007
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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