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Type: TESE
Title: Efeito da imunoterapia com interferon beta na produção de citocinas pelos leucocitos de pacientes portadores de esclerose multipla
Author: Mirandola, Sandra Regina
Advisor: Santos, Leonilda Maria Barbosa dos, 1950-
Abstract: Resumo: O desenvolvimento da tolerância imunológica a antígenos próprios, é resultado de mecanismos que conduzem à supressão de clones de linfócitos específicos aos componentes da mielina, podendo ser um dos mecanismos envolvidos no desenvolvimento da tolerância aos neuro-antígenos. Entre os mecanismos mais estudados estão: deleção, anergia dos clones auto-reativos e os mecanismos regulatórios exercidos pelas citocinas. Evidências clínicas e experimentais sugerem que, anormalidades dos linfócitos T e das citocinas, produzidas pelas células TH1, estão envolvidos no desenvolvimento de doenças auto-imunes órgão-específicas como a Esclerose Múltipla. A Esclerose Múltipla (EM) é a mais importante doença desmielinizante que afeta o homem. Patologicamente é caracterizada pela inflamação e desmielinização de múltiplas áreas da substância branca do SNC, com posterior lesão do oligodendrócito, resultando clinicamente em disfunção neurológica. Embora seja uma doença órgão-específica, com resposta imunológica voltada ao SNC, estudos mostram alterações imunológicas nas células do sangue periférico. As células T auto-reativas, dos pacientes com EM, reconhecem componentes da mielina, como a proteína básica de mielina (MBP), contribuindo à patogenicidade da doença. Uma das abordagens terapêuticas não específica, utilizada no tratamento da Esclerose Múltipla é o Interferon Beta (IFNb). Nestas duas últimas décadas, alguns estudos foram concluídos, mostrando, de uma forma geral, que a administração do IFNb (tanto 1a como 1b) tem efeito benéfico no tratamento da EM na forma surto-remissão e mais recentemente os autores vem utilizando essa abordagem terapêutica também para as formas progressivas da doença (GOODKIN, 2000; NEUHAUS et al., 2003). O efeito terapêutico do interferon tipo I, o IFN beta em particular, mostrou exercer efeito benéfico aos pacientes tratados, diminuindo o número de exacerbações durante o primeiro ano de tratamento (FILLIPPINI et al., 2003), e em alguns casos tais efeitos benéficos duraram acima de 5 anos (MS group, 1995). O efeito terapêutico foi confirmado pela diminuição das lesões verificadas por MRI (PATY et al., 1993). Como a imunoterapia, com IFNb, tem mostrado efeitos benéficos aos pacientes portadores de Esclerose Múltipla (EM) na forma surto-remissão, resolvemos acompanhar o efeito da terapia com IFNb na produção de citocinas dos pacientes em tratamento ou não, assim como em indivíduos normais. Os resultados obtidos, mostraram um aumento significativo na produção das citocinas pro-inflamatórias, tais como TNFa e IFNg no plasma e cultura de leucócitos dos pacientes com EM não tratados. A administração do IFNb reduz, significativamente, os níveis das citocinas pró-inflamatórias, com simultâneo aumento na produção de IL10 e, mais discretamente, na produção de TGFb. Sugere-se então, que a polarização da produção das citocinas pró-inflamatórias participa da cascata de eventos, que leva à desmielinização e que, a administração in vivo de citocinas, como IFNb, pode mudar o curso da resposta inflamatória

Abstract: Multiple Sclerosis (MS) is the most important demyelinating disease that affects man. Pathologically, it is characterized by the inflamation and demyelination of various areas of the brain, resulting in a clinically - diagnosed neurological dysfunction. Although it is organ-specific, with an immune response aimed at components of the central nervous system, studies have shown immunological alterations in peripheral blood cells. Autoreactive T cells to recognize myelin components such as myelin basic protein (MBP) and thus contribute to the pathogenesis of the disease. Immunotherapy with IFNb shows remarkable beneficial effects in patients with relapsing-remitting multiple sclerosis (MS), although the mechanisms by which it exerts these beneficial effects remain poorly understood. Investigation was made of the effects of IFNb on proinflammatory and anti-inflammatory cytokine production in peripheral blood cells in MS patients, both untreated and those undergoing immunotherapy, as well as healthy controls. The development of tolerance to the body's own antigens is the result of mechanisms which lead to the supression of lymphocyte clones specific for myelin components. Among the best known of these mechanisms are the elimination of self-reacting clones. The suppression of the immune response may be one of the mechanisms involved in the development of tolerance to the neuro-antigens. Among the mechanisms which are most commonly studied are the elimination of the self reactive clones, clonal anergy and the immunoregulatory mechanisms exercised by the cytokines. Clinical and experimental evidence suggest that abnormalities of the T lymphocytes and of the cytokines produced by the TH1 cells are involved in the development of organ-specific auto-immune diseases such as Multiple Sclerosis. Results show a significant increase in the production of proinflammatory cytokine such as TNFa and IFNg in the plasma and in the supernatant of a leukocyte culture from MS patients with the untreated disease, whereas IFNb administration significantly reduces these levels, this was accompanied by a significant increase in the production of IL10 and a slight increase in that of TGFb. This reduction in proinflammatory cytokine production in the treated MS patient group accompanied by a simultaneous increase in the production of anti-inflammatory cytokines, suggests that the beneficial effects of IFNb immunotherapy results, at least in part from the modulation of cytokine patterns
Subject: Citocinas
Auto-imune
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2004
Appears in Collections:FCM - Dissertação e Tese

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