Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/310265
Type: TESE DIGITAL
Degree Level: Doutorado
Title: Uso prolongado de baixas doses de metimazol : uma alternativa terapêutica adequada para o paciente com Doença de Graves recidivada
Title Alternative: Outcomes in relapsed graves disease patientes following radioiodine or prolonged low dose of methimazole treatment
Author: Villagelin Neto, Danilo Glauco Pereira, 1978-
Advisor: Ward, Laura Sterian, 1956-
Ward, Lara Sterian
Abstract: Resumo: Introdução: O uso de baixas doses de drogas antitireoidianas (DAT) por períodos prolongados pode ser uma alternativa para pacientes com Doença de Graves (DG) que apresentaram recidiva após um ciclo de DAT. Objetivos: Avaliar nos pacientes com recidiva da DG o uso de baixas doses de metimazol, comparando-os com pacientes que fizeram uso da radioiodoterapia e reposição de L-tiroxina nos seguintes aspectos: segurança e efeitos colaterais, função tireoidiana, evolução da Oftalmopatia de Graves (OG), aspectos relacionados à qualidade de vida e variação do peso. Métodos: Foram analisados, retrospectivamente, 423 pacientes com o diagnóstico de DG que utilizaram DAT por 12-24 meses. Após o término deste ciclo, 238 pacientes apresentaram recidiva da DG. A radioiodoterapia associada à reposição de L-tiroxina foi utilizada em 114 pacientes, e doses baixas de metimazol (MMI) (2,5-7 mg / dia) foi usada em 124 pacientes. Durante o seguimento foram analisados: função tireoidiana, evolução da OG, qualidade de vida e peso corporal. Resultados: A média de seguimento foi de 80,8 ± 35,3 meses para o grupo radioiodoterapia e 71,3 ± 40,3 meses para o grupo baixas doses de MMI. Nenhum efeito colateral foi observado em ambos os grupos. O eutireoidismo foi mais comum no grupo MMI (p <0,001), enquanto no grupo radioiodoterapia o hipotireoidismo manifesto e subclínico foram mais frequentes (p <0,001). A OG foi avaliada pelo escore de atividade clínica (CAS). A análise de regressão logística multivariada demonstrou que o tratamento radioiodoterapia foi associado a não melhora da OG durante o seguimento (24 meses: Odds Ratio (OR) = 3,51; IC = 1,02-12,03, p <0,05; 36 meses: OR = 8,46; IC = 1,47-48,58, p <0.05; 48 meses: OR = 19,52; IC = 1,70-223,10, p <0,05; 60 meses: Or. = 21,1; IC = 1,5-298, p <0,05). O grupo que utilizou radioiodoterapia também apresentou piora da OG quando avaliado pela curva de Kaplan-Meier (p <0,0003 teste log-rank). A avaliação da qualidade de vida utilizando o questionário Health Survey Short Form 36 em pacientes em eutireoidismo estável (há seis meses) foi semelhante nos dois grupos. Os pacientes do grupo RAI ganharam mais peso (p <0,005), especialmente após 24 meses de seguimento. Conclusões: O uso de baixas doses de MMI é eficiente e seguro e oferece melhores resultados para OG do que o tratamento radioiodoterapia. O uso prolongado de baixas doses de MMI pode ser uma alternativa para os pacientes com recidiva da DG, especialmente aqueles com OG ou que recusam tratamento definitivo

Abstract: Background: Low doses of antithyroid drugs (ATD) for extended periods may be an alternative for Graves¿ Disease (GD) patients who relapse after a course of ATD. Methods: Patients with GD relapse (n=238) after discontinuation of ATD therapy for 12¿24 months were retrospectively analyzed in a non-randomized study. Radioiodine (RAI) treatment and L-thyroxine replacement was used in 114 patients, and a low-dose of methimazole (MMI) (2.5-7 mg/daily) was used in 124 patients. Thyroid dysfunction, Graves¿ Ophthalmopathy (GO) evolution, quality of life (QoL), and body weight were evaluated during the follow up. Results: The mean follow up was 80.8±35.3 months for the RAI group and 71.3 ± 40.3 months for the low-dose MMI group. No notable side effects were observed in either group. Thyroid dysfunction was predominant in the RAI group (p<0.001), and euthyroidism was more common in the MMI group (p<0.001). GO deterioration was mainly evaluated by clinical activity score (CAS)¿it was higher in the RAI group (p< 0.0005) over all periods of follow up. Multivariate logistic analysis showed that RAI treatment was associated with no improvement in CAS during follow up (24 months: OR=3.51; CI=1.02-12.03, p<0.05. 36 months: OR=8.46; CI=1.47-48.58, p<0.05. 48 months: OR=19.52; CI=1.70-223.10, p<0.05. 60 months: OR=21.1; CI=1.5-298, p<0.05). Kaplan-Meier survival analysis confirmed this finding (p<0.0003 log-rank test). Assessment of QoL using Short Form Health Survey 36 parameters in stable euthyroid patients (at least six months) was similar in both groups. The RAI group patients gained more weight (p<0.005) particularly after 24 months of follow up. Conclusions: The use of low-doses of MMI is efficient and safe and offers better outcomes for GO than RAI treatment. Prolonged low-doses of MMI may be an alternative choice for relapsed GD patients particularly for GO patients or for patients who refuse a definitive treatment
Subject: Hipertireoidismo
Doença de Graves
Oftalmopatia de graves
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2015
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

Files in This Item:
File SizeFormat 
VillagelinNeto_DaniloGlaucoPereira_D.pdf1.5 MBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.