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Type: TESE
Title: Comparação entre dois serviços de atendimento pré-hospitalar móvel a pacientes traumatizados
Title Alternative: A comparison between two service of prehospital mobile care for trauma patients
Author: Gonsaga, Ricardo Alessandro Teixeira, 1976-
Advisor: Fraga, Gustavo Pereira 1969-
Abstract: Resumo: Introdução: O atendimento pré-hospitalar (PH) no Brasil encontra-se em fase de implantação e expansão. Os estudos sobre os impactos desta política pública de saúde não estão estabelecidos, principalmente após a implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU 192. Associado a isto, há em vigência outros sistemas de atenção pré-hospitalar (APH), alguns públicos, como o Grupamento do Corpo de Bombeiros (CB), gerando em algumas localidades a duplicidade de serviço. Objetivo: Analisar a qualidade da atenção prestada e a gravidade da população atendida utilizando-se os índices de trauma, o tempo resposta para atendimento e a mortalidade, para comparação dos serviços de atendimento PH (SAMU 192 e CB) de uma microrregião predefinida. Método: Estudo descritivo, no qual foram utilizados dados de fontes secundárias com transcrição de informações específicas (prontuários), avaliando 850 pacientes no ano de 2007, numa cidade do interior de São Paulo, atendidos num único hospital de referência. Resultados: O gênero masculino foi o mais prevalente (67,5%). A média da idade foi de 38,5 ± 18,5 anos. Com relação à utilização dos sistemas de PH, a maioria dos pacientes foi atendida pelo SAMU (62,1%). O mecanismo de trauma mais frequente foi o motociclístico (32,7%), atendidos predominantemente pelo CB, seguido por quedas (25,8%). Quanto ao tempo resposta o CB apresenta os menores índices. Da evolução dos pacientes, 82,6% tiveram alta da unidade de urgência após avaliação médica e 15,5% necessitaram de internação. Com relação à gravidade dos doentes, foi encontrada uma média da Escala de Coma de Glasgow de 14,7 ± 1,3. O ISS foi de 3,8 ± 5,9, RTS de 7,7 ± 0,7, e TRISS de 97,6 ± 9,3. A análise dos dados não revela diferenças estatísticas de mortalidade entre os grupos estudados (1,5% no SAMU e 2,5% no CB). Os índices de trauma comprovaram uma maior gravidade entre as vítimas fatais. Conclusão: As vítimas de traumatismo foram predominantemente jovens e do gênero masculino; o mecanismo de trauma envolvendo motociclistas foi responsável pela maioria dos atendimentos; o CB atendeu mais rápido que o SAMU; e não houve diferença estatística entre o atendimento do SAMU e do CB referente aos índices de gravidade e mortalidade. Esses fatores levam a refletir que o modelo de APH adotado no Brasil precisa de ajustes, e o trabalho integrado pode ser útil para melhorar a qualidade do atendimento aos traumatizados

Abstract: Introduction: Pre-hospital care (APH) in Brazil is currently under implementation and expansion. Studies on the impacts of this public health policy are not established, especially after the implementation of the Mobile Emergency Care Service - SAMU 192. Associated with this, we have other systems of pre-hospital care (APH) in force, some public, such as the Fire Brigade Group (CB), resulting in duplication of service in some areas. Objective: To assess the quality of care and severity of the population served by using rates of trauma, attendance response times and mortality, for the comparison of PH care service (SAMU 192 and CB) within a small predefined region. Method: Descriptive study in which data from secondary sources were used with transcription of specific information (medical records), evaluating 850 patients in 2007, in a city within the state of São Paulo, seen at a single reference hospital. Results: The male gender was the most prevalent (67.5%). The mean age was 38.5 ± 18.5 years. Regarding the use of PH systems, most patients were seen by SAMU (62.1%). The most common trauma mechanism involved motorcycles (32.7%), attended predominantly by CB, followed by falls (25.8%). Regarding the response time, CB shows the lowest rates. Regarding patient outcome, 82.6% were discharged from the emergency unit after medical evaluation and 15.5% required hospitalization. Regarding the severity of conditions, an average of 14.7 ± 1.3 on the Glasgow Coma Scale was found. The ISS was 3.8 ± 5.9, RTS 7.7 ± 0.7, and TRISS 97.6 ± 9.3. The data analysis shows no statistical differences in mortality between the studied groups (SAMU - 1,5%; CB - 2,5%). The trauma indices demonstrated a greater severity among the fatal victims. Conclusion: Epidemiologically, victims of trauma were predominantly young and male; the trauma mechanism involving motorcyclists accounted for the majority of care; CB responded quicker than SAMU; and there was no statistical difference between the services of SAMU and CB regarding the severity and mortality rates. This leads us to reflect that the APH model adopted in Brazil needs adjustments, and that the complete study could be useful in improving the quality of care for traumatized patients
Subject: Trauma
Epidemiologia
Serviços médicos de emergência
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2012
Appears in Collections:FCM - Dissertação e Tese

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