Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/309308
Type: TESE
Title: Avaliação longitudinal da patologia cerebral por ressonância magnética e de sua relação com fatores clínicos e imunológicos em pacientes com esclerose múltipla = Longitudinal evaluation of brain damage with magnetic resonance imaging in multiple sclerosis patients and its relationship with clinical and immunological factors
Title Alternative: Longitudinal evaluation of brain damage with magnetic resonance imaging in multiple sclerosis patients and its relationship with clinical and immunological factors
Author: Damasceno, Alfredo, 1979-
Advisor: Cendes, Fernando, 1962-
Abstract: Resumo: A esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória e desmielinizante do sistema nervoso central que afeta cerca de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo e implica em um importante impacto social e econômico para o estado, resultante de incapacidades funcionais sensitivo-motoras e cognitivas. Nas últimas décadas, o estudo e o entendimento da EM se beneficiaram dos avanços das técnicas de neuroimagem. A Ressonância Magnética (RM) tem sido usada para estudar tanto a história natural da doença quanto para monitorar a eficácia de tratamentos, mas a correlação dos achados da RM convencional com os dados clínicos ainda é insatisfatória. Com isso, tem surgido o interesse em outras técnicas de RM, entre elas a avaliação da substância cinzenta cerebral. Entretanto, apesar dos avanços em neuroimunologia e neuroimagem, ainda existem poucos dados que possam predizer a incapacidade em longo prazo. Com isso, nosso objetivo foi identificar fatores clínicos e de RM relacionados a uma pior evolução clínica em pacientes com EM. Inicialmente nós realizamos um levantamento dos dados de 197 pacientes acompanhados no ambulatório de EM do HC-UNICAMP, levando em conta informações clínicas e epidemiológicas e o tempo que cada paciente levou para atingir escores específicos de incapacidade. Nós observamos que o grupo levou 25,8 anos para atingir o EDSS de 6,0, mas que pacientes do sexo masculino, e principalmente aqueles com surtos frequentes nos primeiros anos e com envolvimento do tronco cerebral ou cerebelo apresentaram uma evolução pior. Posteriormente, estabelecemos um subgrupo menor de pacientes a fim de estudar o comportamento longitudinal da patologia cerebral e sua relação com a incapacidade clínica e cognitiva. Foram acompanhados, durante um período de 24 meses, 43 pacientes com EM forma remitente-recorrente e 29 indivíduos controles, submetidos a exame neurológico, neuropsicológico e RM cerebral. O desempenho nos testes clínicos e neuropsicológicos foi pior no grupo dos pacientes, e 44,2% deles foram classificados como tendo disfunção cognitiva. Um pior desempenho cognitivo estava associado à presença de atividade subclínica da doença na RM, com uma alta carga lesional cortical e com a atrofia do corpo caloso. Além disso, uma maior incapacidade clínica também estava relacionada com estas lesões corticais, tanto cerebrais quanto aquelas presentes no córtex cerebelar. Como a presença de atividade subclínica foi um indicador importante de disfunção cognitiva, foi avaliado em um subgrupo de 15 pacientes a produção de citocinas pró-inflamatórias comparando com os dados de RM. Aqueles pacientes com lesões ativas na RM apresentaram uma produção significativamente maior de citocinas pró-inflamatórias, 10 vezes maior de INF-? e 22 vezes maior de TNF-?. O grupo de 43 pacientes foi acompanhado longitudinalmente e no final de 24 meses a atrofia cortical foi de 2,57% e da substância cinzenta subcortical de 3,8%, ambos significativamente maiores que no grupo controle. A presença de atrofia do tálamo no início estava relacionada a um maior risco de disfunção cognitiva após dois anos. Além disso, a presença de uma alta carga de lesões corticais no início do estudo estava relacionada a um risco 5,14 vezes maior de incapacidade clínica após 24 meses. Pode-se concluir que a substância cinzenta, cortical e subcortical, está difusamente afetada nos pacientes com EM, e que este dano progride consideravelmente em um período de dois anos, com importante impacto clínico e cognitivo

Abstract: Multiple sclerosis (MS) is an inflammatory demyelinating disease of the central nervous system that affects about 2.5 million people worldwide. MS entails a significant economic impact due to both motor and cognitive functional impairments. In recent decades, the study and understanding of MS have benefited from advances in neuroimaging techniques. Magnetic resonance imaging (MRI) has been used to study both the natural history and to monitor the effectiveness of treatments, but the correlation of conventional MRI findings with clinical data is not yet fully satisfactory. Thus, there has been great interest in other MRI techniques, including the assessment of grey matter. Nevertheless, despite advances in neuroimmunology and neuroimaging, there are few data that can predict the long-term disability in MS patients. Therefore, our goal was to identify clinical and MRI factors related to a worse clinical outcome in patients with MS. Initially, we surveyed the data of 197 patients followed in the outpatient clinic of the MS center at UNICAMP University Hospital, gathering clinical and epidemiologic information and the time to achieve specific scores on EDSS disability scale. The median time from onset to the assignment of a disability score of 6 was 25.8 years, but male patients, especially those with frequent relapses in the first years of disease, and with involvement of the brainstem or cerebellum showed a worse outcome. Subsequently, we established a smaller subgroup of patients in order to study the longitudinal behavior of brain pathology as seen by MRI and its relationship to clinical and cognitive disability. We followed for a period of 24 months, 43 patients with relapsing-remitting MS and 29 healthy subjects, who underwent neurological examination, neuropsychological testing and brain MRI. At baseline, performance on clinical and neuropsychological tests was worse in the patients group, and 44.2% were classified as having cognitive dysfunction. Worse performance on neuropsychological battery was associated with the presence of subclinical MRI activity, with a high burden of cortical lesions and atrophy of the corpus callosum. In addition, worse clinical disability was also associated with these cortical lesions, both those in the brain as those present in the cerebellar cortex. As the presence of MRI subclinical disease activity was an important indicator of cognitive impairment, coupled with the fact that there are no strong biological markers so far, we assessed the production of proinflammatory cytokines in a subgroup of 15 patients and compared with MRI data. We found that patients with subclinical active MRI lesions had significantly higher production of proinflammatory cytokines, 10-fold greater in IFN-? and 22-fold in TNF-?. The group of 43 patients was followed longitudinally and after 24 months grey-matter atrophy was 2.57% in the cortex and 3.8% in subcortical structures, both rates significantly higher than in the control group. The presence of thalamus atrophy at the baseline was associated with an increased risk of cognitive dysfunction after 2 years. Furthermore, the presence of a high load of cortical lesions at baseline was related to a 5.14 fold increased risk of clinical disability after 24 months. It can be concluded that both cortical and subcortical grey matter are diffusely affected in MS patients, and that this damage progresses considerably over a period of two years, with important clinical and cognitive impact
Subject: Esclerose múltipla
Espectroscopia de ressonância magnética
Language: Multilíngua
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2013
Appears in Collections:FCM - Dissertação e Tese

Files in This Item:
File SizeFormat 
Damasceno_Alfredo_D.pdf4.02 MBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.