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Type: TESE DIGITAL
Degree Level: Doutorado
Title: Integração curricular baseada em casos clínicos da atenção primária à saúde nos cursos de medicina = Curricular integration based in clinical cases from the primary health care in medical schools
Title Alternative: Curricular integration based in clinical cases from the primary health care in medical schools
Author: Chini, Helena Alves Soares, 1963-
Advisor: Amaral, Eliana Martorano, 1960-
Abstract: Resumo: Introdução: Escolas médicas brasileiras têm utilizado a inserção do estudante na comunidade. O objetivo deste estudo foi analisar a integração curricular básico-clínica em cursos de medicina, que utilizam a problematização por meio de discussão de casos clínicos oriundos da atenção primária à saúde (APS). Métodos: Trata-se de um estudo de corte transversal associado a um estudo qualitativo de casos de sucesso e insucesso. Na primeira fase, 108 coordenadores de cursos médicos responderam a um questionário (e-mail, telepesquisa gravada ou face-a-face) sobre características do currículo, da integração básico-clínica e inserção na APS. Na segunda fase, um estudo qualitativo, com uma amostra intencional de quatro escolas, realizaram-se entrevistas semi-estruturadas (docentes) e grupos focais (estudantes) para identificar fatores associados ao sucesso e insucesso da integração. As respostas foram tabuladas e analisadas através de estatística descritiva, e na segunda fase identificaram-se as unidades de significado e definiram-se categorias de análise, "Benefícios para os estudantes" e "Avaliação da estratégia". Utilizou-se análise de conteúdo de Patton,1990. A participação foi voluntária e confidencial, após assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: Na primeira fase do estudo todas as escolas médicas entrevistadas seguem as Diretrizes Curriculares Nacionais, com integração ensino-serviço e 38,9% deles tiveram projetos apoiados pelas políticas governamentais indutoras de formação profissional. O currículo é norteado pelos problemas de saúde mais prevalentes para 63,9% dos coordenadores e 75,9% consideram os objetivos de aprendizagem relevantes para a comunidade. Um total de 86,1% dos currículos prevê o trabalho em equipe. Para 71,3% dos entrevistados, essas atividades aumentam a responsabilidade social dos egressos e 37% acreditam que a experiência pode melhorar a distribuição dos futuros profissionais. A escola busca a integração curricular para 88% dos coordenadores e é utilizada a problematização de casos da APS para 58,3% deles. Para 43,5% consideram que os conteúdos estão parcialmente integrados, 56,5% referem integração entre medicina de família e demais especialistas e 70,4% utilizam tecnologia de informação para auxiliar a integração. Dois terços (67.6%) dos respondentes consideraram as estratégias de integração bem-sucedidas. Na segunda fase, para os professores, os fatores que contribuem para o sucesso da integração incluem organização curricular, aproximação entre professores dos ciclos básico e clínico, contextualização, compromisso com atividades de ensino, recuperação do conhecimento das ciências básicas e busca de novas estratégias pedagógicas. Os fatores de insucesso são pouco comprometimento dos alunos, pouco compromisso docente, grandes grupos e falta de tempo de dedicação à atividade. Para os estudantes, as razões do sucesso são atendimento ao paciente com discussões de casos, presença contínua de supervisão, trabalho em pequenos grupos. Como fatores de insucesso, percebem a falta de avaliação da estratégia e desorganização das atividades. Conclusões: A maioria dos currículos médicos no Brasil prevê a integração das ciências básicas à clínica e pouco mais da metade utiliza metodologia da problematização de casos da APS. Para professores e estudantes, o comprometimento docente é fator essencial para o sucesso da integração, sugerindo necessidade de desenvolvimento profissional para a docência. Os estudantes percebem a necessidade de avaliação periódica para aprimoramento do processo

Abstract: Introduction: Brazilian medical schools have used student experience in the community. The objective of this study was to analyze the basic-clinical curricular integration in medical courses using problematization through discussions of clinical cases of primary health care (APS). Methods: This study has a cross sectional component associated with a qualitative study of success and failure cases. During the first phase, 108 course coordinators of medical schools answered a questionnaire (e-mail, recorded telephone call or face-to-face meetings) regarding basic-clinical curriculum integration and inclusion in APS. In the second phase, through a qualitative study with a convenient sample of four schools, semi-structured interviews (teachers) and focal groups (students) were applied to identify factors associated to the recognition of success and failure of the integration. Answers were tabulated and analyzed via descriptive statistics, and in the second phase units of significance were identified and categories of analysis were defined, ''Benefits for Students'' and ''Strategy Assessment''. This study employed content analysis Patton, 1990. Participation in this study was voluntary and confidential after signing an Informed Consent Form. Results: All respondent medical schools follow the National Curriculum Guidelines, with teaching and service integration, and 38.9% of them received aid of inducing policies for professional training from the Federal Government. The curriculum is guided by the most prevalent health problems for 63.9% of respondents and 75.9% consider that the learning objectives are relevant for the community. A total of 86.1% provide work with multidisciplinary team. For 71.3% of the respondents these activities increase the social responsibility of the graduate students and 37% believe that it might improve the distribution of future professionals. A total of 88% of the coordinators informed that the school seeks curriculum integration, and 58.3% use the integration problematizing clinical cases from primary care. For 43.5%, the content is partially integrated, and 56.5% of the schools integrate family doctor with other specialty doctors, and 70.4% use technology information to support integration. Two-thirds (67.6%) of the respondents consider the strategies for integration successful. In the second phase, according to teachers, the factors that lead to the success of curriculum integration include curricular organization, interaction among teachers from the basic cycle with the ones from the clinical cycle, contextualization, commitment to teaching activities, retrieval of basic sciences and the search for new pedagogical strategies. The factors highlighted as failure are the following: low dedication from students, low commitment from teachers, large class groups and lack of time for teachers to dedicate to this activity. For students the reasons for success are as follows: patient care followed by case discussions, continuous supervision by a teacher, and work in small groups. As failures they perceived lack of a tool to evaluate the strategy and activities disorganization. Conclusions: Most medical school¿s curriculum in Brazil show basic and clinical integration, with slightly more than half of them use problematization of real cases from primary health care. The perception of teachers and students is that commitment from teachers is crucial for the success of integration, suggesting the need of professional development for teachers. Students perceive the need of periodic evaluation to improve the learning process
Subject: Curriculo
Educação médica
Educação em saúde
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2015
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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