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Type: TESE
Title: Neurotoxoplasmose = diagnóstico molecular, resposta imune e relação com transtornos mentais
Title Alternative: Neurotoxoplasmosis : molecular diagnosis, immune response and relationship with mental disorders
Author: Nascimento, Fernanda Santos
Abstract: Resumo: A neurotoxoplasmose é considerada uma grave complicação em pacientes com comprometimento do sistema imune e em crianças congenitamente infectadas pelo Toxoplasma gondii. O presente estudo abordou três aspectos da neurotoxoplasmose, o diagnóstico molecular, a resposta imune e a relação desta infecção com transtornos mentais. Com relação ao diagnóstico molecular, a eficiência das técnicas de nested-PCR (nPCR) e PCR convencional (PCRc) em detectar DNA do T. gondii foi avaliada em nove amostras de líquido cefalorraquidiano (LCR) de pacientes com neurotoxoplasmose, cinco amostras de LCR de pacientes com outras desordens neurológicas (dois com neurocriptococose, dois com neurosífilis e um com neurocisticercose) e amostras artificiais contendo diferentes concentrações do parasito. A nPCR foi positiva em todos os nove pacientes com neurotoxoplasmose, enquanto a PCRc foi positiva em somente cinco casos. As duas técnicas de PCR foram negativas em LCR de pacientes com outras desordens neurológicas. Nas amostras artificiais, a concentração de taquizoítos detectada por nPCR foi dez vezes menor do que aquela detectada por PCRc. Para avaliar a resposta imune, anticorpos das subclasses da IgG anti-T. gondii foram pesquisados em 19 amostras de LCR de pacientes com neurotoxoplasmose, utilizando ELISA padronizada com uma preparação antigênica de cistos do parasito. Os anticorpos IgG1, IgG2, IgG3 e IgG4 foram detectados em 84,2%, 73,7%, 36,8% e 36,8% dos pacientes, respectivamente. Não foram encontradas diferenças significativas entre as sensibilidades e as médias das absorbâncias das reações ELISA para IgG1 e IgG2, porém, as sensibilidades e as médias das absorbâncias das reações para essas duas subclasses foram significativamente maiores do que as encontradas nas reações ELISA para IgG3 e IgG4. A associação entre toxoplasmose e transtornos mentais foi investigada comparando as prevalências e/ou as concentrações dos anticorpos IgG, IgM e IgA anti-T. gondii, detectados por reações imunoenzimáticas, em amostras de soro de 41 pacientes com esquizofrenia, 38 pacientes com transtornos do humor e 95 voluntários sadios. Os anticorpos IgG foram detectados em 43,9% dos pacientes com esquizofrenia, 52,6% dos pacientes com transtornos do humor e 28,4% dos voluntários sadios. A prevalência da IgG e as concentrações desse anticorpo nos pacientes com transtornos do humor foram significativamente maiores do que as encontradas em voluntários sadios (p=0,0204 e p=0,0059, respectivamente). Por outro lado, não foram encontradas diferenças significativas nesses dois parâmetros entre pacientes com esquizofrenia e voluntários sadios ou entre os pacientes com esquizofrenia e transtornos do humor. Os anticorpos IgA foram detectados em um paciente (2,6%) com transtorno do humor e em um (1,1%) voluntário sadio, enquanto os anticorpos IgM foram detectados em dois pacientes (5,2%) com transtornos do humor. O presente estudo indica que a nPCR pode ser uma ferramenta potencialmente útil para a confirmação diagnóstica da infecção do sistema nervoso central pelo T. gondii e sugere que esse parasito poderia ser um dos possíveis fatores causais dos transtornos do humor. Estudos adicionais são necessários para compreender melhor a fisiopatologia da neurotoxoplasmose e sua associação com outras doenças

Abstract: Neurotoxoplasmosis is considered a serious complication in patients with an impaired immune system and in children congenitally infected by Toxoplasma gondii. The present study addressed three aspects of neurotoxoplasmosis, namely, the molecular diagnosis, the immune response and the relationship of this infection to mental disorders. With regard to molecular diagnosis, the ability of nested-PCR (nPCR) and conventional PCR (cPCR) to detect T. gondii DNA was assessed in nine cerebrospinal fluid (CSF) samples from patients with neurotoxoplasmosis, five CSF samples from patients with other neurological disorders (two with neurocryptococcosis, two with neurosyphilis and one with neurocysticercosis) and artificial samples containing different concentrations of the parasite. The nPCR was positive in all nine patients with neurotoxoplasmosis whereas the cPCR was positive in only five cases. Both PCR procedures were negative in CSF from patients with other neurologic disorders. In the artificial samples, the tachyzoite concentrations detected by nPCR were ten times lower than those detected by cPCR. To assess the immune response, 19 CSF samples from patients with neurotoxoplasmosis were screened for IgG subclass antibodies to T. gondii using an ELISA standardized with an antigenic preparation from parasite cysts. IgG1, IgG2, IgG3 and IgG4 antibody subclasses were detected in 84.2%, 73.7%, 36.8% and 36.8% of the patients, respectively. There were no significant differences in the ELISA sensitivities and mean absorbances for IgG1 and IgG2, whereas the sensitivities and mean absorbances for these two IgG subclasses were significantly higher than for IgG3 and IgG4. The association between toxoplasmosis and mental disorders was investigated by comparing the prevalences and/or the concentrations of anti-T. gondii IgG, IgM and IgA antibodies screened by immunoenzymatic reactions in serum samples from 41 patients with schizophrenia, 38 patients with mood disorders and 95 healthy volunteers. IgG antibodies were detected in 43.9% of patients with schizophrenia, 52.6% of patients with mood disorders and 28.4% of healthy individuals. The prevalence of IgG and the concentration of this antibody in patients with mood disorders were significantly greater than in healthy volunteers (p=0.0204 and p=0.0059, respectively). In contrast, there were no significant differences in these two parameters between patients with schizophrenia and healthy volunteers, or between patients with schizophrenia and patients with mood disorders. IgA antibodies were detected in one patient (2.6%) with mood disorders and in one (1.1%) healthy volunteer, whereas IgM antibodies were detected in two patients (5.2%) with mood disorders. The present study indicates that nPCR may be a potentially useful tool for the diagnosis of T. gondii infection of the central nervous system and suggests that this parasite could be a possible cause of mood disorders. Further studies are necessary to improve our understanding of the physiopathology of neurotoxoplasmosis and its association with other diseases
Subject: Toxoplasmose cerebral
Reação em cadeia da polimerase
Imunoglobulinas
Transtornos mentais
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2012
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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