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Type: TESE
Degree Level: Doutorado
Title: Impacto do parto na atividade eletromiografica do assoalho pelvico e nos sintomas do trato urinario inferior : estudo prospectivo comparativo
Title Alternative: Impact of delivery way on electromyographic activity of pelvic floor and lower urinary tract symptoms : comparative prospective study
Author: Pereira, Simone Botelho
Advisor: Riccetto, Cássio Luís Zanettini
Abstract: Resumo: Introdução e objetivos: Muitos estudos evidenciam a associação entre a gravidez e o parto e o surgimento de sintomas geniturinários. Entretanto, ainda há controvérsias sobre o papel do tipo de parto na prevenção ou no agravamento desses sintomas. Este estudo teve por objetivo comparar as alterações da contratilidade muscular do assoalho pélvico de mulheres que apresentaram três tipos diferentes de evolução do parto, além de verificar a persistência da sintomatologia miccional no puerpério tardio. Pacientes e métodos: Foram estudadas 75 primigestas com idade entre 14 e 39 anos, selecionadas dos programas de saúde da cidade de Poços de Caldas, MG - Brasil, no período de fevereiro de 2006 a fevereiro de 2008. Todas as pacientes foram avaliadas durante o último trimestre gestacional e reavaliadas no 45º ± 10 dias de puerpério. Foram investigados os sintomas miccionais pré e pós-parto através dos questionários traduzidos e adaptados culturalmente para a língua portuguesa - International Consultation on Incontinence Questionaire Overactive Bladder (ICIQ-OAB) e International Consultation on Incontinence Questionnaire ¿ Short Form (ICIQ-SF). O protocolo de avaliação do assoalho pélvico constou de: (a) Avaliação funcional dos músculos do assoalho pélvico (AFA), com graduação da contratilidade muscular em escala de zero a cinco; (b) Avaliação eletromiográfica do assoalho pélvico (EMG): realizada através de probe vaginal. Foram solicitadas três contrações máximas, voluntárias e sucessivas do assoalho pélvico. Cada contração foi gravada por 5 segundos em micro-volts (µV), com posterior análise do Root-mean-square (RMS). Utilizou-se como parâmetro de avaliação, a média aritmética do RMS das três contrações. Os testes estatísticos utilizados foram: teste exato de Fischer, teste Qui-Quadrado e a Análise de Variância ¿ ANOVA com transformação de Rank, Coeficiente de Correlação de Pearson. Resultados: As pacientes foram classificadas em três grupos de acordo com o tipo de parto: (1) Parto vaginal ¿ n=28; (2) Cesariana eletiva ¿ n=26; (3) Cesariana em vigência de trabalho de parto ¿ n=21. Houve prevalência de menor grau de escolaridade (p=0,0079) e renda familiar (p=0,0203) no grupo submetido ao parto vaginal. O grupo que realizou parto vaginal apresentou média de idade menor que o grupo de cesariana eletiva (p=0,0014), sem diferença estatística para a cesariana de urgência. Observou-se, através do ICIQ-OAB que os sintomas miccionais irritativos desencadeados durante a gestação diminuíram no período puerperal, independente do tipo de parto (p=0,0001). Entretanto, o ICIQ-SF demonstrou que os sintomas de urinários relacionados à incontinência urinária de esforço persistiram após o parto vaginal (p=0,0001). Verificou-se aumento (p=0,0306) da contratilidade muscular do grupo submetido a cesariana eletiva, durante avaliação clínica do assoalho pélvico através do AFA e diminuição (p=0,0013) da contratilidade muscular das pacientes que realizaram parto vaginal, quando avaliadas através de EMG. Foram encontrados correlações significativas entre ambos os testes de contratilidade muscular ¿ AFA e EMG. Conclusões: O parto vaginal associou-se com diminuição da contratilidade muscular do assoalho pélvico após 45 dias de pós-parto, avaliada através de eletromiografia, quando comparado ao parto cesariana eletivo ou em vigência de trabalho de parto. Os sintomas miccionais irritativos desencadeados durante a gravidez cessam no período puerperal tardio, independente do tipo de parto, porém os sintomas urinários relacionados à incontinência urinária de esforço tendem a persistir após o parto vaginal

Abstract: Introduction and objectives: Several studies evidenced the association between pregnancy and parturition and the appearance of genitourinary symptoms. However, there are still controversies about the role of the parturition type in the prevention or in the aggravation of these symptoms. This study aimed to compare the alterations of the pelvic floor muscle contractility in women who presented three different types of parturition evolution, in addition to verify the persistence of urinary symptoms in late puerperium. Patients and methods: This study comprised 75 primigravida aged 14 to 39 years, picked from health programs of the city of Poços de Caldas ¿ MG, Brazil, between February 2006 and February 2008. All patients were evaluated during the last trimester of gestation, and reevaluated in the 45th day after parturition. The pre- and postparturition urinary symptoms were investigated through the questionnaires translated and culturally adapted into the Portuguese language ¿ International Consultation on Incontinence Questionnaire Overactive Bladder (ICIQ-OAB) and International Consultation on Incontinence Questionnaire ¿ Short Form (ICIQ-SF). The protocol of pelvic floor evaluation included: (a) evaluation of pelvic floor muscle (PFM) function, with gradation of muscle contractility using a 0-5 scale; (b) electromyography (EMG) evaluation of pelvic floor performed by vaginal probe. Three maximum, voluntary and successive contractions were required from the pelvic floor. Each contraction was recorded for 5min in microvolts (µV), with posterior root-mean-square (RMS) analysis. The evaluation parameter used was the RMS arithmetic mean of the three contractions. The statistical tests used were: Fischer¿s exact test, Chi-square test, variance analysis (ANOVA) with rank transformation, and Pearson¿s correlation coefficient. Results: The patients were divided into three groups, according to the parturition type: (1) vaginal parturition ¿ n=28; (2) elective cesarean section ¿ n=26; (3) emergency cesarean section ¿ n=21. There was prevalence of lower education degree (p=0.0079) and family income (p=0.0203) in the group submitted to vaginal parturition. The group that underwent vaginal parturition presented mean age lower than the elective cesarean section group (p=0.0014), without statistical difference for emergence cesarean section. Using the ICIQ-OAB, it was observed that the irritative urinary symptoms originated from the gestation diminished during the puerperal period, independent of the parturition type (p=0.0001). However, the ICIQ-SF showed that the urinary symptoms related to effort urinary incontinence persisted after vaginal parturition (p=0.0001). It was verified increase (p=0.0306) in the muscle contractility of the group submitted to elective cesarean section during clinical evaluation of PFM function, and diminution (p=0.0013) of muscle contractility of the patients who underwent vaginal parturition, when evaluated by EMG. Significant correlations were found between both muscle contractility tests ¿ PFM function and EMG. Conclusions: Vaginal parturition was associated with reduction in the pelvic floor muscle contractility 45 days after parturition, according to electromyography evaluation, when compared with elective cesarean section or emergency cesarean section. Irritative urinary symptoms originated from pregnancy end during late puerperal period, independent of the parturition type; however, the urinary symptoms related to effort urinary incontinence tend to continue after vaginal parturition
Subject: Gravidez
Parto
Eletromiografia
Sistema urinário
Diafragma da pelve
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2008
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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