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Type: TESE
Title: Estudo da expressão da proteína grelina em carcinoma papilífero da tireoide : um novo marcador de predisposição?
Title Alternative: Ghrelin expression study in papillary thyroid carcinoma : a novel susceptibility marker?
Author: Araujo, Priscila Pereira Costa, 1976-
Advisor: Ward, Laura Sterian, 1956-
Abstract: Resumo: INTRODUÇÃO: As doenças da tireóide são bastante frequentes na população. O carcinoma diferenciado da tireóide tem aumentado significantemente nos últimos anos, além de ser o tipo mais comum na região da cabeça e pescoço, acometendo cerca de um a 13 indivíduos para cada mil habitantes com importantes diferenças geográficas de prevalência. Embora haja atualmente um melhor acesso ao sistema de saúde, bem como amplo uso de metodologias cada vez melhores e mais sensíveis na detecção das doenças tireoidianas (responsável por parte do aumento de sua incidência), há sabidamente a influência de fatores ambientais e outras comorbidades consideradas fatores de risco, como radiação ionizante, substâncias químicas, alterações dietéticas específicas (como a deficiência endêmica de iodo) e também inespecíficas (como doenças decorrentes do estilo de vida atual, potencializadas pelo sedentarismo e ingestão inadequada de nutrientes) agregando doenças que influem no estado imunológico, aumentando a suscetibilidade a doenças, dentre elas o câncer. A obesidade e sua crescente incidência, para além desses fatores ambientais, tem se mostrado fator de predisposição importante e independente para vários tipos de neoplasias malignas. No caso do câncer de tireóide, esta associação ainda é controversa. A literatura já demonstrou a relação entre obesidade em câncer de tireóide em subgrupos específicos, mas ainda carece de dados mais concretos e marcadores que possam rastrear estas populações de risco em nível global. O peptídeo grelina é um peptídeo orexígeno produzido nas células gástricas com liberação sérica e ação central e periférica, com funções relacionadas ao mecanismo de obesidade. Por este motivo, apresenta-se como um bom candidato a marcador da relação entre obesidade e câncer. SUJEITOS E MÉTODOS: Este trabalho analisou a associação entre pacientes portadores de sobrepeso ou obesidade e carcinoma diferenciado da tireóide através das técnicas de ELISA (enzyme-linked immunosorbent assay) e imunoistoquimica para a determinação de níveis séricos e expressão de grelina tecidual em um grupo de 112 pacientes portadores de nódulos tireoidianos, dos quais 59 eram benignos e 53 malignos, todos submetidos à tireoidectomias e seguidos por 10 a 216 meses (82,28 ± 43,85 meses). Correlacionou-se a ocorrência de alterações deste peptídeo com a susceptibilidade e a predisposição ao câncer da tireóide para obesos e não obesos e para o subgrupo microcarcinoma (?10 mm). RESULTADOS: Dos 112 pacientes da casuística, 26,7% eram obesos (IMC >29,9 Kg/m2), com média de idade de 29,2 ± 1,7 anos para o sexo masculino e de 32,9 ± 1,2 anos para o feminino; como esperado, houve correlação positiva entre grelina e obesidade (p<0,001), porém a curva ROC não apresentou poder discriminatório para malignidade na amostra estudada (p = 0,4492). Verificou-se baixa sensibilidade (67,9%) e especificidade (39%), porém a expressão imunoistoquímica foi capaz de diferenciar malignidade na amostra estudada (p-0,024). Não houve correlação significativa entre níveis séricos e/ou da expressão de grelina com nenhuma das variáveis clínicas. Apenas a presença de auto-anticorpos apresentou tendência significativa (p=0,09). CONCLUSÃO: Os níveis séricos de grelina dosados na amostra estudada não auxiliaram na discriminação de malignidade, porém sua expressão imunoistoquímica apresentou importante relação entre esta e o diagnóstico de malignidade. As concentrações séricas de grelina diferiram quantitativamente e apresentaram baixa especificidade como marcadoras, tanto para o grupo maligno em geral quanto para o subgrupo dos microcarcinomas. Apesar da ausência de correlação entre os níveis séricos e câncer, quando analisamos os dados de expressão observa-se que há poder discriminatório para malignidade na amostra estudada

Abstract: BACKGROUND: Thyroid diseases are very frequent. Differentiated thyroid cancer has significantly improved in the last twenty years, being the most common cancer on head and neck region, ranging from 1 to 13/1000 inhabitants on average, with importante prevalence features. There is an influence of environmental factors like radiation, chemical components, iodine deficiency, as well as other morbidities and actual changes in lifestyle, in which sedentary lifestyle and diet changes take place causing a synergistic effect, with improvement of risk factors for various diseases including cancer. The recent epidemy of obesity and its rising incidence has been shown to be a very important susceptibility factor to many malignant neoplasms. Regarding thyroid cancer, this association is still controversial, and so far is known that during tumor progression thyroid cells are certainly influenced by the proinflammatory status commonly observed in these patients. Data on literature has demonstrated the relationship between obesity and thyroid cancer in specific subgroups, but there is lack of concrete data about susceptibility markers to globally screen this population at risk. Ghrelin is an orexigen peptide produced by gastric cells with central and peripherical actions, released on blood stream with obesity control functions. Because of these features, it is a good potential marker of the obesity-cancer relationship. ESPÉCIME/METHODS: Association between obese and overweight patients and differentiated thyroid cancer was analyzed using ELISA (enzyme-linked immunossorbent assay) and immunohistochemical techniques, to verify the expression and serum levels of ghrelin protein in 112 patients harboring thyroid nodules (59 benign and 53 malignant), all submitted to thyroidectomies and followed for 10 a 216 months (82,28 ± 43,85 months). Correlations among ghrelin alterations and diagnostic and susceptibility to thyroid cancer were made for obese and non-obese patients and for a micro carcinoma-specific group selected for study (?10mm). The findings of immunohistochemical expression and ghrelin serum levels in selected cases were used for comparisons and the formulation of hypothesis. RESULTS: 26,7% of the 112 patients were obese (BMI >29,9 Kg/m2), with average age 29,2 ± 1,7 years (male patients) and 32,9 ± 1,2 years (female). As postulated, there was a relationship between ghrelin levels and obesity (p<0,001), but ROC curve did not show discriminatory power for malignancy (p=0, 0492). Low sensitivity (67, 9%) and specificity (39%) rates were found, and there was no statistical association among ghrelin (expression and/or serum levels) and clinical variables. The presence of auto antibodies presented an important trend (p=0, 09). The relationship between immunohistochemical expression and cancer was significant (p=0,024). CONCLUSION: Ghrelin serum levels did not help to discriminate malignancy on this serie, but the immunohistochemical expression showed important correlation between malignancy and cancer risk. Serum levels differed quantitatively and presented low sensitivity and specificity, not only for micro carcinoma but also for the whole tumors group. Despite the absence of association between serum levels and cancer, the expression data shows discriminatory power at the study and can be a potential marker for thyroid malignancy
Subject: Neoplasias da glândula tireoide
Obesidade
Grelina
Predisposição genetica para doenças
Carcinoma da glândula tireoide não medular
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2013
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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