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Type: TESE DIGITAL
Degree Level: Doutorado
Title: Força e Fraude : apontamentos sobre a "Teoria da Classe Ociosa" e os limites da mudança institucional
Title Alternative: Force and Fraud : omments on "The Theory of the Leisure Class" and on the limits to institutional change
Author: Simiqueli, R. R., 1984-
Advisor: Mariutti, Eduardo Barros, 1974-
Abstract: Resumo: Nosso objetivo, com este trabalho, é revisitar a produção de Thorstein Bunde Veblen (1857-1929) ao longo da década de 1890, marcadamente seus dois trabalhos de maior renome - a Teoria da Classe Ociosa (1899) e Why is Economics Not an Evolutionary Science (1898). Lido como o fundador do institucionalismo econômico, Veblen goza da peculiar reputação de "ilustre desconhecido" entre os grandes nomes do Pensamento Econômico: suas teses, reconhecidas a partir da mordaz qualificação do consumo, do ócio e das distinções de status, são geralmente trabalhadas a partir de qualificações estanques, estabelecidas por intérpretes secundários do autor, e poucas vezes são alvo do escrutínio direto dos leitores. A partir da reavaliação da estrutura argumentativa desses trabalhos, construímos uma hipótese de leitura da Teoria da Classe Ociosa que enfatiza seu caráter de crítica radical da sociabilidade predatória. Aos nossos olhos, Veblen teria lido a moderna civilização capitalista a partir de sua articulação em torno do trinômio propriedade-gênero-trabalho. Sob esta interpretação, suas teses ganham novos contornos: sai de cena o crítico dos costumes, o sociólogo econômico do consumo e o precursor da incorporação do "Bem de Veblen" ao cânone marginalista, e ganha forma um ataque visceral às instituições que ordenam a vida. A explicitação dos fundamentos violentos do arranjo institucional e da perpetuação dessa violência em práticas contemporâneas fundamenta outra linha argumentativa - a tensão sempre presente entre mudança e conservadorismo. Tomando esta problemática como eixo central de análise, construímos uma breve apresentação do convoluto período em que vive o autor; discutimos os primeiros contornos de sua teoria social em Kant's Critique of Judgement (1884), Some Neglected Points in the Theory of Socialism (1891) e Why is Economics Not an Evolutionary Science? (1898); apresentamos nossa leitura estrutural da Teoria da Classe Ociosa (1899); e, por fim, contrastamos nossa hipótese às leituras estabelecidas a partir da chamada tradição Veblen-Ayres-Foster

Abstract: Our aim with this dissertation is to revisit the oeuvre of Thorstein Bunde Veblen (1857-1929) throughout the 1890s, notably his two most renowned works - The Theory of the Leisure Class (1899) and Why is Economics Not an Evolutionary Science (1898). Read as the founder of economic institutionalism, Veblen enjoys the peculiar reputation of being "notoriously unknown" among the great names of Economic Thought: his thesis, commonly recognized from his lashing qualifications of consumption, waste and status distinctions, are generally read with the aid of conservative perspectives established by secondary interpreters of the author, and rarely through the direct scrutiny of readers. From the revaluation of the argumentative structure of this work, we have built a reading hypothesis of the Theory of the Leisure Class that emphasizes his radical criticism of predatory sociability. In our eyes, Veblen would have read modern capitalist civilization by focusing on the trinity of property, gender and labor. Under this interpretation, his ideas gain new contours: the satirist of capitalist élites, economic sociologist of consumption and precursor of the incorporation of the "Veblen good" to marginalist canon leaves the stage, and a visceral attack on the institutions that rule modern day life takes their place. The violent foundations of the core of the institutional setting and the perpetuation of this violence in contemporary practices fundaments another of our lines of development - the ever-present tension between change and conservatism. Taking this issue as a central analytical axis, we provide a short presentation of the convoluted period in which the author lives; the first outlines of his social theory in Kant's Critique of Judgement (1884), Some Neglected Points in the Theory of Socialism (1891) and Why is Economics Not an Evolutionary Science? (1898) are discussed, followed by an in-depth presentation of our structural reading of the Theory of the Leisure Class (1899); and, at last, our hypothesis is contrasted to the perspectives that comprise the Veblen-Ayres Foster tradition
Subject: Veblen, Thorstein, 1857-1929
Economia institucional
Classe ociosa
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2016
Appears in Collections:IE - Tese e Dissertação

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