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Type: TESE DIGITAL
Title: Representações sociais sobre o parto domiciliar = Social representations on home birth
Title Alternative: Social representations on home birth
Author: Sanfelice, Clara Fróes de Oliveira, 1984-
Advisor: Shimo, Antonieta Keiko Kakuda, 1953-
Abstract: Resumo: O modelo de atendimento ao parto em vigor na realidade brasileira atual é caracterizado pelo predomínio do parto institucionalizado, médico-centrado, com índices preocupantes de cirurgia cesariana, tanto no setor público como no privado e do uso abusivo de intervenções sem respaldo científico. Além disso, também observa-se um fenômeno de medicalização e patologização do corpo feminino e do processo de parir, com predomínio da visão biologicista em detrimento das esferas psicosocioemocionais, acompanhado, muitas vezes pela violência obstétrica. Paralelo a esse cenário, o parto domiciliar planejado aparece como uma modalidade de atendimento em ascensão nos centros urbanos, embora ainda represente uma pequena parcela quando comparado ao número de partos totais. Diante desse contexto, essa pesquisa teve como objetivo conhecer as representações sociais sobre o parto domiciliar de mulheres que fizeram esta opção com a intenção de melhor compreender esse fenômeno. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva, fundamentada na Teoria das Representações Sociais. Foram entrevistadas 14 mulheres que vivenciaram ao menos uma experiência de parto domiciliar, assistido e planejado, na cidade de Campinas-SP e região, entre fevereiro e março de 2014. As entrevistas foram audiogravadas e imediatamente transcritas. Adotou-se como critério de inclusão o período de três a seis meses pós-parto, a vivência do parto domiciliar planejado e assistido por profissional habilitado (médico obstetra, enfermeiro obstetra ou obstetriz) e ser maior de 18 anos. As participantes foram captadas mediante a disponibilização de seus nomes concedidos por equipes que trabalham no atendimento ao parto domiciliar na referida região (amostra por conveniência). Utilizou-se o critério de saturação teórica para definição da população do estudo e o método de Análise de Conteúdo proposto por Bardin para categorização dos dados. As informações foram agrupadas em três categorias temáticas: 1) O poder da informação, 2) Não concordância com o modelo de atendimento obstétrico hospitalar e 3) Satisfação em viver a experiência sem interferências. O conteúdo partilhado e comum a essas categorias fez emergir uma única representação social nomeada Meu corpo, minhas escolhas, meu parto. Os resultados mostram que a representação social compartilhada está intrinsicamente relacionada à busca pela experiência do trabalho de parto e parto fundamentados no princípio da autonomia e no resgate ao empoderamento feminino. As reflexões apresentadas servem como subsídios para o questionamento, o debate e a reformulação das políticas de saúde obstétrica brasileira, visando o oferecimento de uma prática obstétrica segura, respeitosa e prazerosa às mulheres

Abstract: The present delivery service model for the current situation in Brazil is characterized by the dominance of institutionalized childbirth, doctor-centered, with alarming rates of caesarean section in both public and private sectors and the abuse of interventions without scientific evidence. It's also observed a phenomenon of medicalization and pathologizing of female body and the process of giving birth, with prevalence of biologicist view instead of psicosocioemocionais perspective, and often accompanied by obstetric violence. Parallel to this scenario, the planned home birth is a form of care on rise in urban centers, while still representing a small portion when compared to total number of births. In this context, this study aimed to understand the social representations about the homebirth of women who had this option. The intention was to better understand this phenomenon. This is a qualitative, exploratory and descriptive study based on the Theory of Social Representations. It was interviewed 14 women who experienced at least one homebirth experience, assisted and planned in the city of Campinas-SP and the region, from February to March, 2014. The interviews were audio recorded and immediately transcribed. It was adopted as inclusion criteria the period of three to six months postpartum, the experience of planned homebirth assisted by a qualified professional (obstetrician, obstetric nurse or midwife) and be at least 18 years old. The participants were taken through the provision of their names by staff working in care homebirth in that region (convenience sample). We used the criterion of theoretical saturation to define the study population and the content analysis method proposed by Bardin for categorizing data. The information was grouped into three thematic categories: 1) The power of information, 2) No agreement with the hospital obstetric care model and 3) satisfaction in living the experience without interference. The shared and common content of these categories did emerge a single social representation called "My body, my choice, my delivery". The results showed that the shared social representation is intrinsically related to search for the labor and birth experience based on the principle of autonomy and the rescue of female empowerment. The reflections presented serve as subsidies for questioning, debate and the reformulation of the Brazilian obstetric health policies, with the aim of offering a safe, respectful and enjoyable obstetric practice to women
Subject: Tocologia
Enfermagem obstétrica
Parto domiciliar
Parto humanizado
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2016
Appears in Collections:FENF - Tese e Dissertação

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