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Type: TESE DIGITAL
Title: Políticas públicas para o lazer de aventura : entre esporte e turismo, fomento e controle do risco
Title Alternative: Public policies on adventure leisure : between sports and tourism, promotion and risk control
Author: Bandeira, Marília Martins, 1984-
Advisor: Amaral, Silvia Cristina Franco, 1968-
Abstract: Resumo: Práticas recreativas e eventos esportivos de aventura, relacionados à exposição ao meio ambiente natural e enfrentamento de riscos, obtiveram grande aumento no número de adeptos na virada do milênio, o que criou novas demandas ao poder público. No Brasil, a proposição de leis regulamentadoras e a parceria do Ministério do Turismo com a Associação de Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (ABETA) para a implementação de um programa nacional chamado Aventura Segura levou à contestação de entidades esportivas que solicitaram ao Ministério do Esporte a criação de uma Comissão de Esportes de Aventura (CEAV). Este estudo teve como objetivo geral investigar estes processos identificando quais são os agentes, as preocupações e interesses em embate na constituição de políticas públicas para atividades de aventura. Para atingi-lo, a triangulação das técnicas de análise documental, entrevistas abertas e observação direta foi utilizada. Foram investigados documentos governamentais, publicações oficiais e reações a eles na mídia especializada digital, testemunhos de envolvidos e registros em caderno de campo sobre dois eventos. A análise dos dados foi descritiva, dialética, interpretativa, dialógica e crítica, confrontando as decisões oficiais com reações das comunidades de prática, não apenas a partir de suas convergências e homogeneidades, mas também das divergências e mudanças que conformam este fenômeno social. Um estágio de pesquisa no exterior, permitiu a investigação da considerada capital mundial das atividades de aventura, a Nova Zelândia. Os resultados encontrados no Brasil sinalizam que a motivação dos parlamentares que propuseram leis para a regulamentação do campo dos esportes e turismo de aventura foi garantir a segurança nos serviços de aventura, pressionados por familiares de vítimas de acidentes fatais. Entretanto, este processo instaurou uma disputa entre entidades do esporte e do turismo pelo direito de regulamentar e explorar comercialmente o campo. Conflito que tomou mais espaço na agenda política do que a questão dos acidentes, enquanto as práticas de lazer perdiam espaço no Ministério do Esporte, que priorizou esportes convencionais de alto rendimento ao sediar a Copa FIFA e os Jogos Olímpicos. Na Nova Zelândia, observou-se que acidentes fatais também deflagraram políticas públicas. Mas, são entidades de recreação e educação ao ar livre que disputam com empresas turísticas os termos e verba para a regulamentação do campo. Seu órgão federal de administração esportiva, Sport New Zealand, também prioriza o esporte convencional de alto rendimento, embora disponha de políticas de fomento à recreação ao ar livre mais expressivas e intersetoriais. Conclui-se que, no Brasil, as políticas de fomento às práticas de aventura são majoritariamente voltadas ao setor turístico e seu potencial econômico como nicho de mercado. O incentivo à dimensão recreativa e esportiva do fenômeno é escasso e a intenção de democratizar o acesso e potencializar suas características educativas deveria ser priorizada pelo poder público

Abstract: Adventure recreational practices and sporting events, related to exposure to natural environments and facing of risks, have achieved great increase in the number of participants in the millennium turn, what created new demands to public power. In Brazil, the proposition of regulatory laws and the partnership of the Ministry of Tourism with the Association of Ecotourism and Adventure Tourism Companies (ABETA) for the implementation of a national program called Aventura Segura (Safe Adventure) led to sport organizations requesting the creation of an Adventure Sports Commission (CEAV) inside the Ministry of Sport. This study, therefore, aimed to investigate what are the concerns and interests in conflict within the elaboration of public policies for adventure activities. To achieve it, the triangulation of the techniques of documentary analysis, open interviews and direct observation was used. Government documents, official publications and reactions to them in digital specialized media, involved social agents¿ testimonies and records on two events in field diary were analyzed. Data analysis was descriptive, interpretive, critical, and dialectic, confronting official decisions with communities of practice reactions, not only their convergences and homogeneities, but the differences and changes that make this social phenomenon. An overseas research internship in New Zealand also allowed investigating the case of the world capital for adventure activities. The results show that, in Brazil, the motivation of parliamentarians proposing laws for the regulation of the field of sports and adventure tourism was to ensure safety in adventure services, pressured by the relatives of victims of fatal accidents. This process brought a dispute between sport and tourism entities regarding the right to regulate and commercially exploit the field. Conflict that took more space on the political agenda than the accidents question, while leisure practices lost space in the Ministry of Sport, which prioritized conventional high performance sports, as hosting the FIFA World Cup and the Olympic Games. In New Zealand, fatal accidents also triggered public policies. Although, recreation and outdoor education entities are the ones that dispute with tourism companies the terms and funds for the regulation of the field. Their federal agency of sports administration, Sport New Zealand, also prioritizes conventional high performance sport, although it has more expressive and cross-sectoral policies on outdoor recreation. We conclude that, in Brazil, promoting policies on adventure practices are mainly focused on the tourism sector and its economic potential as a niche market. Encouraging recreational and sporting dimension of the phenomenon is scarce and the intention to democratize access and enhance its educational features is restricted
Subject: Lazer
Políticas públicas
Esportes de aventura
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2016
Appears in Collections:FEF - Tese e Dissertação

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