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Type: TESE DIGITAL
Title: Música, a aventura do ritornelo
Title Alternative: Music, the adventure of the refrain
Author: Piccini, Alexandre, 1973-
Advisor: Orlandi, Luiz Benedicto Lacerda, 1936-
Abstract: Resumo: Este trabalho é uma exploração da ideia de música a partir dos textos filosóficos de Gilles Deleuze e Félix Guattari. Em Mil Platôs, os filósofos afirmam que a música seja a aventura do ritornelo. O ritornelo, conceito de difícil enunciação, consiste, nas palavras dos autores, o problema da música. Mas como compreendê-lo, e em que sentido a música se associa ao conceito? Sendo o ritornelo o problema da música por excelência, como esta o resolveria senão liberando-o de suas sabidas obstinações estereotipadas no território? Liberar os ritornelos significa assegurar à categoria da repetição novas modalidades da diferença, a partir de linhas de fuga ativas ou desterritorializações positivas, absolutas. Do ponto de vista da composição ou da improvisação, vimos que a forma musical só se desenvolve ao "abandonar" as amarras do espaço em que elabora seu centro para construir alhures, sobre linhas de fuga criativas, suas cristalizações, variações e devires. Assim, a forma musical supõe o exercício da diferença, ora burilada num centro, ora levada a novos círculos (desterritorializações cósmicas), e então retomada, a partir de uma distância envolvida. A análise musical deve, portanto, estar atenta à processualidade criativa que se dá entre a terra e o território. Se é preciso pensar estes gradientes e distâncias, cartografar os espaços intensivos nos quais se pensa, isso se dará sob o primado do sentir, em seu exercício transcendental ou superior. Pensar por afetos, perceptos e sensações exige-nos colocar o problema do pensamento em termos de forças, processos e espaços (hápticos) de instalação, atentos a um materialialismo imanente e a um construtivismo radical, sempre inserido em condições reais, sem origem ou finalidade. Neste sentido, vimo-nos obrigados a encarar a irrefutável relação entre música e pensamento, recuperando diversos aspectos desta filosofia. Em última análise, pretendemos sustentar as possibilidades de uma linha de investigação musicológica mais ampla que considere o plano de imanência desta filosofia. Neste sentido, a proposta deste estudo visa assegurar um esforço de pensamento às margens das filosofias da representação. Pensar a música nestes termos significa rejeitá-la tanto em sua generalidade quanto em suas particularidades; significa pensar a música em sua diferença, em sua produtiva, radical e singular materialidade: a música como multiplicidade real

Abstract: This work is an exploration of the idea of music on Gilles Deleuze's and Félix Guattari's philosophical texts. In A Thousand Plateaus, both philosophers say that music is precisely the adventure of the refrain. The concept of refrain (la ritournelle), a concept of tough enunciation, is, in the authors¿ own words, the problem of music. But how to understand it, and in what sense music is associated with the concept of refrain? As being the ultimate problem of music, how does one would solve it but by releasing it from its known stereotypical stubbornness in the territory? To release refrains means assuring to the category of repetition new forms of difference from active lines of flight or positive and absolute deterritorializations. From the point of view of composition and improvisation, we saw that musical form only develops to the extent that it "abandons" the shackles of space as it unfolds from its fragile center to build elsewhere on creative lines of flight, crystallizations, multiple variations and becomings. Thus, the musical form supposes the exercise of difference, sometimes a chiseled center taken to new circles (cosmic deterritorializations), and then resumed from an involved distance. The musical analysis, therefore, must be attentive to the creative processuality that lies between land and territory. If, within this very philosophy, one is forced to think this gradient and distances, mapping intensive spaces, this will so happen under the primacy of sensibility in its transcendental or superior exercise. Thinking through affects, percepts and sensations requires us to put the problem of thinking in terms of forces, processes, and haptic spatial installations, adhered to an immanent materialism and radical constructivism, always immersed in real conditions, without origin or finality. In this sense, we were forced to face the irrefutable relationship between music and thought, recovering several aspects of this philosophy. Ultimately, we aim to sustain the possibility of a broader musicological research line considering the plane of immanence of the deleuzoguattarian philosophy. Thus, the main purpose of this work is to ensure an effort of thought at the margins of the representational philosophies. Thinking music in these terms means rejecting both its generality and its particularities; it means thinking music in its difference, and its productive, radical and singular materiality: music as real multiplicity
Subject: Deleuze, Gilles, 1925-1995
Guattari, Felix, 1930-1992
Música
Musicologia
Ritornelo
Filosofia francesa
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2016
Appears in Collections:IFCH - Tese e Dissertação

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