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Type: DISSERTAÇÃO
Degree Level: Mestrado
Title: O estudo do comportamento do material genetico humano (DNA nuclear) em tecido osseo sob a ação de diversas temperaturas
Title Alternative: The study of the genetic material of human DNA (nuclear) in bone tissue under the action of various temperatures
Author: Rocha, Patricia Bitencourt da
Advisor: Daruge Junior, Eduardo, 1960-
Abstract: Resumo: Um exame de DNA pode ser o único e essencial instrumento para o esclarecimento de um inquérito policial, pois qualquer material deixado no local da investigação, de onde os peritos consigam extrair DNA, pode ser a principal prova contra o autor do delito. A tecnologia atual permite a realização da genotipagem de DNA a partir de quantidades pequenas de amostras biológicas. Em casos de crimes, a evidência biológica encontrada, vestígio, pode ser confrontada com amostra do suspeito e o laudo pode ser utilizado como prova em um processo judicial. O sucesso da análise depende do estado do material analisado. O grau de deterioração, a forma de conservação e o tempo decorrido podem influenciar o resultado ou impedir a identificação. Em casos de carbonização de corpos, comuns em acidentes aéreos, automobilísticos e alguns homicídios os ossos carbonizados são o material humano de primeira escolha para a análise de DNA sendo, o material genético obtido pela coleta de amostras da região do corpo melhor preservada. O estudo do comportamento do material genético humano ainda é muito controverso no meio científico, já que existem poucos trabalhados na área sobre o tempo de exposição e o grau da temperatura de degradação do DNA. Neste trabalho foi proposto analisar o comportamento de material genético humano (DNA Nuclear) obtido de amostra biológica (tecido ósseo) submetido à exposição às temperaturas de 100ºC, 200ºC, 300ºC, 400ºC, 500ºC e 600ºC, por intervalo de tempo de 10, 20 e 30 minutos. Possibilitando através dos resultados a confecção de um protocolo confiável para extração de DNA de ossos carbonizados. O grupo de estudo foi constituído de 50 (cinqüenta) cadáveres não identificados. Com base nos resultados obtidos, conclui-se que o método investigativo através do DNA possui várias vantagens sobre outros meios de identificação, como por exemplo, sorologia tradicional, antropologia forense, impressão digital, tomadas radiográficas, entre outros. Quando a estrutura óssea foi submetida à temperatura de 100ºC à 300ºC pelo período de 30 minutos, foi possível proceder-se a identificação humana por meio da análise do exame de DNA. O nosso estudo avaliou a degradação do DNA tomando-se por base a quantidade de marcadores amplificados. Em um procedimento de análise normal do sistema comercial multiloci através da técnica da PCR esperávamos amplificar até 16 (dezesseis) marcadores genéticos. Obedecendo ao protocolo internacional preconizado pelo programa CODIS do FBI, para assegurar uma identificação humana, se faz necessária uma amplificação mínima de 13 marcadores. Nas amostras submetidas a temperaturas de 400 ºC constatamos a degradação de 90,62% do material, ou seja, das 16 amplificações esperadas e exigidas pelo programa CODIS, apenas encontrou-se um marcador, dado insuficiente para uma identificação humana. Assim como, o estudo mostrou em 100% das amostras submetidas à temperatura acima de 500ºC por um período acima de 10 minutos seria suficiente para a degradação completa do DNA Nuclear, demonstrando a temperatura máxima que um osso do corpo humano pode sofrer.

Abstract: An examination of DNA may be the unique and essential tool for the elucidation of a police investigation, since any material left at the site of research, where experts will extract DNA, may be the main evidence against the offender. The current technology allows the realization of the genotyping of DNA from small quantities of biological samples. In cases of crimes, the biological evidence found, trace, may be faced with sample of the suspect and the award may be used as evidence in legal proceedings. The success of the analysis depends on the state of he material analyzed. The degree of deterioration, how to conserve time and may influence the outcome or to prevent identification. In cases of carbonized bodies, common in air accidents, homicides and some automobiles burned bones are the human material of choice for the analysis of DNA is the genetic material obtained by collecting samples from the body better preserved. The study of the behavior of human genetic material is still very controversial in the scientific, since there are few worked in the area about the time of exposure and the degree of temperature of degradation of DNA. This work was proposed to analyze the behavior of human genetic material (DNA Nuclear) obtained in biological sample (bone) subjected to exposure to temperatures of 100ºC, 200°C, 300°C, 400°C, 500ºC and 600ºC, for the time interval of 10, 20 and 30 minutes. Allowing the results through the creation of a reliable protocol for extraction of DNA from bones burned. The study group consisted of 50 (fifty) unidentified bodies. Based on the results, it appears that the method investigated by DNA has several advantages over other means of identification, such as traditional serology, forensic anthropology, fingerprint, radiographic taken, among others. When the bone structure was subjected to a temperature of 100ºC to 300ºC for a period of 30 minutes could be extended to human identification through DNA analysis of the examination. Our study evaluated the degradation of DNA based on the amount of amplified markers. In an analysis of the normal trading system through the technique of multiloci PCR amplifying expected by 16 (sixteen) genetic markers. According to international protocol recommended by the FBI's CODIS program, to ensure a human identification, amplification is needed a minimum of 13 markers. Samples subjected to temperatures of 400 ° C found a degradation of 90.62% of the material, or amplification of the 16 expected and required by the CODIS program, there was only a marker, as insufficient to identify a human. As the study showed in 100% of the samples subjected to temperature above 500 º C for a period longer than 10 minutes would be sufficient to complete the degradation of nuclear DNA, showing the maximum temperature that a bone in the human body can suffer.
Subject: Degradação
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2009
Appears in Collections:FOP - Tese e Dissertação

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