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Type: TESE DIGITAL
Title: Qualidade de vida, coesão e adaptabilidade em famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família
Title Alternative: Quality of life, cohesion and adaptability in beneficiary families of the Bolsa Família Program
Author: Rosalini, Maria Helena Pereira, 1962-
Advisor: Guerra, Luciane Miranda, 1970-
Abstract: Resumo: Melhorar a qualidade de vida é a grande finalidade das políticas sociais compensatórias e de saúde. O Programa Bolsa Família (PBF) é o eixo central da política nacional de proteção social no Brasil. O presente estudo teve como objetivo avaliar a associação entre qualidade de vida com coesão, adaptabilidade e variáveis sócio -demográficas em famílias com perfil socioeconômico de pobreza e extrema pobreza, beneficiárias do PBF em São Carlos-SP. Trata-se de um estudo transversal analítico, de natureza quantitativa. O universo do estudo foi de 5076 famílias e a amostra foi de 385 entrevistados, com alocação aleatória e proporcional entre as seis regiões da rede assistencial da cidade. Para avaliar cada dimensão de qualidade de vida foi aplicado o questionário WHOQOL-BREF. Para avaliar a coesão e adaptabilidade foi aplicada a escala "Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scales" (FACES III). Considerou-se como variável dependente a qualidade de vida. As variáveis independentes foram idade, sexo, nível educacional, percepção do estado de saúde, existência de problema de saúde atual, situação atual de cuidados de saúde (está ou não em tratamento), número de pessoas no núcleo familiar, coesão familiar e adaptabilidade. O teste de Qui-quadrado foi utilizado para testar a associação entre as variáveis independentes com a variável dependente. As variáveis que apresentaram p<0,20 na análise bivariada foram testadas nos modelos de regressão logística múltipla. Inicialmente foi estimado o modelo vazio (modelo 1), sem a inclusão das variáveis. Os Odds Ratio (OR) e os respectivos intervalos de confiança (IC) de 95% foram estimados nos modelos 2, 3 e 4, considerando o nível de significância de 5%. Todos os testes estatísticos foram realizados pelo programa SAS. A melhor qualidade de vida associou-se com idade menor ou igual a 36 anos (OR=2,15), maior nível educacional (OR=1,54), boa/muito boa saúde (OR=6,39), não ter problema de saúde atual (OR=5,68), sem tratamento (OR=1,76), moderada (OR=3,39) e alta (OR=3,66) coesão familiar e moderada adaptabilidade (OR=2,23). No modelo final (modelo 4), os indivíduos provenientes de famílias com moderada e alta coesão familiar tiveram mais chance de ter uma melhor qualidade de vida do que aqueles vindos de famílias com baixa coesão. Os voluntários do sexo masculino tiveram 3,54 vezes mais chance de apresentar uma melhor qualidade de vida do que os do sexo feminino. Além disso, aqueles com saúde boa/muito boa e sem problema de saúde atual tiveram maior chance de ter qualidade de vida melhor. Concluiu-se que níveis moderados e altos de coesão podem impactar positivamente para a melhor qualidade de vida das pessoas em estado de pobreza e extrema pobreza no município de São Carlos, e que tais achados merecem aprofundamento no sentido de se verificar a possível inferência desses achados para toda a população beneficiária do PBF no Brasil, já que as características socioeconômicas dos beneficiários desse programa são as mesmas em todo o país

Abstract: Improve the quality of life is the great purpose of compensatory social policies and health. The Bolsa Família Program (PBF) is the central axis of the national social protection policy in Brazil. This study aimed to evaluate the association between quality of life with cohesion, adaptability and social demographic variables in families with socio-economic profile of poverty and extreme poverty, PBF beneficiaries in São Carlos, Brazil. This is an analytical cross-sectional study of a quantitative nature. We had as population 5076 families. The sample consisted of 385 respondents, with proportional allocation between six regions of care network of the city. To evaluate each dimension of quality of life, we applied the WHOQOL-BREF questionnaire developed by the World Health Organization (WHO, 1988) and validated in Brazil (WHO, 1995). To assess family functioning as cohesion and adaptability was applied to scale 'Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scales' (FACES III), created by Olson et al (1989) and validated in Brazil by Falceto et al (2000). It was considered as the dependent variable the quality of life, dichotomized at the median ? 13.69 (worse quality of life) and> 13.69 (quality of life). The independent variables were categorized as follows: age (dichotomized by the median in ? 36 years and> 36 years), sex (male and female), educational level (dichotomized by the median in ? 8 years of study and> 8 years of schooling) , how is your health (not good and good / very good), the current health problem (have and have no problem), health care regimen (without treatment and outpatient treatment), household (dichotomized by the median in ? 4 people in the family and> 4 people), family cohesion (low, moderate and high) and adaptability (low, moderate and high) .The chi-square test was used to test the association between independent variables and the dependent variable, individually. The variables with p <0.20 in the bivariate analysis were tested in models of multiple logistic regression. Initially it was estimated the empty model (model 1) without the inclusion of variables, to evaluate the reduction of variance in relation to other models studied (AIC and -2 Log L), with the entry of the variables considering the order of importance for the study (sequentially). The odds ratio (OR) and their intervals of 95% confidence interval (CI) were estimated in Models 2, 3 and 4, considering the 5% significance level. All statistical tests were performed using SAS program. In the bivariate analysis, the best quality of life was associated with younger age than or equal to 36 years (OR = 2.15), higher educational level (OR = 1.54), good / very good health (OR = 6.39 ) not have current health problem (OR = 5.68), without treatment (OR = 1.76), moderate (OR = 3.39) and high (OR = 3.66) and moderate family cohesion adaptability (OR = 2.23). In the final model (model 4), individuals from families with moderate and high family cohesion were more likely to have a better quality of life than those coming from families with low cohesion. The male volunteers were 3.54 times more likely to have a better quality of life than the female. In addition, those with good / very good and without current health problem were more likely to have better quality of life. In conclusion, the study showed that moderate and high levels of cohesion are associated with better quality of life of beneficiaries in São Carlos - SP, and can infer the whole Brazilian reality, because PBF includes, throughout the country, poor and extremely poor people
Subject: Qualidade de vida
Relações familiares
Pobreza
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2015
Appears in Collections:FOP - Tese e Dissertação

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