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Type: DISSERTAÇÃO
Degree Level: Mestrado
Title: Estudo epidemiológico de dores orofaciais e sua associação com qualidade de vida na população geral do município de Piracicaba, São Paulo
Title Alternative: Epidemiological study of orofacial pain and its asoociation with quality of life in the general population of Piracicaba, São Paulo
Author: Ruivo, Marília Araújo, 1990-
Advisor: Bérzin, Fausto, 1940-
Abstract: Resumo: O estudo investigou a prevalência da dor orofacial e sua associação com a auto-percepção da qualidade de vida em adultos brasileiros, residentes do município de Piracicaba, São Paulo. A amostra randomizada foi composta por 400 voluntários residentes no município de Piracicaba-SP, com faixa etária entre 20 a 50 anos de idade, sem restrição de gênero e nível econômico. Os voluntários foram avaliados em relação às características sócio-demográficas, prevalência, localização, frequência, duração e severidade da dor, e também em relação à sua auto-percepção do nível de qualidade de vida. As pessoas que compuseram a amostra foram aleatoriamente abordadas em seis diferentes pontos de passagem do município, estrategicamente selecionados como pontos de grande movimento populacional, e os dados foram obtidos por meio da aplicação de dois questionários: 1) Questionário de Dor Orofacial, que investigou a prevalência e as características da dor; 2) WHOQOL-BREF, para avaliação da qualidade de vida relativa à percepção dos domínios físico, psicológico, relações sociais e meio ambiente do indivíduo. Os dados foram analisados estatisticamente através do sistema SAS que calculou os testes qui-quadrado; Cocrham, Mantel e Haenszel; qui-quadrado de Wald; qui-quadrado de Mantel e Haenszel e Odds ratio, com nível de significância de 5%. A prevalência de dor orofacial verificada na população foi de 54,75%, com intensidade predominantemente forte (21,30%), de recorrência diária (41,10%) e presente há mais de seis meses (91,32%). As regiões mais acometidas foram a cabeça (36%), seguida dos ombros (22,25%), e a região intra-oral foi o local menos frequentemente apontado pelos voluntários (6%). Não se observou associação significativa entre a presença de dor orofacial e os fatores idade, nível econômico e escolaridade (p>0,05); no entanto, o estudo verificou significativa prevalência de dor entre as mulheres. Os resultados também permitem verificar que enquanto quase metade dos voluntários que não relataram dor consideram ter boa qualidade de vida (43,09%), apenas 21,92% das pessoas que referiram dor orofacial, consideram a qualidade de vida como boa (p<0,05); o estudo também apontou maior frequência de insatisfação com a qualidade do sono em pacientes que relataram dor (p<0,05). Entretanto, não foi observada associação significativa entre a frequência de sentimentos negativos, como depressão, ansiedade, mau humor e desespero, e a presença de dor orofacial. O estudo ressalta alta prevalência de dor orofacial com significante morbidade da população acometida por esta condição, e seu impacto sobre a auto-percepção da qualidade de vida

Abstract: The study assessed the prevalence of orofacial pain and its association with self-perceived quality of life in Brazilian adults, residents of Piracicaba-SP, São Paulo. A random sample of 400 volunteers living in Piracicaba, aged between 20-50 years of age, without restriction of gender and socioeconomic status, were evaluated in relation to socio-demographic characteristics, prevalence, location, frequency, duration and severity of pain, and also in relation to their self-perceived level of quality of life. People in the sample were randomly assessed in six different crossing points of the city, strategically selected as points of great population movement, and the data were obtained through the application of two questionnaires: 1) Orofacial Pain Questionnaire, which investigated the prevalence and characteristics of pain; 2) WHOQOL-BREF to evaluate quality of life on individual perception of physical, psychological, social relationships and personal environment aspects. Data were statistically analyzed using the SAS system that calculated the chi-square tests ; Cocrham , Mantel and Haenszel , Wald chi-square , chi -square and Mantel -Haenszel odds ratio and, with a significance level of 5 % . The prevalence of orofacial pain observed was 54.75 %, with predominantly intense pain (21.30%), daily recurrence (41.10%) and present for more than six months (91.32%). The most affected regions were the head (36%), followed by the shoulder (22.25%), and intra-oral region was the site less often pointed out by volunteers (6%). No significant association was observed between the presence of orofacial pain and age, economic status and educational level (p>0.05), however, the study found a significant prevalence of pain among women. Data also found that while nearly half of the volunteers reported no pain considered to have good quality of life (43.09%), only 21.92 % of people who reported orofacial pain, consider the quality of life as good (p<0.05). According to the study, also a higher frequency of patients who reported pain related sleep disturbance (p<0.05). However, no significant association was observed between the the presence of orofacial pain and frequency of negative psychological disability such as depression, anxiety, moodiness and despair. The study highlights the high prevalence of orofacial pain with significant morbidity of the population affected by this condition, and its impact on self-perception of quality of life
Subject: Epidemiologia
Dor facial
Qualidade de vida
Anatomia
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2014
Appears in Collections:FOP - Tese e Dissertação

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