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Type: DISSERTAÇÃO
Degree Level: Mestrado
Title: Tradução e validação do instrumento Nordic Orofacial Test - Screening (NOT-S) e avaliação da associação entre disfunção orofacial e qualidade de vida relacionada à saúde bucal em crianças e adolescentes entre 8 e 14 anos
Title Alternative: Translation and validation of Nordic Orofacial Test - Screening (NOT-S) and evaluation of the association between orofacial dysfunction and oral health-related quality of life in children and adolescents aged 8 to 14
Author: Leme, Marina Severi, 1986-
Advisor: Gavião, Maria Beatriz Duarte, 1955-
Abstract: Resumo : A função orofacial inclui ações vitais do organismo, postura muscular (como posicionamento de lábios e língua) e atua como base para a interação social em relação à fala, a comunicação emocional, a expressão facial e a aparência. Desta forma, a disfunção orofacial pode ser severamente debilitante e pode comprometer o bem-estar e a qualidade de vida desde a infância, o que evidencia a relevância da compreensão da influência de fatores individuais e ambientais na relação saúde/qualidade de vida. O objetivo desta dissertação foi traduzir o instrumento The Nordic Orofacial Test - Screening (NOT-S), que avalia disfunções orofaciais, para a língua portuguesa, realizar a adaptação transcultural e a validação em crianças brasileiras e investigar a relação entre disfunção orofacial e qualidade de vida relacionada à saúde bucal (OHQoL) e a influência dos hábitos na OHQoL e nível de ansiedade. O instrumento foi submetido às seguintes etapas: tradução para português (Brasil), tradução reversa, revisão por comitê, pré-teste (n=20), validação (n=332) e teste re-teste (n=50). A comparação entre o instrumento original e o resultado da tradução reversa mostrou forte concordância entre ambos. O comitê revisor acrescentou palavras e frases e substituiu advérbios e palavras por sinônimos para facilitar o entendimento. Para o pré-teste, a cada um dos itens do instrumento foi acrescentada a alternativa "não entendi" ou "não aplicável", duas questões (IIA e a IVB) tiveram um índice de respostas "não entendi" de 15%, foram reformuladas pelo comitê e novamente aplicadas em 20 crianças, e, a partir disso, o índice de resposta "não entendi" foi nulo. O escore da amostra total variou de 0 a 7. O escore 0 ocorreu em 5% da amostra e o mais freqüente foi o escore 3; o escore médio foi 2,64. Os domínios mais freqüentes foram o III (Hábitos) e IV (Mastigação e Deglutição), com 70 e 50%, respectivamente. Não houve diferença nos escores do NOT-S entre gêneros, porém a dentição mista apresentou valores significativamente maiores. A concordância intraexaminador foi 97,8%, comparando-se a primeira e a segunda (re-teste) aplicação do NOT-S. Para avaliação da associação entre disfunção orofacial e OHQoL, 325 crianças e adolescentes, de 8 a 14 anos de idade, foram avaliados quanto à disfunção orofacial (usando o protocolo NOT-S) e responderam questionários de OHQoL (usando o Child Perceptions Questionnaires - CPQ 8-10 and CPQ11-14). Os participantes foram distribuídos em grupos, de acordo com as seguintes variáveis: idade (8-10 e 11-14 anos), hábitos deletérios (com hábitos - ao responder sim a questão III do NOT-S - e sem hábitos - ao responder não à questão) e gênero (feminino e masculino). A maioria da amostra consistiu do grupo de hábitos (71,2%), os escores do CPQ foram maiores nos grupos 11-14 (p< 0,0001), hábitos (p< 0,0001) e gênero feminino (p< 0,001). A ansiedade não variou entre o grupo hábitos e sem hábitos, porém foi maior no gênero feminino. A correlação entre os escores do NOT-S e CPQ foi r>0,30 e p< 0,0001. A versão em português do NOT-S foi considerada traduzida e validada para o Português, sugerindo associação entre disfunção orofacial e OHQoL. Os hábitos bucais, embora não tenham tido influência na ansiedade, influenciaram a OHQoL,
Abstract : Orofacial function includes vital actions, muscle posture (e.g., mouth and tongue posture) and acts as basis for social interaction in terms of speech, emotional communication, facial expression and appearance. In this way, orofacial dysfunction can be severely disabling and can compromise well-being and quality of life since childhood, and this evidence the importance of understanding the individual and ambiental factor influence on the relation health/quality of life. The objective of this work was to translate the Nordic Orofacial Test-Screening (NOT-S) protocol, which assesses orofacial dysfunction, into Brazilian Portuguese and to apply the protocol to a sample of Brazilian children and adolescents (8 to 14 years old) and to investigate the relationship between orofacial dysfunction and oral health-related quality of life (OHQoL) and the habits presence influence on OHQoL and anxiety levels. The instrument underwent the following steps: translation to Brazilian Portuguese, back translation, committee review, pre-test (n=20), application on a sample (n=332, divided in mixed and permanent dentition) and test re-test (n=50). The comparison of the original version with the back-translated showed great agreement. The committee added words and phrases and substituted adverbs and words by synonymies to make easier to understand. For pre-test, to each item was added the alternative "I don't understand" or "not applicable", two questions (IIA and IVB) had a rate of 15% of answers "I don't understand", were rewritten by the committee and reapplied on a sample of 20 children, and, in this way, the rate of answers "I don't understand" was nonexistent. NOT-S scores on all sample ranged from 0 to 7, score 0 had a rate of 5% and mean score was 2.64. The most frequent domain were III (Habits) and IV (Chewing and Swallowing) with a rate of 70 and 50%, respectively. No difference between genders was seen in relation to orofacial dysfunction, but the mean scores were higher in mixed than permanent dentition. The rate of intraexaminer agreement was 97.8% comparing first and re-test application. For assessment of the relationship between orofacial dysfunction and OHQoL, children and adolescents (n= 325; 8 to 14 years old) were assessed for orofacial dysfunction (NOT-S protocol) and fulfilled questionnaires of OHQoL (using the Child Perceptions Questionnaires - CPQ 8-10 and CPQ11-14) and anxiety (using the What I think and Feel scale. They were subdivided in groups based on age (8 to 10 and 11 to 14-year olds), habits (Habit, by answering yes to domain III of NOT-S; and Habit-free, by answering no to domain III) and gender (females and males). The majority of the sample was classified into the Habit group (71.2%). CPQ means scores were higher in the 11 to 14-year-old (p< 0.0001), Habit (p< 0.0001) and female (p< 0.001) groups. Anxiety level did not vary between Habit and Habit-free group but was higher in females than males (p< 0.001). The correlation between NOT-S and CPQ scores was r>0.30 and p< 0.0001. Our findings suggest a strong correlation between orofacial dysfunction and OHQoL and high impacts on OHQoL in the female, Habit and 11 to 14-year-old groups.
Subject: Qualidade de vida
Hábitos orais
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2010
Appears in Collections:FOP - Tese e Dissertação

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