Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/287778
Type: TESE DIGITAL
Degree Level: Doutorado
Title: Território e macrossistema de saúde : os programas de fitoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS)
Title Alternative: Territory and health large technological system : the phytotherapy programs in the Unified Health System (Sistema Único de Saúde)
Author: Ribeiro, Luis Henrique Leandro, 1978-
Advisor: Cataia, Marcio Antonio, 1962-
Abstract: Resumo: Utiliza-se há muito tempo plantas medicinais no Brasil, das práticas indígenas às de origem africana e europeia, matrizes da medicina popular brasileira. Na segunda metade do século XX surge um movimento global de valorização de novos usos de plantas medicinais, fomentando no Brasil a difusão, nos anos 1980, das práticas de Medicina Tradicional e Medicina Complementar e Alternativa, dentre as quais a fitoterapia. Nos anos 1990, após criação do Sistema Único de Saúde (SUS), registra-se aumento no número de programas municipais de fitoterapia, acentuando-se a partir de 2006 com a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Como o território condiciona a existência de programas de fitoterapia no SUS? De que maneira o SUS ¿ aqui compreendido como macrossistema de saúde brasileiro ¿ integra as diversas práticas e subsistemas de saúde, dentre eles, a fitoterapia? Objetivamos analisar como os usos do território condicionam a existência do subsistema de fitoterapia no SUS e como esse subsistema promove maior sinergia técnica (saber local e saber universalizado) e política (estratégias e atores) na produção, circulação, distribuição e dispensação de plantas medicinais e fitoterápicos pelo sistema público de saúde, a partir de referencial teórico da geografia crítica. A pesquisa envolveu: revisão bibliográfica conceitual e temática; análise documental; levantamento de dados primários e secundários; trabalho de campo com entrevistas semi-estruturadas realizado nas Regiões Concentrada, Centro-Oeste, Nordeste e Amazônia, contemplando 24 municípios em oito estados e três Regiões Administrativas do Distrito Federal, totalizando 81 entrevistas. Foram selecionados 14 programas de fitoterapia segundo os critérios: (i) programas representativos, com visibilidade e referência, dos distintos modelos de produção e dispensação de plantas medicinais e fitoterápicos; (ii) programas em município de grande porte (capital ou região metropolitana); (iii) programas em município de pequeno porte (ou conjunto de pequenos municípios associados) que apresentassem programas. Verificamos duas fases na difusão desse subsistema no SUS: uma anterior à Política Nacional, na qual os programas eram mais permeados pelas sistematicidades populares; e uma segunda fase pós Política Nacional, apresentando crescimento acentuado no número de programas, mas com tendência ao predomínio do binômio biomedicina / complexo médico-industrial. Difusão marcada por relações de conflito e cooperação entre o poder de arrasto do macrossistema e as sistematicidades populares. Verificamos que o macrossistema de saúde brasileiro é a um só tempo centralizado e descentralizado, produto e produtor de situações geográficas que condicionam e são condicionadas pelos programas de fitoterapia, diferentes combinações entre: movimentos de circulação e de impulsos globais na valorização da fitoterapia (verticalidades); e forças das iconografias regionais de usos populares (horizontalidades). Defendemos a tese da existência de um macrossistema de saúde no território brasileiro cuja principal força estruturante é o SUS, por cumprir os requisitos de um macrossistema: integra ampla e diversa base material e organiza e gerencia a distribuição dos fluxos dessa base. Além desses atributos identificamos outros dois que o torna um macrossistema específico e distinto: (i) grande sensibilidade às especificidades dos lugares; e (ii) centralização e descentralização política e técnica das ações e serviços

Abstract: Since a long time ago, medicinal herbs have been used in Brazil, coming from indigenous, African and European practices, which are the matrix of popular medicine in Brazil. In the second half of the twentieth century, there is a global appreciation movement of new uses for medicinal herbs that contributed to the diffusion of traditional, complementary and alternative medicine, among them, phytotherapy, in Brazil in the 1980s. In the 1990s, after the creation of the Unified Health System (SUS), the number of municipal programs of phytotherapy increases, which has been intensified since 2006, dude to the National Policy of Medicinal Herbs. How does the territory determinate the existence of phytotherapy programs in SUS? In which manner the SUS integrates the several practices and health subsystems, among them, phytotherapy? We intend to analyze how the territory in use determine the existence of the phytotherapy subsystem in the SUS and how it promotes a major technical synergy (local knowledge and universal knowledge) and policy (strategy and actors) in the production, circulation, distribution and dispensation of medicinal herbs by the SUS, under the perspective of the critical geography. The research involves: bibliographic, conceptual and thematic revision; document analysis; primary and secondary research; fieldwork with semi-structures interviews conducted in Concentrated Region, Central -West, Northeast; and Amazon Region, contemplating 24 municipalities in eight states and three administrative divisions of Federal District, totalizing 81 interviews. A number of 14 phytotherapy programs were selected under the following criteria: representative programs, with visibility and reference, of the different modes of production and dispensation of medicinal herbs; programs in large municipalities (capital and metropolitan area); and small municipalities (or associated small cities) with their own programs. We managed to identify two phases on the diffusion of phytorerapy subsystem in SUS: one that preceded the National Policy, in which the programs were permeated by the popular systematic; and a second phase that became after the National Policy, whit a more accentuated growth on the number of the programs, which tended to have the prevalence of the binomial biomedicine / medical-industrial complex. Diffusion marked by conflicted relations and cooperation between the drag power of large technological system and the popular systematic. We verified also that the Brazilian health large technological system is at the same time centralized and decentralized, product and producer of geographic situations which restricts and are restricted by the phytotherapy programs, different combinations between: circulation movements and global impulse in appreciation of the phytotherapy (verticality); and forces of the regional iconographies of popular uses (horizontality). We defend there is a health large technological system in Brazilian, in which the main structural strength is the SUS, as it meets the requirements of a large technological system: integrates a wide and diversified material bases and organizes and manages the distribution of the fluxes of such base. Beyond these attributes, we identified two other which turn it into a specific and distinct: great awareness to the specificity of the places; political and technical centralization and decentralization of actions and services
Subject: Sistema Único de Saúde (Brasil)
Território nacional
Políticas públicas
Plantas medicinais
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2015
Appears in Collections:IG - Tese e Dissertação

Files in This Item:
File SizeFormat 
Ribeiro_LuisHenriqueLeandro_D.pdf8.58 MBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.