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Type: TESE
Title: Controle estrutural da mineralização aurifera na mina de Cuiaba, setor noroeste do Greenstone Belt, Rio das Velhas, Quadrilatero Ferrifero, MG
Title Alternative: Structural control of the gold mineralization at the Cuiaba mine, northwestern sector of the Rio das Velhas Greenstone Belt, Quadrilatero Ferrifero, MG
Author: Toledo, Catarina Laboure Benfica
Advisor: Schrank, Alfonso, 1951-
Abstract: Resumo
Resumo: A Mina de Cuiabá localiza-se na porção norte do Quadrilátero Ferrífero e está inserida em uma seqüência de rochas Arqueanas que compõem a base do greenstone belt Rio das Velhas. Esta pesquisa foi dedicada ao estudo detalhado, em escala 1:100, das estruturas tectônicas existentes neste depósito e tem como objetivo central apresentar a análise estrutural qualitativa destas estruturas e suas relações com os corpos mineralizados. A sucessão litológica presente na mina é caracterizada por dois conjuntos distintos: (i) um conjunto basal constituído por derrames basálticos sub-aquáticos, com intercalações de filitos carbonosos e uma camada de formação ferrífera bandada e (ii) no topo, um conjunto essencialmente sedimentar caracterizado pela altemância de metapelitos carbonosos e metagrauvacas, compondo uma típica seqüência turbidítica. A deformação atuante na área teve caráter heterogêneo, não-coaxial e progressivo, tendo sido processada em diferentes níveis crustais e em três fases de deformação sucessivas. As estruturas pertencentes às fase DI e Dz desenvolveram-se em regime crustal dúctil a dúctil rúptil, sob atuação de esforços compressivos orientados na direção SE/NW. Estas duas fases mostram uma evolução coaxial e progressiva, com transporte tectônico orientado de SE para NW. As estruturas pertencentes à fase D3 formaram-se em regime predominantemente rúptil-dúctil e refletem a atuação de esforços compressivos, orientados na direção E/W. A estruturação geral do depósito é condicionada por uma grande dobra anticlinal (Fz), com flanco norte invertido, delineada pelo dobramento do acamamento primário. Esta dobra apresenta geometria tubular, com fechamento apical apontando para noroeste e eixo inclinado cerca de 30° para sudeste. A mineralização aurífera está hospedada nas porções sulfetadas da camada de formação ferrífera bandada. O ouro ocorre incluso na pirita, que constitui o sulfeto mais abundante dentro dos corpos mineralizados. Estes corpos são concordantes com o acamamento primário e têm sua geometria controlada por falhas de empurrões e direcionais, desenvolvidas nos estágios avançados da fase Dz. A dimensão maior dos corpos sulfetados é paralela à lineação de estiramento Lez e ao eixo da dobra tubular que controla a estruturação geral da mina. As estruturas e texturas observadas nos corpos mineralizados revelaram que a existência da mineralização aurífera está relacionada em grande parte à processos epigenéticos, os quais implicam na sulfetação da formação ferrífera bandada adjacente à fraturas e/ou veios quartzo-carbonáticos. Neste contexto, duas gerações de sulfetos foram identificadas: (O a primeira, pré a cedo DI. está relacionada à sistemas de fraturamento hidráulico, que além de facilitar o acesso de fluidos à formação ferrífera bandada também funcionaram como sítios para deposição de sulfetos e ouro; (ii) a segunda geração, sin Dz, está relacionada a remobilização local da mineralização, que promoveu a concentração de sulfetos nas chameiras de dobras mesoscópicas Fz ou em faixas paralelas a Sz

Abstract: The Cuiabá Mine is located in the northem portion ofthe Quadrilátero Ferrífero, within a sequence of Archean rocks forrning the base of the Rio das Velhas greenstone belt. This research focused on geological mapping at a scale of l:100 and detailed studies of the tectonic structures observed in the Cuiabá Mine. Its main objective is to present the results of a qualitative structural analysis and its relationship to the ore bodies. The lithological sequence exposed at the mine is characterized by two distinct groups: (i) a basal group comprising sub-aquatic basaltic flows with carbonaceous phyllites and one intercalated layer of banded iron formation and; (ii) an essentially sedimentary group of rocks at the top, characterized by the altemation of carbonaceous pelites and graywackes, composing a typical turbiditic sequence. The deformation has a heterogeneous, non-coaxial and progressive character and occurred at different crustal levels, during three phases of successive deformation. The structures belonging to the DI and Dz phases have developed in a ductile to ductile-brittle crustal regime, under compressive stress oriented in the SE- NW direction. Both phases show a coaxial and progressive evolution with tectonic transport from SE to the NW. D3 structures were formed in a predominantly brittle-ductile regime and reflect the action of compressive stresses oriented in the E- W direction. The structural framework of the deposit is controlled by a large anticline (Fz), with an overtumed northem limb, outlined by the folding of the primary bedding. This fold presents a tubular geometry with the apex closure pointing to the northwest direction and axis inclined at about 30° to the southeast. The gold mineralization is hosted by the sulphidic zones in the banded iron forrnation layer. The gold is included in the pyrite crystals, which constitutes the most abundant sulphide in the ore bodies. These bodies are concordants to the primary bedding and their geometry is controlled by thrust and strike-slip faults developed during late stages of the Dz phase. The orientation of the sulphidic bodies is parallel to the stretching lineation Lez and to the axis of the tubular fold which control the structural framework of the deposit. Observation of the ore textures and structures revealed that the gold mineralization is mainly related to epigenetic processes, which include sulphidation of the banded iron formation around fractures and/or quartz-carbonate veins. In this context, two generation of sulphides could be established: (i) the first generation, pre- to early-DJ, is related to hydraulic fracturing systems, which created permeability to the access to the fluid, reaction with the banded iron formation, and deposition of gold and sulphides; (ii) the second generation, sin-Dz, is related to local remobilization of the mineralization, promoting sulphide concentrations in the hinge zones of mesoscopic folds (Fz)
Subject: Ouro
Quadrilatero Ferrifero (MG)
Geologia estrutural
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 1997
Appears in Collections:IG - Dissertação e Tese

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