Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/287144
Type: DISSERTAÇÃO
Degree Level: Mestrado
Title: A evolução do espaço geografico campineiro e como as sociedades pensaram a cidade : dominação e segregação socioepacial
Author: Mira, Fernanda Cristina Festa
Advisor: Santos, Regina Célia Bega dos, 1948-
Abstract: Resumo: Levantar alguns aspectos da evolução do espaço geográfico de Campinas e como as sociedades pensaram a cidade em suas épocas. No século XVIII o urbano no Brasil foi pensado por agentes externos, ou seja pela metrópole. 0 desejo de criar vilas e cidades foi motivado pefa necessidade da Coroa portuguesa em assegurar a ocupação do território e desenvolver a economia de exportação colonial. Para tal empreendimento instalou-se mecanismos de dominação e controle sobre a população, especialmente na capitania paulista. E, justamente neste contexto, foi fundada Campinas, onde a formação urbana precária e as dificuldades do meio suplantavam as diferenças sociais. Entretanto, com o desenvolvimento da agricultura da cana-de-açúcar uma pequena elite locai começou a se destacar, diferenciando-se dos demais habitantes. Posteriormente o açúcar deu lugar ao cultivo do café. Já em meados do século XIX, o excedente de capital gerado pela agricultura cafeeicultora produz uma elite mais refinada que marcou sua presença na cidade através de obras de melhoramentos urbanos. Mais para o final do século, com Abolição e a Proclamação da República, consolida-se uma elite nacional que se incumbiu de construir um projeto de nação. Projeto este que manteve o grupo negro à margem da participação na sociedade. Os reflexos disso podem ser sentidos na cidade contemporânea, onde os negros, em sua maioria, e pobres aparecem como cidadãos de segunda classe. Reféns de uma segregação sócioespacia. Vivenciando o espaço da cidade de maneira parcial e fragmentada

Abstract: To survey some aspects of the geographic evolution of Campinas and how it's societies thought "the city" in their times. In the 18th century the urban Brazil was thought about only by external agents, i.e. the metropolis. The desire to found towns and cities was motivated only by the need of the Portuguese crown to guarantee the occupation of a vast territory and to develop the typical colonial exploration economy. To do so the Portuguese maintained tight control over the people, especially in the São Paulo "capitania'". And it was precisely in this context that Campinas was founded, where the precarious urban population and a rough territory overstated the social differences. However with the development of the sugar cane agriculture a small local elite began to outstand. In due time sugar cane gave way to me coffee plantations and by the mid 19th century the success of the coffee had produced a more refined elite which began to mark its presence by investing in improvements for their city. Later towards the end of the 19th century with the end of slavery and the proclamation of independence a national elite was consolidated which now had to undertake the task of making a nation A project which had little space for a recent black society. The consequences of this can still be seen in contemporary cities where the majority of the black society and the poor show up as second class citizens: hostages of a social-territorial segregation creating a partial and fragmented city
Subject: Geografia humana
Espaço geografico - Campinas (SP)
Percepção espacial
Territorialidade humana
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2006
Appears in Collections:IG - Tese e Dissertação

Files in This Item:
File SizeFormat 
Mira_FernandaCristinaFesta_M.pdf2.18 MBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.