Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/282074
Type: TESE
Title: As teorias da cultura em Georg Simmel = textos de 1889-1911
Title Alternative: Georg Simmel¿s theories of culture : texts form 1889-1911
Author: Pasti, Henrique Buonani, 1985-
Advisor: Ranieri, Jesus José, 1965-
Abstract: Resumo: O tema do presente estudo é a teoria da cultura, tal qual formulada pelo filósofo e sociólogo alemão Georg Simmel (1858-1918) em diferentes momentos de sua produção teórica. O estudo toma por objeto um determinado recorte bibliográfico em meio à obra do autor, composto de textos que vão de 1889 a 1911, fundado no entendimento de que essas várias versões dadas por Simmel à teoria da cultura podem ser melhor compreendidas separadas em três momentos: (1) Nas primeira formulações que abordaremos a cultura não é a temática central, mas aparece subordinada à discussão sobre o papel do dinheiro na modernidade. Tal debate parte de uma discussão do papel dos meios - o dinheiro é o meio por excelência, na medida em que funciona como mediador universal para a obtenção dos mais variados fins - mobilizados em vista de fins mais complexos; a cultura aparece aí tematizada como resultado do aprofundamento dessa séries teleológicas. (2) Num segundo momento, Simmel fala em duas esferas da cultura: aquela objetiva, composta pelas variadas obras engendradas pela alma, que nelas se exterioriza, perdendo sua mobilidade em favor de uma existência objetiva e perene; e a subjetiva, a própria alma singular, que se exterioriza em formações objetivas para posteriormente tentar ressubjetivá-las. Esse processo de cultivo, que envolve a objetivação e a ressubjetivação das formas exteriorizadas porque a alma carece de meios, encontrar-se-ia ameaçado na modernidade, em vista da desproporção entre ambas as esferas (a esfera objetiva obtendo prevalência sobre a subjetiva), devido, fundamentalmente, ao que Simmel identiVca como processo de "objetificação dos conteúdos da cultura." (3) Finalmente, Simmel desenvolve mais profundamente essa separação entre as duas esferas da cultura, que passa a ser considerada como um relacionamento "trágico", em vista de que surgem do interior do próprio processo de cultivo as forças que levam à sua destruição: a própria necessidade da vida contida na alma exteriorizar-se em formações objetivas leva ao acirramento dessa cisão, uma vez que as formas que ela engendra acabam por defrontá-la como coisas estranhas. Essa nova fórmula, que vê no processo de cultivo mesmo seus "germes destrutivos" (que pode ser considerada uma tragédia "imanente") não substitui o diagnóstico anteriormente desenvolvido, que observa um acirramento dessa separação como consequência da modernidade e que tem por causas fundamentais o predomínio de uma economia monetizada, o aprofundamento da divisão do trabalho e o consequente recrudescimento da racionalidade calculista

Abstract: The present study addresses the issue of the theory of culture as it was developed by the german philosopher and sociologist Georg Simmel (1858-1918) in different moments of his work. It takes as object a given bibliographic frame in the author's work, compound of texts from 1889 to 1911, and departing from the viewpoint that these various versions given by Simmel to the theory of culture can be better understood if separated in three moments: (1) The first formulations do not deal immediately with culture, but the latter is discussed secondarily to the issue concerning the role of money in modernity. Such debate departs from a discussion on the role of means, which are mobilized in the pursue for more complex ends - money is the perfect medium insofar it works as an universal mediator towards the achievement of the more diverse ends -; thus, culture is here adressed as a result of such deepening of teleological chains. (2) In a second moment, Simmel speaks of two spheres of culture: the objective one, compounded by the various works of the human soul, which exteriorizes itself in them by losing its character of constant mobility in exchange of a still and timeless existence; and the subjetive one, the very individual human soul which exteriorizes itself in objects which by its turn it tries later to reinsert in its own realm. Such a cultivation process involving the objectivation and re-subjectivation of the exteriorized forms is menaced in modernity, given the actual disproportion between boths spheres (with the prevalence of the objective culture over the subjective one) which is indebted by Simmel to the "objectification of the contents of culture." (3) Finally, Simmel develops this idea of the separation between the spheres of culture in the sense of a tragic relationship, once he perceives the emergence of the forces that lead to the destruction of subjetive culture within itself: the very need of life, which remains contained within the singular soul, to externalize itself into objective forms would lead to the intensification of such split, since the forms that life develops end up facing it as strange things. This new formula that sees within the very cultivation process its own "destructive germs" (one that might be considered an "immanent" tragedy) does not abandon the diagnosis developed earlier, which perceives such deepening as a consequence of modernity, having as main causes the prevalence of a money economy, the deepening of the division of labor and the consequent recrudescence of the calculative rationality
Subject: Simmel, Georg, 1858-1918
Cultura
Alienação (Filosofia)
Sociologia
Filosofia alemã
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2012
Appears in Collections:IFCH - Tese e Dissertação

Files in This Item:
File SizeFormat 
Pasti_HenriqueBuonani_M.pdf2.53 MBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.