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dc.contributor.CRUESPUNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINASpt_BR
dc.descriptionOrientador: Robin Michael Wrightpt_BR
dc.descriptionTese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciencias Humanaspt_BR
dc.format.extent398 p. : il.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.typeTESEpt_BR
dc.titleRomhõsi'wai hawi rowa'õno re ihoimana mono : a criação do mundo segundo os velhos narradores Xavantept_BR
dc.contributor.authorShaker, Arthur, 1948-pt_BR
dc.contributor.advisorWright, Robin Michel, 1950-pt_BR
dc.contributor.institutionUniversidade Estadual de Campinas. Instituto de Filosofia e Ciências Humanaspt_BR
dc.contributor.nameofprogramPrograma de Pós-Graduação em Ciências Sociaispt_BR
dc.subjectÍndios da América do Sul - Religião e mitologiapt_BR
dc.subjectMetafísicapt_BR
dc.subjectCosmologiapt_BR
dc.subjectÍndios Xavantept_BR
dc.subjectTradição (Filosofia)pt_BR
dc.subjectEspiritualidadept_BR
dc.subjectReligiõespt_BR
dc.subjectAntropologia filosóficapt_BR
dc.subjectEtnologiapt_BR
dc.subjectHumanidadept_BR
dc.subjectXamanismopt_BR
dc.description.abstractResumo: Apresentarei neste trabalho os frutos da pesquisa sobre os princípios fundantes da cosmogonia do povo Xavante, que desenvolvi junto aos velhos narradores e seus tradutores. Pretendo mostrar que o princípio maior da criação do mundo Xavante é o princípio da transformação, através do qual os criadores fazem vir à existência os entes e ritos que constituirão a tradição dos Xavante. Para isto, os criadores têm o poder romhõ, por isso são referidos como os romhõsi'wa, aqueles que detêm o poder romhõ. A cosmogonia Xavante narra exatamente como através desse poder romhõ, os romhõsi'wa atuam: eles transformam-se a si mesmos na lua, no sol, nos animais e vegetais necessários à vida dos Xavante. Procurarei mostrar que eles fazem isto porque possuem os princípios de manifestação de certas possibilidades cósmicas, que estão contidas em sua natureza ontológica. Esta qualidade ontológica lhes confere o poder de se transformarem em múltiplos seres manifestando-os em suas formas específicas. Os seres míticos conjugam em sua natureza própria uma dupla natureza, de ser e devir, pois manifestamos seres fenomênicos a partir de si mesmos, e no caso de certos criadores especiais, sem perderem sua natureza original. Os romhãsi'wa possuem um saber prévio do quê eles têm que fazer para criar o mundo, e é este saber rowa'õno que os orientará, e cada um deles fará o que tem de ser feito. o poder de se transformarem nos seres advém desta qualidade ontológica que permite aos seres primordiais abrir as formas que estão contidas em princípio em sua natureza ontológica. Estes seres primordiais se manifestam no mundo como seres humanos, mas carregam em si a possibilidade de se transformarem nos múltiplos seres, que passam a existir como tais, e no caso de alguns seres primordiais, eles retomam à sua forma humana. Isto nos levará a examinar a fundamental questão da forma humana. O quê exatamente isso significaria na cosmogonia Xavante, e como isto se liga à natureza ontológica dos seres primordiais, o que nos conduzirá a abrir um horizonte mais amplo sobre o tema da humanidade. Acompanhando o modo de atuação dos criadores romhõsi'wa, procurarei trazer uma contribuição para a questão do transformismo, repensando qual sua real distinção com o criacionismo. Orientado pelos velhos e seus tradutores, escolhi do vasto corpo dos relatos cosmogônicos dez mitos centrais com os quais trabalharemos na etapa desta tese. Desses dez mitos, um deles (o Tempo da Escuridão) engloba dois mitos (a Criação da Luae do Sol, e a História do Céu), mas que são relatados dentro de um mesmo contexto narrativo, de modo que de fato temos onze grandes relatos. Penso que eles permitirão uma visão valiosa da cosmogonia Xavante, e sua contribuição para a compreensão de outras cosmologias indígenas. Espero poder, num próximo trabalho, ampliar a visão da cosmologia Xavante com os demais mitospt
dc.description.abstractAbstract: In this work, I shall present the results of research on the founding principles of the cosmogony of the Xavante people that I have developed with elder narrators and their translators. I intend to show that the major principie of creation of the Xavante world is transformation through which the creators bring into being the entities and ritual that constitute Xavante tradition. To do this, the creators have the power of romhõ and are referred to as romhõsi'wa, those who have power romhõ. Xavante cosmogony narrates exactly how, through this power, the romhõsi'wa act: they transform themselves into the moon, the sun, the animals and plants necessary for the life of the Xavante. I shall seek to show that they do this because they possess the principles of manifestation of certain cosmic possibilities that are contained in their ontological nature. This ontological quality confers to them the power to transform themselves into multiple beings manifesting themselves in their specific forms. The mythical beings conjugate in their very nature a double capacity to be and to become, for they manifest their phenomenal beings deriving from their very nature or essence. In the case of specific creators, they do this without losing their original nature. The romhõsi'wa possess a pre-science of what it is they have to do in order to create the world, and it is this knowing rowa'õno that will guide them, and each one of them will do what has to be done. The power of transforming themselves into beings derives from this ontological quality that allows the primordial beings to open the forms that are contained in principie in their ontological nature. These primordial beings are manifest in the world as human beings but contain within themselves the potential of transforming into multipIe beings that come into existence as such and, in the case of severa! primordial beings, they then retum to their human form. This leads us to examine the fundamental question of human form. What exactly does this mean in Xavante cosmogony, and how is it connected to the nature of the primordial beings, which Ieads us to examine more broadly the theme of humanity. By accompanying the modes in which the romhõsi'wa creators act, I hope to make a contribution to the question of transformationism, rethinking what its real difference is with creatiotúsm. Guided by the Xavante elders and their translators, I have chosen from the vast corpus of cosmogonic stories, ten key myths with which I will work in this thesis. Of these ten myths, one of them (The Time of Darkness) actually contains two myths (the creation of the Moon and the Sun, and the story of the Sky) but which are told in the same narrative context, such that in fact we have eleven myths. These provide us with a valuable view of Xavante cosmogony and contribute to the understanding of other indigenous cosmologies. I hope to be able, in a future work, to expand the view of Xavante cosmology by considering other mythsen
dc.publisher[s.n.]pt_BR
dc.date.issued2002pt_BR
dc.identifier.citationSHAKER, Arthur. Romhõsi'wai hawi rowa'õno re ihoimana mono: a criação do mundo segundo os velhos narradores Xavante. 2002. 398 p. Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciencias Humanas, Campinas, SP. Disponível em: <http://www.repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/280926>. Acesso em: 2 ago. 2018.pt_BR
dc.description.degreelevelDoutoradopt_BR
dc.description.degreenameDoutor em Ciências Sociaispt_BR
dc.contributor.committeepersonalnameJunqueira, Carmen Sylvia de Alvarengapt_BR
dc.contributor.committeepersonalnameSouza Netto, Francisco Benjamin dept_BR
dc.contributor.committeepersonalnameSamain, Etienne G.pt_BR
dc.contributor.committeepersonalnameBrandão, Carlos Rodriguespt_BR
dc.date.defense2002-11-12T00:00:00Zpt_BR
dc.date.available2018-08-02T16:27:11Z-
dc.date.accessioned2018-08-02T16:27:11Z-
dc.description.provenanceMade available in DSpace on 2018-08-02T16:27:11Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Shaker_Arthur_D.pdf: 32976264 bytes, checksum: e607c58766671efafcbaf8b362c6c86c (MD5) Previous issue date: 2002en
dc.identifier.urihttp://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/280926-
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