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Type: TESE
Title: O MST no fio da navalha : dilemas, desafios e potencialidades da luta de classes
Title Alternative: The Landless Workers' Movement (MST) on a knife edge : dilemmas, challenges and potentials for the class struggle
Author: Hilsenbeck Filho, Alexander Maximilian, 1980-
Advisor: Loureiro, Isabel Maria, 1953-
Abstract: Resumo: O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) - formado no processo de redemocratização nacional, junto com outras organizações como o PT e a CUT - constituiu-se ao longo de três décadas no principal movimento social do país, e num dos mais relevantes do mundo, sendo referência anticapitalista e de resistência às políticas neoliberais na década de 1990. Nesse processo, o MST conseguiu se reinventar e equilibrar a dimensão pragmática visando à solução dos problemas cotidianos de sua base com o objetivo de uma sociedade livre e igualitária, alicerçado numa prática de ação direta e de negociação. Contudo, com a chegada do PT ao governo federal e numa conjuntura de crescimento econômico, diminuição da desigualdade social e queda no desemprego, em que as políticas participativas (públicas e privadas) ganham capilaridades nos mais distintos setores da esquerda, como tem se caracterizado a luta do MST, e que tendências se podem observar? Diante de parcerias com empresas capitalistas transnacionais, gestão de recursos governamentais e dificuldade crescente em fazer ocupações e conquistar novos assentamentos, constata-se que essa situação não pode ser compreendida apenas como resultado de alianças e composições de classes numa frente governista. Não sendo a realidade uma figura monocromática, a análise das contradições do MST nos permite desvelar mecanismos próprios do capitalismo visando à assimilação das lutas sociais. A partir da análise da literatura existente (nos meios acadêmicos, militantes e empresariais), de pesquisas de campo e entrevistas, procuramos identificar alguns desafios enfrentados pelo MST na última década, desafios que colocam impasses não apenas ao Movimento Sem Terra, mas que são, em grande medida, generalizáveis para o conjunto das forças antissistêmicas

Abstract: The Landless Workers' Movement (MST) - formed in the process of national re-democratization in Brazil together with other organizations like PT and CUT - became in the course of three decades the country's main social movement and one of the most important in the world, as an example of an anti-capitalist movement opposed to neoliberal policies in the 1990s. In this process, MST has managed to reinvent itself and to balance its pragmatic dimension aimed at solving the everyday problems of its base with the goal of a free and equalitarian society, founded on the practice of direct action and negotiation. However, with PT's arrival at the federal government and in a context of economic growth, reduction of social inequality and declining unemployment, when participatory policies (public and private) gain currency in the most diverse sectors of the left, what characterizes MST's struggle, and what tendencies can be observed? Considering MST's partnerships with transnational corporations, the management of government resources and increasing difficulty in making occupations and conquering new settlements, one concludes that this situation cannot be understood simply as a result of alliances and class compositions in a government coalition. Insofar as reality is not monochromatic, the analysis of MST's contradictions allows us to unveil capitalism's own mechanisms aimed at the assimilation of social struggles. From the analysis of the current (academic, activist and corporate) literature, of field researches and interviews, we sought to identify some of the challenges faced by MST in the last decade, that present dilemmas not only for that movement, but in general for all anti-systemic forces
Subject: Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra
Movimentos sociais
Capitalismo
Políticas públicas
Conflito social
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2013
Appears in Collections:IFCH - Tese e Dissertação

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