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Type: DISSERTAÇÃO
Degree Level: Mestrado
Title: Sade = o filósofo e o imaginário
Title Alternative: Sade : the philosopher and the imaginary
Author: Joaquim, Ana Cristina
Advisor: Monzani, Luiz Roberto, 1946-
Abstract: Resumo: A problemática discursiva na qual se insere a obra de Donatien Alphonse François de Sade (Marquês de Sade: 1740-1814) é considerada mediante os aspectos filosóficos e literários dos quais se compõem os seus textos. Levando em conta o romance filosófico enquanto gênero frequentemente praticado entre diversos autores do século XVIII francês que, como Voltaire, Diderot e Rousseau - para citar os mais expressivos - almejavam o largo alcance de suas idéias mediante a popularização da filosofia, pretende-se complexificar esse intento em Sade. Uma vez que no caso do Marquês existe a dificuldade ou impossibilidade de transposição do seu pensamento para o campo da política e da moral (dada a precedência do prazer em detrimento de uma convivência pacífica, e até mesmo em detrimento da vida - valores caros a qualquer comunidade política), considera-se de grande importância o caráter fictício de seus escritos: de acordo com o ponto de vista proporcionado pela ficção, descortina-se uma nova leitura de proposta política e moral em sua obra. Para tanto, tomam-se emprestadas algumas noções da hermenêutica Ricoeuriana, entre elas, a idéia de uma 'ontologia da obra de arte'; a noção de fictício de Wolfagang Iser; e as noções de verdade e interpretação de Luigi Pareyson; diretrizes que desembocam numa idéia de ficção tanto como ação política, quanto como forma de conhecimento. Pensar a obra sadiana mediante os artifícios ficcionais possibilita, assim, uma redimensionalização da sua filosofia. Os textos de Sade mais frequentemente utilizados para o propósito foram Nota sobre romances e Os 120 dias de Sodoma, além dos circunstancialmente evocados: A filosofia na alcova, Histoire de Juliette, Diálogo entre um padre e um Moribundo e Os infortúnios da virtude

Abstract: The problematic discoursive in which falls the work of Donatien Alphonse François de Sade (Marquis de Sade: 1740-1814) is regarded by the literary and philosophical aspects of which are composed his texts. Taking into account the philosophical novel as a genre often practiced among many authors of the french eighteenth century who, like Voltaire, Diderot and Rousseau - to name the most significant - longed for the wide reach of their ideas through the popularization of philosophy, it is necessary to problematize this intent on Sade. Since in the case of the Marquis there is the difficulty or impossibility of transposing their thinking to the field of politics and morality (as since he gives precedence over the pleasure of a peaceful coexistance, and even at the expense of life - values appreciated to any political community), it is very important the fictitious character of his writings, according to the view afforded by fiction, opens up a new reading of politics and moral proposal of his work. For that, it is necessary to take some borrowed notions of Ricoeur's hermeneutics, among them, the idea of an 'ontology of the artwork', the notion of fictitious of Wolfagang Iser, and the notions of truth and interpretation of Luigi Pareyson; guidelines that lead an idea of fiction as much as political action, and as a form of knowledge. To think Sade's work through the fictional devices enables thus a re-reading of his philosophy. Sade's texts most often used for the purpose of note were the An Essay on Novels and The 120 Days of Sodom, in addition to the evoked eventually: Philosophy in the Bedroom, Histoire de Juliette, Dialogue between a Priest and a Dying Man and The Misfortunes of the Virtue
Subject: Sade, marquis de, 1740-1814
Literatura
Filosofia
Hermenêutica
Erotismo
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2011
Appears in Collections:IFCH - Tese e Dissertação

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