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Type: TESE
Title: Tempo e temporalidade na lingua
Author: Coroa, Maria Luiza Monteiro Sales
Advisor: Ilari, Rodolfo, 1943-
Abstract: Resumo: Admite-se que o tempo como categoria - a temparalidade - é sistematizado por diversos mecanismos lingüísticos em língua portuguesa. No entanto, privilegiam-se aqui os tempos verbais por se considerar que neles a temparalidade aparece mais nítida e claramente. Apesar de o tempo se manifestar, por suas conseqüências, no mundo das experiências pessoais do ser humano, a temparalidade não é um objeto que se oferece à observação direta; sua análise vai, portanto, para além da limitação dos nossos sentidos, para o campo da dedução. É, por isso, segundo a Teoria da Relatividade Especial (TRE), definida, e não identificada. Seguindo a tradição de REICHENBACH para a interpretação dos tempos em língua natural, recorre-se, para essa definição, a três construtos: momento da fala, momento do evento e momento da referência, que tratamos como intervalos. Discutindo os pressupostos da TRE, que deram origem à proposta de REICHENBACH, chega-se a um paradigma de definições temporais que se baseia em relações não-lineares de tempo. Embora tal paradigma não tenha completa gramaticalização no português, as formas verbais que o realizam são semanticamente inequívocas. Além disso, revelam-se, tais definições, consistentes com a análise da temporalidade construída textualmente. Por isso, considerando que o ato comunicativo se dá por unidades maiores que a sentença, categorias textuais como a coesão e a coerência, também expressam um desenho temporal compatível com as definições semântico-gramaticais. Mostram, além disso, que as diferentes maneiras em que se articulam as relações temporais em um texto também podem servir de critério para uma tipologia textual

Abstract: It is assumed in this paper that time as a category - called here temporality - can be expressed by a wide range of linguistic expressions, but as a methodological reduction, our approach selects verbal tenses of the indicative mode as the most obvious and clear representatives of temporality in Portuguese. Therefore, we focus on them, defining tense as a grammaticalized expression of location in time. Although consequences of time can be seen through human experience, temporality is no object that offers itself to direct observation. That's the reazon why, according to the Special Theory of Relativity (STR), it should be defined, not identified. Following REICHENBACH's model for the interpretation of tenses in natural language, three theoretical constructs are used in tense definition: point of speech, point of event, point of reference. Keeping to traditional nomenclature en Portuguese, we call them moments. As REICHENBACH took from the STR the foundations for his model, a discussion about what is understood by point of reference, or observer, in, EINSTEIN's theory, provides a conception of time that is not linear, as our tradition has methaphorically shown use Upon a non-linear conception of time a paradigm for the definitions of tenses can be built. And these definitions turn out to be consistent with textual interpretations for temporality. Considering that communication is always realized by units larger than words or sentences, also textual categories - such as cohesion and coherence - take temporality as part of a textual network and reveal that the different designs tenses compose in a text are systematic; they can even be used as criteria in a typology
Subject: Espaço e tempo
Lingua portuguesa - Tempo verbal
Linguística
Gramática
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 1998
Appears in Collections:IEL - Dissertação e Tese

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