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Type: TESE
Title: Não é fácil ter um corpo - o estrangeiro : um percurso do imaginário especular à topologia
Title Alternative: It is not easy to have a body - the stranger : from the specular imaginary to topology
Author: Mello, Tânia Maron Vichi Freire de, 1967-
Advisor: Leite, Nina Virginia de Araújo, 1950-
Abstract: Resumo: A prática da psicanálise implica questões diversas para a teoria - diagnóstico, formalização da experiência psicanalítica e sua transmissão, entre outras -, que convocam a interlocução entre diferentes campos do saber - linguística, literatura, matemática, a topologia, e outras. O início do ensino de Lacan é marcado pela elaboração do registro do imaginário. Em o Estádio do Espelho, ele marca um momento lógico da constituição do sujeito, em que o infans reconhece como própria a sua imagem refletida. Tal imagem fixa-se em uma imago que poderá se constituir a matriz simbólica em que o eu (je) se precipita numa forma primordial, identificação alienante que que medeia sua percepção da realidade e sua relação com ela. Desde então, lida-se com um corpo visto, que é especular e outro, separado, que é experimentado. O objeto, por sua vez, a princípio, é igualmente concebido como especular. Essa noção é revista ao longo do ensino de Lacan, num percurso que vai do especular ao não especular. Em A angústia, esse desenvolvimento resulta na invenção do objeto a, não especular, também considerado, mais adiante, como pulsional e parcial. A topologia tem papel fundamental nessa passagem. O imaginário não especular liga-se ao real e ao simbólico. Em RSI, Lacan demonstra, com o nó borromeu, como a ligação entre registros se faz pela consistência destes. O nó é uma escrita que dá a medida comum entre os registros, ou elos. Se um se solta, soltam-se os demais. Pensar em termos de topologia permite-lhe avanços no conceito de inconsciente bem como a elaboração de nova possibilidade de leitura do signo linguístico de Saussure. Pela leitura da obra de Joyce com base na topologia, Lacan elabora o sinthoma, como quarto elo que amarra os anéis do nó de três formado por R, S e I, no mesmo local em que ocorre seu lapso. O lapso do nó é fundamental tanto para a teoria como para a prática psicanalítica. Pelo modo como se dá o desatamento e o reatamento do nó, pode-se caracterizar um sujeito como neurótico ou psicótico, por exemplo. Essas constatações implicam consequências importantes para a teoria e a prática psicanalíticas, principalmente nos casos em que a classificação entre neurose e psicose torna-se mais difícil, por exemplo, pela ausência de fenômenos elementares. Tal importância se evidencia na discussão de um caso clínico, em que se pode sustentar o desencadeamento parcial de uma psicose, mais especificamente, de uma esquizofrenia

Abstract: The practice of psychoanalysis brings many questions to the psychoanalytical theory, such as the formulation of diagnosis and formalization and transmission of the psychoanalytical experience. These questions demand a dialogue between different fields of knowledge, such as Linguistics, Literature, Mathematics and Topology, amongst others. The beginning of Lacan¿s teaching carries the marks of his developments of the imaginary order. In his fundamental writings about the mirror stage there is an articulation of the logical moment in the constitution of the subject. It is a moment when the infans recognizes the image reflected in the mirror as it¿s own. This image is fixed as an imago that can constitute the symbolic matrix in which the [je] will precipitate in a primary form, an alienating identification that will mediate the subject¿s perception and relation to the reality. From that moment on, a specular body exists. That body is separate from the body that is experienced. The object is conceived, also, at first, as specular. This notion of a specular object will change along the teaching of Lacan, in a course that goes from specular to nonspecular. In the seminar about anxiety this development resulted in the invention of the object petit a. This object is nonspecular and is also conceived as a drive object and a partial object. Topology has a key role in this turn of the object. The nonspecular Imaginary is linked to the orders of Symbolic and the Real. In the seminar RSI Lacan shows how, with the Borromean knot, the link between these orders occur through their consistencies. The knot is a form of writing. That can give a common measure between the orders, or the rings. If one ring gets loose, the others will also get loose. Thinking in terms of topology allowed Lacan to make advances in his conception of the Unconscious, as well as conceiving other possibilities to read Saussure¿s linguistic sign. Lacan read Joyce with topology and that made it possible for him to formulate the sinthome as a fourth ring that would tie the rings of Real, the Symbolic and the Imaginary, in the same place where the slip or lapsus occurred. The notion of the slip or lapsus of the knot thus becomes essential in psychoanalytical theory and practice, especially in cases that are more difficult to classify as neurotic or psychotic, for instance. The way in which the slip or lapsus and its repairing through unique solutions occurs can define a subject as psychotic or neurotic. The discussion of the case presented in this thesis, taking into account the slip of the knot can provide a different view, allowing to make a hypothesis of a partial onset of psychosis, more precisely, of schizophrenia
Subject: Psicanálise
Topologia
Sinthome
Esquizofrenia
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2014
Appears in Collections:IEL - Tese e Dissertação

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