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Type: TESE
Title: O interdito como fundador do discurso
Author: Tfouni, Fabio Elias Verdiani
Advisor: Leite, Nina Virginia de Araújo, 1950-
Leite, Nina Virginia A.
Abstract: Resumo: O objetivo deste trabalho é o de refletir sobre o interdito como fundador do discurso. Assim, o trabalho possui uma ligação com a questão do não dito em Pêcheux e com a Questão do silêncio em Orlandi. Iniciamos nossa investigação observando o transbordamento de sentido na lógica e na pragmática para chegar ao discurso. Observamos o transbordamento desde uma concepção lógica, onde analisamos casos como o entalhe e a pressuposição, até elementos causativos implícitos e a consideração do contexto. Daí o transbordamento passa para a questão do não dito tal como formulado na análise do discurso (AD). Argumentamos que é preciso que não se diga tudo para que algo seja possível de dizer. Assim, notamos que no conceito de enunciação Pêcheux se refere a que o dizer consiste em atualizar certos sentido e apagar outros. Se fosse possível o tudo dizer haveria uma tal transparência que não seria preciso dizer nada, de tão obvio que seria. Assim, em Pêcheux, um esquecimento radical, o número um , é o que funda a subjetividade na língua. Esse esquecimento é o que ocorre na metáfora paterna que é o elemento interditor. Essa metáfora surge como injunção ao dizer. Assim, como não pode haver transparência, é preciso que se diga algo, de modo que é impossível não ser falante. A metáfora paterna consiste numa substituição significante onde o "nome do pai" substitui o "desejo da mãe", de modo que o resultante dessa operação é o que afirma a tese do interdito, a saber, que a verdade do sujéito é que há recalque. Há a questão da diferença entre o impossível e o proibido. O proibido é o que não se pode dizer no nível do enunciável, e não poder dizer o que é dizível, assim o proibido é relativo a um saber consciente. Já o impossível é o que não se pode dizer num nível estrutural não depende de uma legislação e conceme um saber que é inconsciente e estrutural. o impedimento estrutural pode ser visto através de um modelo feito pela rede a~y(5. Quanto à questão do silêncio, concordamos com Orlandi, que o silêncio é condição necessária para haver dizer, mas não é condição suficiente, assim para nós o silêncio deixa de ser o fundador, o fundador é o interdito. Assim, é preciso haver não dito para haver dito: Esta é uma forma de falar do silêncio ou do não dito como constitutivo. Há o silêncio no nível do proibido e do impossível. Concluímos que a tese do interdito possui argumentos suficientes para ser levada em conta no estudo da linguagem

Abstract: This work aims at reflecting on interdiction as the founder of discourse. Therefore, the work is connected with the Question of the non-said in Pêcheux as well as with the Question of silence in Orlandi. We started out investigation by observing the overflow of meaning in logic and pragmatics in order to come to discourse. We observed the overflow from a logical conception, in which we analyzed cases such as entailment and assumption, up to implicit causative elements and context consideration. Overflow then becomes a question related to the non-said as formulated in Discourse Analysis (DA). We discuss that it is necessary not to say it all so that something can be possibly said. ln this way, we noticed that in the enunciation concept, Pêcheux refers to the fact that saying consists in updating certain meanings and erasing others. lf it were possible to say everything, such transparency would exist that it would be necessary to say nothing, since it would all be so obvious. Therefore, in Pêcheux, radical forgetfulness, the number one, is what founds subjectivity in language. Such forgetfulness is what occurs in paternal metaphor, which is the interdictory element. This metaphor appears as an injunction to saying. Thus, since transparency cannot exist, it is necessary to say something so that not being a sayer is impossible. Paternal metaphor consists in a significant substitution in which the "father's name" substitutes the "mother's desire" so that the resultant of such operation is what the interdiction thesis states, that is, it is in the subject's truth that castration lies. There is also the question concerning the difference between the impossible and the prohibited. The prohibited is what cannot be said in the level of the enunciable, and not being able to say what is sayable. Henceforth the prohibited is relative to a conscious knowledge. The impossible, in its turn, is what cannot be said in a structural level and does not depend on legislation. It concems knowledge that is unconscious and structural. The structural forbiddance can be seen through a model designed by the a~y8 chain. As to the question of silence, we agree with Orlandi that silence is the necessary condition for saying to take place, but it is not enough in itself. Thus, to us, silence is not the founder, but rather, interdiction is. In this way, the non-said must exist so that the said can take place: this is a way to say of silence or of the non-said as constitutive. Silence exists in the leyel of the prohibited as well as of the impossible. We have conc1uded that the interdiction thesis presents enough arguments to be taken into account in the study of language
Subject: Silêncio
Análise do discurso
Psicanálise
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 1998
Appears in Collections:IEL - Dissertação e Tese

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