Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/270753
Type: DISSERTAÇÃO
Degree Level: Mestrado
Title: Morte, alma, corpo e homem na poesia homerica
Title Alternative: Death, soul, body and man in Homeric poetry
Author: Auto, João Miguel Moreira, 1974-
Advisor: Oliveira, Flávio Ribeiro de, 1964-
Abstract: Resumo: O corpo humano (sôma) não é, em Homero, exatamente o mesmo que ¿corpo¿ tal como encontramo-lo em Platão ou em textos modernos, mas é sabido que lá ele é entendido como ¿cadáver¿. Da mesma forma, também a alma (psykhé) homérica não é exatamente um ¿sopro vital¿, como tem sido afirmado por alguns especialistas, mas é preciso compreendê-la em sua relação com a morte como um duplo fantasmático do defunto e, pois, como uma mímesis atenuada da vida (e não como um princípio vital propriamente dito). Assim, ela não é uma parte do ser humano como o thymós, o nóos ou as phrénes, mas uma cópia do homem como um todo. O objetivo desse trabalho é provar que é falsa a opinião de Snell segundo a qual a alma homérica não tem unidade. Com efeito, ele afirma que a alma como unidade de consciência do homem (da qual depende todo e qualquer ato responsável) surgiu concomitantemente à filosofia; entretanto, é mais fácil de acreditar que, pelo contrário, o método analítico dos filósofos leva a uma visão mais fragmentária do ser humano e de sua consciência. A ausência notável de palavras para designar o ¿corpo¿ stricto sensu, e o análogo excesso de palavras para ¿alma¿ (do qual resulta uma certa variedade de sutis diferenças de significado) não implicam em que não existisse, na épica grega, uma unidade de sentido para tais noções, uma vez que podemos admitir que elas se encontravam incluídas na noção simples de ¿homem¿ (ánthropos), a qual as açambarcava em uma só unidade. Esse é, por excelência, o objeto do gênero épico, isso é, os grandes e inesquecíveis guerreiros do passado - todos eles, naturalmente, homens. Eis, portanto, quem, justamente, foi Aquiles: um homem consciente de seu destino de morte (Moîra), responsável por seus atos e, nesse sentido, um herói

Abstract: The human body (sôma) in Homer is not exactly a ¿body¿ in the sense Plato or our modern texts give to this word; we know it means ¿corpse¿ rather than ¿body¿. In the same way, Homer¿s soul (psykhé) is not exactly a ¿breath of life¿ as some specialists have affirmed, but it must be considered in relation to death, like a spectral replica of the dead man, and so a weak imitation of life (not properly a principle of life). It is not a part of the human being like thymós, nóos, phrénes, etc, but an entire copy of him. The object of this work is to disprove Snell¿s opinion that the Homeric soul has no unity. Although Snell affirmed the soul as unity of human consciousness (on which depends any kind of responsible act) appeared at the time of Philosophic practices, it is easier to believe the philosopher¿s analytic method has conducted to a more fragmentary vision of the human being and his consciousness. The notable absence of words for ¿body¿, stricto sensu, and the analog excess of words for ¿soul¿ (with a variety of tenuous differences of sense) do not imply that there was no unity for such notions in the Greek epic. We can assume they were comprehended in the simple notion of ¿man¿ (ánthropos), which unified them. The actual object of the epic genre is the great and unbelievable warriors of the past and, of course, all were men. Achilles was nothing but this: a man aware of his mortal destiny (Moîra), responsible for his acts and thus a hero
Subject: Homero - Crítica e interpretação
Morte
Alma
Corpo
Homem
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2006
Appears in Collections:IEL - Tese e Dissertação

Files in This Item:
File SizeFormat 
Auto_JoaoMiguelMoreira_M.pdf1.09 MBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.