Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/270557
Type: TESE
Title: Idiossincrasias do processamento de pronomes plurais
Title Alternative: Idiosyncrasies of processing plural pronouns
Author: Godoy, Mahayana Cristina, 1985-
Advisor: Françozo, Edson, 1951-
Abstract: Resumo: Tradicionalmente, o estudo do processamento das expressões pronominais sempre partiu do pressuposto de que o processador, ao ser confrontado com um pronome, inicia uma busca imediata por um antecedente. Esse ponto de vista guiou boa parte dos vários estudos sobre pronomes singulares (e.g., Arnold et al., 2000; Sturt, 2003) e, também, os poucos estudos feitos sobre o processamento de pronomes plurais (e.g., Oakhill et al., 1992). Nesse trabalho, apresentamos casos de pronomes plurais não-anafóricos que desafiam essa visão incremental, como em "Alice gostava de comer carne, e eles faziam uma picanha suculenta na churrascaria do Leblon". Nesse caso, só é possível alcançar a referência do pronome plural ao final da sentença, quando se chega à expressão "churrascaria do Leblon". Esses casos nos levam a questionar (i) se pronomes plurais, assim como os singulares, se ligam imediatamente a um antecedente provido pelo contexto; (ii) se o processamento de pronomes plurais depende de um antecedente explícito ou inferível no contexto para que possa ocorrer sem custos cognitivos adicionais. Em um primeiro experimento de leitura feito por meio de rastreamento ocular, testamos com que rapidez pronomes plurais e singulares constroem uma relação correferencial com um antecedente explícito no contexto anterior. Os resultados indicam que pronomes singulares estabelecem uma relação imediata de correferência, e a revogação essa relação implica custo cognitivo comparativamente a contextos em que a correferência é mantida. Pronomes plurais, por outro lado, parecem não se ligar de imediato com seu suposto antecedente, o que faz com que situações de revogação de correferência não resultem em um custo adicional de processamento. Em um segundo experimento, testamos quão necessários são esses antecedentes para que pronomes plurais e singulares sejam lidos sem custo adicional. Pronomes singulares que não tinham um antecedente explícito no contexto anterior levaram a um maior tempo de leitura do que pronomes singulares que mantinham relação de correferência com um antecedente. Por outro lado, pronomes plurais sem antecedente não foram cognitivamente mais custosos em comparação a pronomes plurais que contavam com um antecedente explícito no contexto. Levando em conta os processos de resolução pronominal, concluímos que nossos resultados não corroboram o pressuposto de que pronomes plurais e singulares sigam a mesma estratégia de resolução. Como pronomes plurais tendem a depender de informações apresentadas posteriormente no texto, sua resolução pode ser adiada sem acarretar custo processual. Além disso, como nossos dados sugerem que pronomes plurais podem permanecer sem resolução por um período de tempo, os resultados descritos parecem indicar que o processamento linguístico pode se pautar por representações superficiais do input linguístico em algumas situações específicas

Abstract: The study of pronoun resolution has traditionally relied on the presupposition that the parser starts searching for an antecedent as soon as it is confronted with a pronoun. This view has guided most of the large amount of work on the processing of singular pronouns (e.g. Arnold et al., 2000; Sturt, 2003) as well as the scarce work that has been done on the resolution of plural pronouns (e.g., Oakhill et al., 1992). Here, we study some occurrences of plural pronouns that seem to defy such an incremental view, as in "Alice used to eat beef everyday, and they usually prepared a delicious New York strip at the steakhouse". In this text, a referent for the plural pronoun "they" is inferred through the locative "at the steakhouse", but it is not until the end of the sentence that the reader has this information. These observations raise the questions of (i) whether plural pronouns create an immediate co-referential relation with a possible antecedent and (ii) whether processing plural pronouns really requires an antecedent by the time these expressions are read. In an eye-tracker experiment, we tested how quickly singular and plural pronouns build a co-referential link with a referent that was explicit in a previous sentence. Our results show that singular pronouns are immediately read as co-referential to their antecedent, and canceling this co-reference evokes a greater cost in comparison to situations in which the co-reference is kept through the whole sentence. On the other hand, plural pronouns does not seem to create such an immediate relation with its supposed antecedent, and canceling the co-reference does not result in extra processing cost. In a self-paced reading task, we tested how crucial it was for the processing of plural and singular pronouns that these expressions had an antecedent. Singular pronouns with no antecedent showed greater reading times in comparison to pronouns that had an antecedent. Reading times for plural pronouns were the same regardless of the presence of an antecedent. From the perspective of pronoun processing, we can conclude that the results described above do not fit the presupposition that singular and plural pronoun processing follow the same resolution strategy. Because plural pronouns may depend on information presented later in the discourse, its resolution may be delayed without causing extra processing cost. Furthermore, because our data suggest that plural pronouns may continue unresolved, these results may also be interpreted as evidence that language processing, in specific situations, may rely on superficial representations of discourse structure
Subject: Referência (Linguística)
Lingua portuguesa - Pronomes
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2014
Appears in Collections:IEL - Dissertação e Tese

Files in This Item:
File SizeFormat 
Godoy_MahayanaCristina_D.pdf4.82 MBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.