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Type: TESE
Title: Os nossos antepassados, de Italo Calvino, como alegoria do sujeito moderno
Title Alternative: Os nossos antepassados, by Italo Calvino, as an allegory of the modern subject
Author: Paiva, Juliana Zanetti de
Advisor: Sterzi, Eduardo, 1973-
Júnior, Eduardo Sterzi de Carvalho
Abstract: Resumo: O objetivo do nosso estudo é refletir sobre as três personagens principais da obra Os nossos antepassados como figurações alegóricas do sujeito moderno. O percurso que escolhemos percorrer foi apresentar alguns elementos sobre Calvino e a relação entre real e ficional na sua trajetória a partir do ponto de vista da crítica italiana. Em seguida, como existem várias definições e entendimentos acerca do que se pode definir por modernidade, explicitamos em quais concepões nos apoiamos neste estudo. Quanto à discussão acerca das concepções de alegoria, foi mais frutífero para nosso estudo problematizar esse conceito com base nas elaborações de Walter Benjamin. Por acharmos que a obra calviniana em análise mantém uma relação tensa com o contexto social da época de sua escrita, buscamos situar tal contexto, notadamente a especificidade da modernidade italiana, destacando alguns acontecimentos históricos na época da escrita das três histórias, com destaque para o debate sobre o neorrealismo italiano. Em seguida, apresentamos algumas das análises realizadas sobre a obra em estudo e procedemos à nossa análise. A divisão de Medardo, entendida por nós como mutilação, é relacionada aos conceitos de indivíduo concreto, particular e forma-sujeito burguesa abstrata e universal. Para nós, a dinâmica da vida social moderna é também uma dinâmica da subjetividade, em que a forma social pretende exigir dos indivíduos o constante apagamento de seus rastros de individualidade em proveito de uma forma de subjetividade geral e abstrata. Entretanto, os indivíduos concretos não são máquinas que apagam sua história de vida em proveito do social, ou seja, existem tensões que para nós são advindas dessa mutilação entre as exigências do todo social universal e a vida particular. Cosme, por sua vez, é por nós interpretado tanto como uma alegoria do sujeito moderno da Razão Instrumental com sua tendência a submeter o mundo aos imperativos da Razão quanto como uma desilusão-aporia em relação a essa racionalidade: não se sabe se Cosme está desiludido porque não conseguiu fazer o mundo ser guiado pela Razão ou porque notou na racionalização do mundo também as raízes da irracionalidade. Agilulfo nos parece uma imagem alegórica do que se poderia chamar de armadura de caráter do sujeito moderno, de uma abstração de subjetividade, pois o cavaleiro expressa a negação da individualidade do ser humano, em proveito de uma forma-sujeito apta à vida moderna, um sujeito que tem ações e pensamentos em consonância com o ritmo moderno, com a aceitação da realidade vivida sem realizar atritos com ela

Abstract: The aim of our study is to reflect on the three main characters of the work Os Nossos Antepassados as allegorical figurations of the modern subject. The route we choose to follow was to present a brief overview of Calvino and the relationship between the real and the fictional in his trajectory from the point of view of the Italian criticism. After that, as there are several definitions and understandings of what can be defined as modernity, we made explicit in which conceptions we are supported in this study. For the discussion about allegory conceptions, it was more fruitful to discuss this concept based on Walter Benjamin¿s elaborations. As we think that Calvino¿s work, in analysis here, keeps a tense relation with the social context of his writing period, we seek to situate such context, notably the specificity of Italian modernity, highlighting some historical events at that period when those three stories were written, emphasizing the debate on the Italian neorealism. Then, we present some of the performed analyzes on the work in study and proceeded to our analysis. Medardo¿s division, understood by us as mutilation, it is related to the concepts of concrete individual, particular and abstract bourgeois and universal subject-form. For us, the dynamics of modern social life is also a dynamic of the subjectivity, where the social form intendeds to require the individuals the constant erasing of their traces of individuality in favor of a form of general and abstract subjectivity. However, the concrete individuals are not machines that erase their life story for the benefit of social, i.e., there are tensions that for us come from this mutilation between the demands of the whole universal social and the private life. Cosme, in turn, is interpreted by us both as an allegory of the modern subject of the Instrumental Reason with his tendency to submit the world to the imperatives of the Reason and as a disappointment-aporia for this rationality: it is not known if Cosme is disappointed because he could not make the world be guided by the Reason or because he also noticed in the world's rationalization the roots of irrationality. Agilulfo seems an allegorical picture of what might be called the modern subject character armor, a subjectivity abstraction as the cavalryman expresses the denial of the individuality of the human being, in favor of a subject-form capable to the modern life, a subject that has actions and thoughts in line with the modern rhythm, accepting the experienced reality without making friction with it
Subject: Calvino, Italo, 1923-1985. Os nossos antepassados - Crítica e interpretação
Literatura italiana
Modernidade
Alegoria
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2015
Appears in Collections:IEL - Tese e Dissertação

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