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Type: DISSERTAÇÃO
Degree Level: Mestrado
Title: Reflexões sobre o desamparo : a questão do pai na religião e na psicanálise
Title Alternative: Reflections on the helplessness : the issue of the father in religion and psychoanalysis
Author: Shiga, Esther Melo, 1985-
Advisor: Moraes, Maria Rita Salzano, 1949-
Abstract: Resumo: A partir de algumas questões trazidas pela clínica, este trabalho traz uma reflexão teórica sobre o que se passa com a "fé religiosa" no processo de análise. Como nos aponta Lacan ([1960] 2005), a psicanálise não apenas surge no meio judaico-cristão, mas toda sua referência ética gira em torno dessa tradição, assim como todas as questões a respeito da função pai. A morte de pai primordial anunciada pelo mito criado por Freud nos aponta o mito do nosso tempo: Deus está morto. No entanto após o assassinato do pai, os filhos, com saudades, criam um substituto ¿ o totem ¿ a primeira religião. Todavia a psicanálise nós aponta um outro caminho diante a falta do pai: realizar seu luto. Realizar o luto desse pai Onipotente é algo que se pode esperar de uma análise, e que pode colocar em jogo a relação do sujeito com a religião. O mito de Freud permite a Lacan afirmar, não apenas que Deus está morto desde sempre, mas que Deus é inconsciente, o que aponta a irrepresentabilidade de Deus ¿ muito diferente da figura do Pai zeloso que olha por nós - e supõe encarar a falta do pai como um fato de estrutura. A psicanálise dá assim um outro valor ao pai, ele ganha uma dimensão espiritual. No livro do Êxodo, Deus se apresenta como "ehyeh asher ehyeh", e duas traduções são feitas, cada uma trazendo um discurso diferente; a primeira nos apresenta um Deus, cujo nome é impronunciável, um Deus feito de nada; a segunda, Deus é apontado como um ente suficientemente superior e onipotente, a ponto de preencher o homem em sua falta. Essa diferença se articula na separação entre o Gozo de Deus e o Desejo de Deus, algo fundamental para pensar as mudanças do lugar do pai em análise

Abstract: This research draws a reflection upon what happens with "religious faith" inside the analysis process, having as a starting point issues brought by the clinic. As pointed out by Lacan (2005, 1960), psychoanalysis not only comes up in the judeo-christian community, but all its ethical reference revolves around this tradition, as well as all the questions about the function of the father. The death of the primordial father announced by the myth created by Freud presents the myth of our time: God is dead. However, after the father¿s murder, the sons, missing him, create a substitute ¿ the totem ¿ the first religion. Nonetheless, psychoanalysis shows us another way to face the lack of the father: mourning for him. Mourning for this Omnipotent father is something that one can expect from an analysis, and that the relation of the subject with religion can be put at stake. Freudian myth enables Lacan to say not only that God is dead forever, but that God is unconscious, which means that God is not representable ¿ differently from the zealous father figure who watches over us ¿ and assumes facing the lack of the father as a fact of structure. Psychoanalysis, therefore, gives a different value to the father, who is raised to a spiritual dimension. In the book of Exodus, God introduces himself as "ehyeh asher ehyeh", and two translations are made, each bringing a different speech; the first presents us with a God, whose name is unpronounceable, a God made of nothing; the second, God is designated as an omnipotent and sufficiently superior entity, ready to fill the man in his lack. This difference is articulated in the division between the Jouissance of God and the Will of God, something fundamental to think the changes of the father¿s place in analysis
Subject: Psicanálise
Religião
Espiritualidade
Figura paterna
Deus
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2015
Appears in Collections:IEL - Tese e Dissertação

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