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Type: TESE
Title: O clitico se e a variação enclise/proclise do Portugues Medio ao Portugues Europeu Moderno
Title Alternative: The clitic se and the enclises/proclisis variation from Middle Portuguese to Modern European Portuguese
Author: Antonelli, André Luís, 1980-
Advisor: Galves, Charlotte, 1950-
Galves, Charlotte Marie Chambelland, 1950-
Abstract: Resumo: No Português Europeu, do século 16 ao 19, é atestado em textos escritos que a ênclise e a próclise podem co-ocorrer no contexto sintático das orações afirmativas finitas não-dependentes XP-V, sendo XP um sintagma de natureza [+ referencial]. Galves, Britto & Paixão de Sousa (2005) já observaram que, até por volta de 1700, o uso da próclise é quantitativamente maior que o da ênclise. No entanto, a partir do início do século 18, começa a haver uma inversão nessa proporção, de tal modo que, no Português Europeu Moderno, os mesmos contextos que outrora admitiam a colocação proclítica apresentam agora a ênclise de maneira categórica. Em textos escritos antes do século 18, Galves, Britto & Paixão de Sousa já notaram que a opção pela ênclise está fortemente associada ao uso do clítico se. Elas mostram que, em textos dos séculos 16 e 17, um alto percentual de ênclise em sentenças sujeito-iniciais tipicamente traduz-se em uma alta proporção da ordem ?sujeito + verbo + clítico se?. Esse mesmo paradigma, porém, não é observado para os textos dos séculos 18 e 19, já que, nos textos escritos por autores nascidos após 1700, a distribuição da ênclise com se e com os outros clíticos é muito mais balanceada. Dada essa particularidade no fenômeno da colocação de clíticos do Português Europeu envolvendo o pronome se, procuro investigar, dentro do quadro teórico da gramática gerativa, a dinâmica da alternância ênclise/próclise especificamente em sentenças com esse clítico entre os séculos 16 e 19, buscando entender melhor em que circunstâncias a ênclise aparece e como isso se relaciona com o clítico se.

Abstract: In European Portuguese, from the 16th to the 19th century, it is noticed that, in written texts, enclisis and proclisis may co-occur in non-dependent affirmative sentences XP-V, XP being a [+ referential] phrase. Galves, Britto & Paixão de Sousa (2005) already observed that, up to about 1750, the use of proclisis is quantitatively higher than that of enclisis. However, from the beginning of the 18th century on, an inversion of this proportion started to occur in such a way that, in Modern European Portuguese, enclisis is categorical in all those contexts where the proclitic placement was allowed earlier. In texts written before the 18th century, Galves, Britto & Paixão de Sousa already noticed that the enclitic choice is strongly correlated with the use of the clitic se. They show that, in 16th and 17th century texts, a high rate of enclisis in subject-initial sentences typically translates into a high proportion of the word order ?subject + verb + clitic se?. However this same paradigm is not observed in relation to the 18th-19th century texts since, in the texts written by authors born after 1700, the distribution of enclisis with se and with other clitics is much more balanced. Given such particularity of the clitic-placement phenomenon in European Portuguese involving the clitic se, I try to investigate, within the theoretical framework of the generative grammar, the dynamics of enclisis/proclisis variation specifically in this kind of sentence between the 16th and 19th century, trying to improve the understanding about the circumstances in which enclisis arises and how it relates to the clitic se.
Subject: Língua portuguesa
Mudanças linguísticas
Sintaxe (Gramatica)
Grámatica comparada e geral - Clíticos
Gramática gerativa
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2007
Appears in Collections:IEL - Dissertação e Tese

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