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Type: TESE
Title: Analise de perigos e pontos criticos de controle no processamento de pratos carneos para alimentação institucional
Author: Almeida, Rogeria Comastri de Castro
Advisor: Kuaye, Arnaldo Yoshiteru, 1952-
Kuaye, Aranaldo Yoshiteru
Abstract: Resumo: Análise de perigos e pontos críticos de controle- APPCC- na preparação de quatro pratos cárneos foi conduzida em um restaurante institucional da Universidade Estadual de Campinas, em Campinas, SP. Esta análise consistiu do acompanhamento dos processamentos de bife a role, bifes ao molho, à "pizzaiollo" e acebolado, carne moída e carne assada para elaboração do fluxograma dessas preparações, para identificação dos pontos críticos de controle (PCC) em cada processamento. Os pontos críticos de controle identificados foram monitorados através da checagem do binômio tempo-temperatura de processamento e de análises microbiológicas dos alimentos, dos utensílios e das mãos de manipuladores consistindo de contagem de microrganismos aeróbios mesófilos totais, Staphylococcus aureus, Clostridium perfringens e Salmonella spp. e da contagem de aeróbios mesófilos totais do ar ambiente. Para alguns pontos críticos de controle foram adotadas medidas corretivas e avaliação da eficácia das mesmas. Os PCC identificados nos processamentos de todos os bifes e da carne moída foram as matérias primas e as etapas da cocção, adição de ingredientes e a manutenção. No processamento da carne assada os PCC identificados foram as matérias primas e as etapas da cocção, resfriamento, fatiamento e aquecimento. Em geral, os alimentos foram cozidos a temperaturas que destruíram as formas vegetativas dos microrganismos patogênicos responsáveis por toxinfecções alimentares. Embora, na manutenção, os alimentos tenham sido deixados à temperatura ambiente, o intervalo de tempo inferior a 2 horas, impediu grandes aumentos da população microbiana, permanecendo as contagens baixas. Foram observados perigos microbiológicos nos PCC em relação à contagem de S. aureus nas matérias primas do bife à role e carne moída. Durante o resfriamento da carne assada, verificou-se que 83% das amostras apresentavam condições de tempo-temperatura que permitiam a multiplicação de células vegetativas de microrganismos patogênicos e na etapa do aquecimento, 67% das amostras apresentaram condições para a sobrevivência dos microrganismos mencionados. Também observou-se práticas inadequadas no fatiamento, tais como manipulação por mãos nuas e utilização de utensílios não sanificados, que permitiam a ocorrência de contaminação cruzada. Na investigação dos utensílios usados, 83% das pás de madeira e 73% das cubas apresentaram contagens de microrganismos aeróbios mesófilos totais na classificação "perigoso" ou "insatisfatório" (>20 UFC/cm2), de acordo com os padrões sugeridos na literatura. As facas e assadeiras utilizadas no processamento da carne assada também apresentaram-se com as contagens microbianas nessa classificação em 80% e 20% das amostras, respectivamente. S. aureus foram isolados das pás de madeira, cubas e facas e C. perfringens foram isolados das cubas. Na investigação das mãos dos manipuladores as contagens de microrganismos aeróbios mesófilos totais atingiram valores de até 107 UFC/mão e estavam contaminadas com S. aureus e C. perfringens. Estes resultados evidenciaram os riscos da transmissão de microrganismos patogênicos aos alimentos pelas mãos destes manipuladores. No monitoramento do ar ambiente a contagem média de microrganismos aeróbios mesófilos totais na seção entre fritura e cocção foi de 8,2 X 10 UFC/cm2/semana e na seção de fatiamento foi de 7,4 X 10 UFC/cm2/semana, superiores ao padrão da NASA, 3,2 X 10 UFC/cm2/semana, porém inferiores àquelas encontradas em outras cozinhas de restaurantes nacionais. A adoção de medidas corretivas como controle de tempo-temperatura nos processamentos, antissepsia das mãos dos manipuladores com um iodóforo, emprego de luvas descartáveis e sanitização dos utensílios com hipoclorito de sódio, contribuiu para abaixar o nível de contaminantes anteriormente observado e, dessa forma, ter sob controle aqueles pontos críticos que não atendiam aos critérios adotados no sistema.

Abstract: Hazard analysis critical control points (HACCP) evaluations were made on the manufacture of four meat dishes in an institutional restaurant of the Campinas State University, in Campinas city of the state of São Paulo, Brazil. These analyses consisted in detailed studies of the manufacture process of role beef, beef slices, beef slices in sauces, onion beef slices, pizzaiollo beef slices, ground beef and roast beef in order to construct flow diagrams (flow charts) of these preparations to identify the critical control points (CCP). Identified critical control points were monitored by recorded time-temperature processing data and by microbiological testing of these meat dishes, of the utensils, and workers' hands. Samples were examined for the common indicators, including total aerobic mesofilic plate counts (APC), as well as the common food pathogens such as S. aureus, C. perfringens and Salmonella spp., air samples were also submitted to APC. Appropriated corretive measures were implemented at CCP that showed hazards to the manufacturing of these meat dishes and evaluation of their efficacy. The critical control points identified from all beef and gound beef processing are raw meat and ingredients, and the stages of cooking, addition of ingredients and holding. In the process of roast beef the CCP are raw meat at the stages of cooking, cooling, slicing and heating. Meat dishes were usually cooked in temperatures that should have killed vegetative forms of foodborne pathogens. Although, at holding, the dishes were held at ambient temperatures, the periods were short to preclude multiplication of these bacteria. Hazards of CCP were primarily associated to S. aureus counts from raw meats used to the manufacture of role beef and ground beef. During cooling of roast beef, the potential for multiplication of vegetative cells of foodborne pathogens existed in 83% of the samples and during reheating, these organisms would have survived in 67% of the geometric centers of the roast beef. Opportunities were observed for cross contamination of roast beef during slicing operations by workers' hands and utensils. Investigations on the utensils showed that 83% of the wooden paddle and 73% of the stainless steel containers had high counts of APC (>20 CFU/cm2) and were classified as "hazardous" or "unsatisfactory", according to standards of literature. Eighty percent of the knives and 20% of aluminum baking pans used in the processing of roast beef were out of the standards. S. aureus was isolated from the wooden paddles, stainless steel containers and knives and C. perfringens was isolated from the containers. Workers¿ hands showed PC A counts up to 107 CFU/hand and presence of S. aureus and C. perfringens. These results show that handling of food by such workers would be a risk in transmitting pathogenic microrganisms to them. Monitoring ambient air, the APC counts range in the cooking section were 8,2 X 10 CFU/cm2/week and the slicing section were 7,4 X 10 CFU/cm2/week, which are greater than NASA standard, 3,2 X 10 CFU/cm2/week, but at lower levels than those in national restaurants. The adoption of apropriate measures such as time-temperature control, antiseptic treatment of hands with iodophors; utilization of plastic gloves, utilization of sanitized utensils with sodium hipoclorite, contributed to the reduction of the microbiological counts as well as to control the critical points.
Subject: Carne - Qualidade
Alimentos - Indústria - Controle de qualidade
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 1995
Appears in Collections:FEA - Dissertação e Tese

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