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Type: TESE
Title: Ferro e zinco em pães industrializados
Title Alternative: Iron and zinc in industrialized bread
Author: Silva, Grasiela de Souza Costa da, 1975-
Advisor: Pallone, Juliana Azevedo Lima, 1977-
Abstract: Resumo: Com o objetivo de diminuir a anemia ferropriva a fortificação de alimentos com ferro tem se tornado uma prática comum em todo o mundo. De acordo com estimativas do Ministério da Saúde, cerca de 45% das crianças brasileiras de até 5 anos (10 milhões de pessoas) têm anemia. Entretanto, trabalhos científicos apontam que a ingestão excessiva de ferro pode estar associada a danos oxidativos em células e tecidos e tem sido relacionado com a incidência de doenças como Parkinson, acidente vascular cerebral, Alzheimer, esclerose múltipla, catarata, cardiopatias, artrite e diabetes, entre outras. Além disso, outros estudos sugerem que a suplementação com ferro, pode comprometer o aproveitamento do zinco no organismo humano, levando a outros problemas, como nanismo, má cicatrização, cirrose hepática, menstruação irregular, depressão e deficiência no sistema imune dentre outros. As farinhas fortificadas com ferro já estão disponíveis no mercado nacional desde 2004, porém, são poucos os dados sobre o controle dos níveis de ferro, bem como a razão molar entre ferro e zinco (naturalmente presente), em alimentos elaborados com farinhas fortificadas, sendo a razão molar desejada cerca de 4:1 para não prejudicar o aproveitamento do zinco pelo organismo. Esta pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de avaliar ferro, zinco e umidade em pães industrializados elaborados com farinhas fortificadas. Para as análises do teor dos minerais foi utilizada a Espectrometria de Absorção Atômica com chama (FAAS) e para umidade, secagem em estufa. Para validação parcial, foram analisados os parâmetros sugeridos pelo INMETRO. Os resultados obtidos para linearidade através do coeficiente de correlação foi de 0,9994 para ferro e 0,9996 para zinco. A precisão apresentou um coeficiente de variação para ferro e zinco menor que 6%. A exatidão apresentou faixa de recuperação entre 91 a 109% para ferro e 87 a 108% para zinco. Os limites de detecção e quantificação foram de 0,04 e 0,15 mg L-1 para ferro e 0,07 e 0,24 mg L-1 para zinco, respectivamente, demonstrando que o método escolhido é sensível, eficiente e preciso. Os resultados obtidos para repetitividade na determinação de umidade não ultrapassam o coeficiente de variação 2,0%, mostrando que o método é adequado. Os teores de ferro e zinco nas amostras de pães variaram de 2,2 a 6,0 mg 100 g-1 (4,1 mg 100 g-1 em média) e 0,3 a 1,0 mg 100g-1 (0,7 mg 100 g-1 em média) no pão tradicional; de 1,8 a 4,1 mg 100 g-1 (3,0 mg 100 g-1 em média) e 1,4 a 2,3 mg 100 g-1 (1,9 mg 100 g-1 em média) no pão integral; de 1,8 a 6,8 mg 100 g-1 (4,3 mg 100 g-1 em média) e 1,7 a 2,8 mg 100 g-1 (2,3 mg 100 g-1 em média) no pão 7 grãos; de 3,0 a 3,8 mg 100 g-1 (3,4 mg 100 g-1 em média) e 1,8 a 3,0 mg 100 g-1 (2,4 mg 100 g-1 em média) no pão 9 grãos; de 2,0 a 4,2 mg 100 g-1 (3,1 mg 100 g-1 em média) e 1,4 a 2,5 mg 100 g-1 (2,0 mg 100 g-1 em média) no pão 12 grãos, respectivamente. Os resultados indicaram, em geral, falta de uniformidade no teor de ferro e zinco entre lotes da mesma marca e entre marcas do mesmo tipo de pão. No pão tradicional esta falta de homogeneidade, provavelmente, ocorra pela dificuldade na adição da pré-mistura (ácido fólico e ferro) na farinha, ingrediente principal na produção de pães, enquanto que nos pães especiais, o comportamento observado pode ser explicado pela variedade e quantidade de grãos adicionados. A razão molar Fe:Zn variou de 5:1 a 12:1 no pão tradicional; 2:1 a 3:1 no integral; 1:1 a 3:1 no 7 grãos; de 1:1 a 2:1 no 9 grãos e no pão 12 grãos não houve variação, sendo a razão molar 2:1. No pão tradicional foi encontrado uma razão molar Fe:Zn maior que 4:1, podendo assim prejudicar o aproveitamento do zinco pelo organismo

Abstract: Iron food¿s fortification has become a common practice around the world in order to reduce anemia caused by iron deficiency. Ministry of Health estimates that approximately 45% of Brazilian children up to 5 years (10 million people) have anemia. However, scientific studies indicate that excessive intake of iron may be associated with oxidative damage to cells and tissues has been associated with the incidence of diseases like Parkinson's, stroke, Alzheimer's, multiple sclerosis, cataracts, heart disease, arthritis and diabetes, among others. Also, other studies suggest that iron supplementation may compromise the use of zinc in the human body, leading to other problems such as stunting, poor wound healing, liver cirrhosis, irregular menstruation, depression and disability in the immune system among others. The flour fortified with iron are available in the market since 2004, however, there are few data on the control of iron levels, as well as the molar ratio between iron and zinc (naturally present), foods made with fortified flour, being desired molar ratio about 4:1 to not damage the recovery of zinc by the body. This research was developed to assess iron, zinc and humidity in industrial bread made with fortified flour. For minerals analysis were used atomic absorption spectrometry with flame (FAAS) and humidity, drying in an oven. For partial validation, we analyzed the parameters suggested by INMETRO. Results of linearity was obtained by the correlation coefficient of 0,9994 and 0,9996 for iron and zinc, respectively. The accuracy showed a coefficient of variation for iron and zinc less than 6%. The accuracy showed recovery range between 91 to 109% for iron and 87 to 108% for zinc. The limits of detection and quantification were 0,04 and 0,15 mg L-1 for iron and 0,07 to 0,24 mg L-1 for zinc, showing that the chosen method is sensitive, accurate and efficient. The results obtained to determination of repeatability humidity were not greater than the coefficient of variation 2,0%, showing that the method is appropriate. The levels of iron and zinc in samples of breads varied from 2,2 to 6,0 mg 100 g-1 (4,1 mg 100 g-1 on average) and 0,3 to 1,0 mg 100g-1 (0,7 mg 100 g-1 on average) in traditional bread; 1,8 to 4,1 mg 100 g-1 (3,0 mg 100 g-1 on average) and 1,4 to 2,3 mg 100 g-1 (1,9 mg 100 g-1 on average) in whole wheat bread; 1,8 to 6,8 mg 100 g-1 (4,3 mg 100 g-1 on average) and 1,7 to 2,8 mg 100 g-1 (2,3 mg 100 g-1 on average) in 7 grain bread ; 3,0 to 3,8 mg 100 g-1 (3,4 mg 100 g-1 on average) and 1,8 to 3,0 mg 100 g-1 (2,4 mg 100 g-1 on average) in 9 grain bread; 2,0 to 4,2 mg 100 g-1 (3,1 mg 100 g-1 on average) and 1,4 to 2,5 mg 100 g-1 (2,0 mg 100 g-1 on average) in 12 grain bread, respectively. The results showed, in general, lack of uniformity in the content of iron and zinc between batches of the same brand and between brands of the same type of bread. In traditional bread this lack of homogeneity, probably occurs by the difficulty in adding premix (folic acid and iron) in the flour, the main ingredient in bread production, while in specialty breads, the behavior can be explained, variety and amount of grain added. The molar ratio of Fe: Zn ranging from 5:1 to 12:1 in traditional bread; 2:1 to 3:1 in whole wheat bread; 1:1 to 3:1 in 7 grain bread; 1:1 to 2:1 in 9 grain bread and 12 grain bread did not change, and the molar ratio of 2:1. Has been found in traditional bread molar ratio Fe Zn greater than 4:1 and can thus damage the recovery of zinc by the body
Subject: Ferro
Zinco
Pão
Espectrometria de absorção atômica
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2012
Appears in Collections:FEA - Dissertação e Tese

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