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Type: TESE
Title: Condições de risco biologico e psicossocial, recursos psicologicos e sociais e fucionalidade em idosos residentes na comunidade
Title Alternative: Biological and psychosocial and social resources, and functionality in community-dwelling elderly
Author: Burgos, Andrea Cristina Garofe Fortes
Advisor: Neri, Anita Liberalesso, 1946-
Neri, Anita Liberalesso
Abstract: Resumo: Objetivos: Dois estudos independentes envolvendo duas amostras probabilísticas de idosos brasileiros residentes na comunidade (65 anos e mais) investigaram relações entre riscos associados à vulnerabilidade social relacionada a condições de gênero, idade e renda familiar; vulnerabilidade psicossocial indicada por depressão e experiências autorrelatadas de eventos estressantes; fragilidade biológica indicada pelo fenótipo de Linda M. Fried; e funcionalidade indicada por desempenho independente de atividades avançadas e instrumentais de vida diária. Adicionalmente, o Estudo 1 (N=624) investigou o efeito mediador de recursos sociais indicados por suporte social percebido e por arranjos de moradia, e o Estudo 2 (N=302) trabalhou sobre os efeitos mediadores dos recursos pessoais indicados por estratégias de enfrentamento e por percepção da eficácia do enfrentamento. Os estudos não foram comparativos, mas foram feitos em Campinas, Região Sudeste, e em Parnaíba, Região Nordeste, cidades com IDH-Ms contrastantes (respectivamente 0,852 e 0,674). Método: Em ambas as amostras houve prévia exclusão dos idosos que pontuaram abaixo da nota de corte ajustada por anos de escolaridade no Mini-Exame do Estado Mental, respectivamente 23,4% e 38,2% dos grupos. Os participantes foram recrutados em domicílio e submetidos a uma só sessão de coleta de dados num ambiente comunitário. Os instrumentos incluíram questionários; medidas observacionais de marcha e preensão; as versões brasileiras da Geriatric Depression Scale, do Elders Life Stress Inventory, do Minnesota Leisure Activity Questionnaire e da Interpersonal Support Evaluation List, e uma lista com 3 atividades instrumentais feitas fora de casa e 13 atividades avançadas de vida diária. Resultados: Em ambos os estudos, a funcionalidade apareceu correlacionada com renda familiar mais alta e com ausência de fragilidade e de depressão. Análises logísticas e hierárquicas do Estudo 1 revelaram que idosos com maior funcionalidade tinham maior probabilidade de terem de 65 a 69 anos e de terem níveis mais altos de renda familiar; de não terem fragilidade e depressão; de terem alto ou moderado nível de suporte social, e de viverem sozinhos ou apenas com o cônjuge. Análises similares no Estudo 2 mostraram relações robustas entre funcionalidade indicada por maior envolvimento social, alto nível de renda familiar e ausência de depressão, mesmo num cenário de grande e generalizada vulnerabilidade social. Embora fragilidade e depressão tenham se mostrado isoladamente relacionadas com a vivência de eventos estressantes e de seu enfrentamento, nas análises de regressão multivariadas em que entraram variáveis mais poderosas de risco e de proteção, elas não apareceram associadas com funcionalidade. Conclusões: Independentemente do nível de desenvolvimento social das duas cidades de onde provinham as amostras, recursos econômicos parecem ser poderosos fatores de risco e de proteção em relação à velhice bem-sucedida. Somente os recursos sociais mostraram-se como amortecedores dos efeitos dos riscos sobre a funcionalidade, uma vez que as estratégias de enfrentamento não se relacionaram com a melhoria desse desfecho. Limitações aos estudos e suas conclusões podem ser derivadas da ausência de comparações entre recursos sociais e psicológicos nas duas amostras, de seu diferente tamanho e de limitações dos instrumentos.

Abstract: Objectives: Two studies involving two independent and randomized samples of Brazilian community-dwelling elderly aged 65 and more investigated relationships among risks associated to social vulnerability related to conditions of gender, age and family income; psychosocial vulnerability indicated by depression and self-reported experiences of stressful events; biological frailty indicated by the Fried's phenotype, and functionality indicated by independence to perform advanced and instrumental activities of daily living. In addition, Study 1 (N=624), investigated the mediator effects of social resources indicated by perceived social support and family living arrangements; Study 2 (N=302) worked on the mediator effects of personal resources indicated by coping strategies and perceived efficacy of coping over those relationships. The studies were not comparative in essence, but were performed in Campinas, Southeast Region, and Parnaíba, Northeast Region, with sharply contrasting HDIs (respectively 0,852 and 0,674). Methods: In both groups there was prior exclusion of persons that scored below the cut-scores in the Mini- Mental State Examination, respectively 23,4% and 38,2%. Participants were recruited at home and submitted to a single session of data collection in community settings. Instruments included questionnaires; observational measures of walking speed and grip strength; the Brazilian versions of the Geriatric Depression Scale, the Elders Life Stress Inventory, the Minnesota Leisure Activity Questionnaire, the Interpersonal Support Evaluation List, and a list with three instrumental activity of daily living performed outside home and 13 advanced activities of daily living. Results: In both studies, higher functionality correlated significantly with higher family income and with absence of frailty and depression. Logistic and hierarchical analysis of regression in the Study 1 showed that aged people with more social involvement were those aged 65 to 69, with higher family income, without frailty or depression, with high or moderate social support, and living alone or only with the spouse. In Study 2, similar analysis revealed robust relationships between social involvement, higher family income and absence of depression, even in a scenery of great and generalized social vulnerability. Although frailty and depression have showed isolated bivariate relationships with stressful events and coping, in the multivariate analysis of regression they did not correlate with functionality. So, coping strategies did not appear as positive and significantly associated with functionality, when in presence of more powerful variables of risk and protection. Conclusion: Independently of the level of social development of both cities from which the samples were derived, economic resources seem to be powerful risk and protection conditions to successful aging. Only social resources seemed to have a probable buffering effect between risks and functionality, as coping strategies did not related to this outcome. Limitations of present studies and conclusions may be derived from the absence of comparisons between social and personal resources in both samples, from their different sizes and from limitations of the instruments.
Subject: Idosos
Fragilidade
Depressão
Estresse
Envolvimento social
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2010
Appears in Collections:FE - Tese e Dissertação

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