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Type: Artigo de periódico
Title: Fatores associados à descontinuação do uso de anticoncepcionais orais combinados
Title Alternative: Associated factors with discontinuation use of combined oral contraceptives
Author: BAHAMONDES, Luis
PINHO, Felipe
MELO, Nilson Roberto de
OLIVEIRA, Eliane
BAHAMONDES, María Valeria
Abstract: OBJETIVO: Avaliar as razões para descontinuar diversos anticoncepcionais orais combinados entre mulheres brasileiras iniciantes do método, residentes em áreas urbanas. MÉTODOS: Estudo de corte transversal com 400 ginecologistas do Brasil, registrados na Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Cada médico entrevistou 10 mulheres não grávidas, não lactantes, não em amenorreia, com idades entre 18 e 39 anos que consultavam solicitando anticoncepcional oral combinado (ACO), com um questionário no início de uso e aos 6 meses posteriores. O questionário incluiu dados sociodemográficos, tipo de ACO escolhido ou prescrito e razões para descontinuação, caso ocorresse durante o seguimento. A estratégia de seleção permitiu a inclusão de mulheres de diferentes estratos socioeconômicos, mas somente atendidas em consultórios privados ou de convênios. O tamanho da amostra foi estimado em 1.427 mulheres. RESULTADOS: Foram obtidas 3.465 entrevistas na primeira visita e 1.699 aos 6 meses posteriores. As mulheres tinham predominantemente entre 20 e 29 anos, 57,3% eram solteiras e em proporção quase igual de 45% tinham ensino médio ou superior. A maioria (60,7%) era nuligestas e dentre as que tinham usado algum método contraceptivo anteriormente, 71,8% tinham utilizado ACO. Entre os ACO mais prescritos ou escolhidos, o mais prevalente foram os monofásicos com etinilestradiol (20 µg) e no tocante ao progestágeno, o mais prevalente foi com gestodeno (36,5%), seguido por ACO com drosperinona (22,0%). Aos 6 meses, 63,5% continuavam em uso do ACO. Dentre as que descontinuaram o uso, as principais razões dadas foram: desejo de engravidar (36,5%) e efeitos colaterais (57,3%) como cefaléia (37,6%), aumento de peso (16,6%) e sangramento irregular (23,6%). CONCLUSÕES: A taxa de continuação do uso de ACO foi baixa aos seis meses e este estudo pode contribuir para que os médicos orientem melhor suas pacientes iniciantes no uso de ACO sobre os eventos adversos esperados que são mínimos e temporários e sobre os benefícios não contraceptivos dos ACO.
PURPOSE: Due to the scarce information available in Brazil in relation to the number of women who initiated the use of combined oral contraceptives and prematurely discontinued, the objective was to assess the reasons for discontinuation of the use of several combined oral contraceptives among Brazilian women living in urban areas. METHODS: A cross-sectional study with 400 gynecologists registered withy the Brazilian Federation of Obstetricians and Gynecologists. Each physician interviewed 10 non-pregnant, not breastfeeding, not amenorrheic women aged 18 to 39 years who consulted requesting combined oral contraceptive (COC) with a questionnaire at the beginning of use and at six months later. The questionnaire included sociodemographic data, type of COC chosen or prescribed and reasons for discontinuation when it occurred during follow-up. The strategy of selection allowed the inclusion of women from different socioeconomic strata, however, only those attended at private or insurance offices. The sample size was estimated at 1,427 women. RESULTS: A total of 3,465 interviews were conducted at the first visit and 1,699 six months later. The women were 20 to 29 years old, 57.3% were single and an equal proportion of 45.0% attended high school or college. Most (60.7%) were nulligravidas and among those who had used some contraceptive before, 71.8% had used a COC. Among the more prescribed or chosen COC the most prevalent were monophasic with ethynil estradiol (20 µg) and regarding progestin the most prevalent was with gestodene (36.5%) followed by a COC with drosperinone (22.0%). At six months 63.5% still used COC. Among those who discontinued the main reasons were wishing to become pregnant (36.5%) and side effects (57.3%) and the most prevalent were headache (37.6%), weight gain (16.6%) and irregular bleeding (23.6%). CONCLUSIONS: The continuation rate of COC was low at six months and this study could contribute to a better counseling on the part of physicians of patients who initiate COC about side-events that are rare, minimal and temporary and about the benefits of COC use.
Subject: Anticoncepção - métodos Anticoncepcionais orais combinados
Questionários
Contraception - methods Contraceptives, oral combined
Questionnaires
Country: Brasil
Editor: Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia
Citation: Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v.33, n.6, p.303-309, 2011
Rights: aberto
Identifier DOI: 10.1590/S0100-72032011000600007
Address: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032011000600007
http://www.scielo.br/pdf/rbgo/v33n6/a07v33n6.pdf
Date Issue: 2011
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