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Type: Artigo
Title: Do museu como prisão de imagens ao triunfo da cidade como obra de arte total
Title Alternative: From the Museum as a prison of images to the triumph of the city as a total work of art
Author: Seligmann-Silva, Marcio
Abstract: O texto apresenta inicialmente a crítica de Paul Valéry aos museus, anotada em seu artigo de 1923, “Le problème des musées”, que partia de um pressuposto que Benjamin posteriormente teorizou nos temos da arte aurática. Marcel Mauss e Bataille são introduzidos a partir da importância de suas ideias para se pensar a “virada etnológica” da nossa visão de arte e museu, que abalou a tradição estética eurocêntrica. Com Foucault pensa-se o museu como uma das figuras assumidas pela onipresença de heterotopias na modernidade. Recupera-se a reflexão de Adorno sobre os museus, inspirada em Valéry e em Proust, concluindo com sua tese, segundo a qual as artes se tornaram inscrições do sofrimento histórico. Retoma-se a gênese dos museus no século XIX como parte de uma ideologia ontotipológica, de criação da nação, do “próprio” em oposição ao “outro”. Em seguida retoma-se a concepção de Benjamin para quem a tradição foi explodida pela reprodução técnica e foi sugada pelas imagens cinematográficas. Conclui-se com a teoria de Vilém Flusser do fim dos museus e do triunfo da cidade como obra de arte total, Gesamtkunstwerk. Nota-se que a estetização da sociedade moderna pode tanto assumir um caráter fascista, como um caráter emancipador. Tudo depende de a visão lúdico-crítica da arte conseguir vencer as forças da censura que querem seu aniquilamento e a imposição de um pensamento totalitário
metadata.dc.description.abstractalternative: The text initially presents Paul Valéry’s critique of museums, noted in his 1923 article “Le problème des musées”, which started from a presupposition that Benjamin later theorized within the concept of “aura”. Marcel Mauss and Bataille are introduced from the point of view of their importance to think the “ethnological turn” of our vision of art and museum, which shook the aesthetic Eurocentric tradition. With Foucault the museum is thought of as one of the figures assumed by the omnipresence of heterotopias in modernity. Recovering Adorno’s reflection on museums, inspired by Valéry and Proust, the text retrieves his thesis that the arts have become inscriptions of historical suffering. The genesis of museums in the nineteenth century is resumed as part of an ontotipological ideology, of creation of the nation, of the “own” as opposed to the “other”. Then it remembers the conception of Benjamin for whom the tradition was exploded by the technical reproduction and was sucked by the cinematographic images. It concludes with the theory of Vilém Flusser of the end of the museums and the triumph of the city as total work of art, Gesamtkunstwerk. It is noted that the aestheticization of modern society can either assume a fascist character or an emancipatory character. Everything depends on the ludic-critical vision of art to be able to overcome the forces of censorship that want its annihilation and the imposition of a totalitarian thought
Subject: Arte
Country: Brasil
Editor: UNICAMP/IEL
Rights: Aberto
Identifier DOI: 10.20396/remate.v39i1.8654024
Address: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8654024
Date Issue: 2019
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