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Type: TESE DIGITAL
Title: Identidade social e a representação da epilepsia no cinema = Social identity and the representation of epilepsy in cinema
Title Alternative: Social identity and the representation of epilepsy in cinema
Author: Gutiyama, Fernanda Sayuri, 1990-
Advisor: Akhras, Fábio Nauras, 1954-
Abstract: Resumo: Esse estudo é uma discussão sobre a identidade social da pessoa com epilepsia, através da análise da representação da epilepsia em filmes ocidentais datados a partir de 2005. Nosso corpus fílmico foi determinado por relevância do tipo de produção, para desenvolver um comparativo de linguagens audiovisuais a partir de três obras ficcionais: O Exorcismo de Emily Rose (2005), Réquiem (2006) e Eletricidade (2014); e três obras documentais Zach, a film about Epilepsy (2009), Ilegal ¿ A Vida não Espera (2014) e A seizure by Nathan Jones (2011). Ao longo de nossa análise, percebemos que os estudos anteriores sobre epilepsia relacionados ao cinema não levavam em conta a questão de alteridade, identidade e representação social da pessoa com epilepsia, e por isso, para contribuir com a pesquisa nesse campo, buscamos trazer esse novo viés a temática. Recorremos aos estudos em sociologia, antropologia médica e estudos culturais como aparatos de investigação. E com base na metodologia de análise de Michel Foucault, em "História da Sexualidade vol. I ¿ Vontade do Saber" (1988), desenvolvemos nossa própria metodologia para analisar os filmes citados, que consistiu resumidamente nos seguintes passos: levantamento contextual do tipo de produção; análise do discurso do roteiro e abordagem do tema; análise da representação da crise de epilepsia e análise das relações entre os personagens e instituições representadas ou envolvidas. O cinema possibilita olharmos para a nossa realidade social e analisá-la, identificando os papéis das instituições sociais, a reverberação dos discursos nos corpos dos sujeitos, o corpo como extensão da identidade, e as percepções sociais. Através das análises, concluímos que os discursos sociais ainda reproduzem o estigma da epilepsia, que continua representado de forma predominante no cinema. De maneira diacrônica, a representação ocidental predominante da epilepsia mudou das percepções de possessão espiritual para a percepção médica clínica de acordo com nosso contexto cultural. Atualmente, contudo, as discussões sobre a normalização do corpo, identidade e o biopoder se repercutem em nossa sociedade, abrindo espaço para a expressão de novas subjetividades em filmes de ficção e em documentários

Abstract: This study is a discussion about the social identity of the person with epilepsy, through the analysis of epilepsy representation in western films dating from 2005. Our selection of movies was determined by the relevance of the type of production, with the intention to develop a comparative of audiovisual languages. We included three fictional films: The Exorcism of Emily Rose (2005), Requiem (2006) and Electricity (2014). And three documentary films: Zach, a film about Epilepsy (2009), Ilegal - A Vida não Espera (2014) and A seizure by Nathan Jones (2011). Throughout our analysis, we noticed that previous studies on epilepsy-related films did not consider the issues of alterity, identity and social representation of the person with epilepsy. And therefore, to contribute to the research in this field, we sought to bring this new bias to the thematic. We have applied studies in sociology, medical anthropology and cultural studies as apparatuses of investigation. And based on the methodology of analysis of Michel Foucault, in "History of Sexuality vol. I ¿ The Will to Knowledge" (1988), we developed our own methodology to analyze the films, which consisted of the following steps: contextual survey of the type of production; analysis of the script's discourse and approach to the theme; analysis of the representation of the crisis of epilepsy and analysis of the relationships between the characters and institutions represented or involved. The cinema enables us to observe and analyze our social reality, and it permits us to identify the roles of social institutions, the reverberation of discourses in the subjects¿ bodies, the body as an extension of identity, and social perceptions. Through the analysis, we conclude that social discourses still reproduce the stigma of epilepsy, and it is still predominantly represented in cinema. In a diachronic way, the predominant western representation of epilepsy shifted from the perceptions of spiritual possession to the clinical medical perception according to our cultural context. Nowadays, however, the discussions about the normalization of body, identity and biopower have repercussed in our society, and it is opening some space for the expression of new subjectivities in fiction and documentary movies
Subject: Epilepsia
Identidade social na arte
Cinema e medicina
Estigma social
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2017
Appears in Collections:IA - Tese e Dissertação

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