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Type: TESE DIGITAL
Title: Diálogos difíceis em oncologia : construção de um manual de orientação para enfermeiros
Title Alternative: Difficult dialogues in oncology : creation of a guiding manual for nurses
Author: Siqueira, Cibele Leite, 1963-
Advisor: Campos, Claudinei José Gomes, 1963-
Abstract: Resumo: Introdução: Falar em diálogos difíceis em oncologia remete-nos a pensar em más notícias, que são quaisquer informações que afetam seriamente a visão de um indivíduo sobre o seu futuro. A comunicação de más notícias é atividade comum no cotidiano do trabalho de enfermeiros de oncologia. Formação profissional, visão de mundo, experiência, autoconhecimento e preparo adequado estão ligados ao êxito deste momento. Objetivos: Compreender a vivência e os significados atribuídos pelos enfermeiros na comunicação de más notícias e elaborar um manual de orientações para a comunicação de más notícias por esses profissionais. Métodos: Trata-se de estudo de caso qualitativo realizado em uma Unidade de Assistência em Alta Complexidade em Oncologia do Sul de Minas Gerais. As unidades participantes foram: quimioterapia, ambulatório, internação clínica e cirúrgica. Dez enfermeiros compuseram a população do estudo. A amostra deu-se por saturação e teve como critérios de inclusão: ser enfermeiro há mais de um ano com atividades na oncologia, estar presente no momento da coleta de dados e aceitar participar do estudo. Os dados foram coletados por meio de entrevista semiestruturada, observação participante e analisados por meio da análise temática de conteúdo. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas sob o número CAAE 24191014.6.0000.5404. Resultados: Os sujeitos do estudo, em número de oito, eram todos do sexo feminino, na faixa etária entre 28 e 55 anos. O tempo de atuação nos setores de oncologia variou de um a oito anos. Os resultados evidenciaram que as enfermeiras se sentiam despreparadas para a comunicação da má notícia, sentiam falta da implantação de protocolos de comunicação pelo serviço e relataram dificuldade em fazer o paciente entender a comunicação médica das más notícias. Aliados a estes fatores, relataram também a falta de tempo para o momento da comunicação de más notícias. Percebeu-se nas entrevistas a falta de autoconhecimento do enfermeiro, fator que impactou na comunicação. Nas observações participantes a relação "Eu-isto" foi mais predominante do que a relação "Eu-tu" e a comunicação verbal prevaleceu em detrimento da não verbal. Dos oito sujeitos do estudo, observou-se que apenas dois possuíam as competências comunicacionais desenvolvidas, não demonstrando medo e insegurança ao comunicar as más notícias. O manual de orientação para comunicação de más notícias foi elaborado a partir dos achados do estudo, da literatura vigente e da experiência da pesquisadora. Conclusão: Concluiu-se que a deficiência no conhecimento, a falta de tempo e a falta de instrumentos de comunicação específicos para enfermeiros foram os fatores que mais interferiram na comunicação de más notícias. Há a necessidade de conscientização por parte dos enfermeiros sobre a relevância e os benefícios da relação "Eu- tu", bem como da comunicação não verbal em oncologia. A falta de condições de trabalho deve ser repensada, proporcionando tempo aos enfermeiros para a comunicação adequada. Há necessidade de investimentos na formação desses profissionais e nos serviços de oncologia na temática comunicação de más notícias, com a promoção de um aprendizado alinhado com a prática dos serviços

Abstract: Introduction: Difficult dialogues in oncology lead us to think about bad news or whatever information that seriously affect the vision of a patient about his own future. The communication of bad news is a common activity in the daily routine of oncology nurses. Their professional training, the vision of the world, experience, self-knowledge, and appropriate readiness are linked to success in these moments. Objectives: To understand the experience and meaning attributed by nurses to their communication of bad news and to create a guiding manual for their communication of this news. Methods: This was a qualitative case study conducted in a High Complexity Oncology Assistance Unit located in Southern Minas Gerais. The departments of chemotherapy, ambulatory, and clinical and surgical hospitalization participated in the study; ten nurses composed the study population. The sample was defined by saturation with the following inclusion criteria: being an oncology nurse for more than one year, being present at data collection, and accepting to participate in the study. Data were collected through semi-structured interviews and participant observation and analyzed for thematic content. The study was approved by the Ethics Committee in Research of the State University of Campinas under CAAE 24191014.6.0000.5404. Results: All eight participants were females between 28 and 55 years old with activity in oncology ranging from 1 to 8 years. The results indicated that nurses feel unprepared to communicate bad news and pointed out the lack of protocols for communication; they also reported difficulties to help patients understanding the medical communication of bad news. In addition, they reported a lack of time for this moment of communication of bad news. The lack of self-knowledge was observed during the interviews, which impacted the nurses¿ communication. The participant observation showed that the "I-It" relationship was more predominant than the "I-Thou" relationship, and verbal predominated over non-verbal communication. Only two out of the eight nurses demonstrated highly developed communication skills, without fear or insecurity when communicating bad news to their patients. The guiding manual for the communication of bad news was elaborated based on the study¿s results, current literature, and the researcher¿s own experience. Conclusion: It was concluded that the lack of knowledge, time, and proper communication skills were the most interfering factors in the communication of bad news by nurses to their patients. The nurses¿ awareness of the relevance and benefits of the "I-Thou" relationship and non-verbal communication in oncology is needed. The lack of adequate working conditions must be rethought in order to allow nurses the time for proper communication. Investments in training in this thematic communication are fundamental for these professionals and oncology services and should be aligned with the clinical practices in these services
Subject: Cuidados de enfermagem
Comunicação em saúde
Enfermagem oncológica
Neoplasias
Revelação da verdade
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2016
Appears in Collections:FENF - Tese e Dissertação

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